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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008
Imperador Chávez
Chávez apoiará resistência armada na Bolívia em caso de golpe
Reuters
A Venezuela apoiará grupos de resistência armada na Bolívia caso adversários do presidente Evo Morales dêem um golpe de Estado, disse na quinta-feira o presidente venezuelano Hugo Chávez, que assegurou que iniciaria qualquer tipo de operação para restituir ao poder aliados que sejam derrubados.
A Bolívia atravessa uma profunda crise política e social, em meio a violentas manifestações de oposição aos planos socialistas de Morales. Conflitos entre partidários do governo e da oposição já deixaram pelo menos três mortos e afetaram as exportações de gás natural para Argentina e Brasil.
"Se matarem Evo, acreditem os golpistas que estariam me dando luz verde para apoiar qualquer movimento armado na Bolívia. Eu não teria nenhum problema", disse Chávez em um ato transmitido pela televisão.
Chávez acusa os Estados Unidos e movimentos locais de oposição em países aliados como Bolívia e Equador de orquestrar uma "ofensiva imperialista continental" para destruir suas políticas socialistas.
"Se a oligarquia, dirigida, financiada e armada pelo Império, derrubar algum governo nosso teríamos luz verde para iniciar operações de qualquer tipo, para restituir o poder ao povo nestes países irmãos", acrescentou.
Entretanto, críticos dos governantes de esquerda acusam Chávez de tomar ações ditatoriais e de buscar imitar o comunismo cubano.
O próprio presidente venezuelano ordenou na quarta-feira a investigação de um suposto complô para assassiná-lo, depois que um programa da televisão estatal levou ao ar gravações de supostos militares aposentados que estariam organizando um plano para tirá-lo do poder e até matá-lo.
(Por Enrique Andrés Pretel)
Reuters
A Venezuela apoiará grupos de resistência armada na Bolívia caso adversários do presidente Evo Morales dêem um golpe de Estado, disse na quinta-feira o presidente venezuelano Hugo Chávez, que assegurou que iniciaria qualquer tipo de operação para restituir ao poder aliados que sejam derrubados.
A Bolívia atravessa uma profunda crise política e social, em meio a violentas manifestações de oposição aos planos socialistas de Morales. Conflitos entre partidários do governo e da oposição já deixaram pelo menos três mortos e afetaram as exportações de gás natural para Argentina e Brasil.
"Se matarem Evo, acreditem os golpistas que estariam me dando luz verde para apoiar qualquer movimento armado na Bolívia. Eu não teria nenhum problema", disse Chávez em um ato transmitido pela televisão.
Chávez acusa os Estados Unidos e movimentos locais de oposição em países aliados como Bolívia e Equador de orquestrar uma "ofensiva imperialista continental" para destruir suas políticas socialistas.
"Se a oligarquia, dirigida, financiada e armada pelo Império, derrubar algum governo nosso teríamos luz verde para iniciar operações de qualquer tipo, para restituir o poder ao povo nestes países irmãos", acrescentou.
Entretanto, críticos dos governantes de esquerda acusam Chávez de tomar ações ditatoriais e de buscar imitar o comunismo cubano.
O próprio presidente venezuelano ordenou na quarta-feira a investigação de um suposto complô para assassiná-lo, depois que um programa da televisão estatal levou ao ar gravações de supostos militares aposentados que estariam organizando um plano para tirá-lo do poder e até matá-lo.
(Por Enrique Andrés Pretel)
Padre Marcelo vai lançar novo CD (artigo estritamente político)
Nhenhequinho de Pinda
Por Adriana Vandoni
Sabe aquela história da mãe que vai ver o filho, o Nhenhequinho, desfilar no 7 de setembro e comenta: veja, todos marchando errado, só Nhenhequinho de passo certo? Então, foi isso que entendi ao ler a explicação do ex-marqueteiro de Geraldo Alckmin (sim, ele tinha um), Lucas Pacheco, que acabou de deixar a campanha por "pressões de tucanos ligados a José Serra".
Em entrevista ao jornal Folha de SP, Pacheco disse que Alckmin é uma vítima da orquestração de "lobos em pele de cordeiro" que "tentaram, primeiro, inviabilizar a candidatura, trabalharam depois para tornar seu discurso inviável".
Sobre a estratégia (sim, ele tinha uma) do programa eleitoral gratuito, Lucas Pacheco explicou que o primeiro programa (20/08) "reapresentava o Geraldo ao eleitor". O segundo era para "executar a estratégia de colocar o dedo na ferida". Alckmin então começou a citar os problemas da saúde e da educação.
Segundo o atual ex-marqueteiro, foi aí que os tais "lobos em pele de cordeiro" começaram a pressionar o candidato para mudar a estratégia, parar de atacar Kassab e voltar seu foco para Marta. E conclui: "Se ele não puder apontar os problemas, vai dizer o quê? Não é o prefeito! Não foi prefeito! É um ex-governador que acredita ter uma missão!"
Eis o ponto que queria chegar. A forma angelical e cândida com que o candidato foi "reapresentado ao eleitor" o gabaritava a ser o mais querido coroinha da paróquia do bairro. Já escrevi reiteradas vezes que o eleitor, de qualquer classe social, não quer um líder (no caso, um prefeito) que seja a materialização da singeleza. Quer um líder que seja mais que ele próprio, que tenha meios de resolver o que ele não pode resolver, que seja corajoso para enfrentar as adversidades que o aflige. O eleitor quer um prefeito que, se for preciso, quebre a cara do padreco fajuto que explora os miseráveis de debaixo da ponte.
No geral, Alckmin, como o próprio Pacheco disse, é um ex-governador que acredita ter uma missão, um bem intencionado. Mas sabemos que boa intenção não é o suficiente.
Quando seu nome foi colocado na bandeja ao lado do de Serra para concorrer à presidência e estava aquele imbróglio tucanesco, um belo dia Alckmin bateu o pé e disse que seria o candidato. Aquela atitude demonstrou firmeza, mas Alckmin fez uma campanha presidencial pífia, na defensiva, embora tantos escândalos do governo petista tivessem dado discurso suficiente para aquela eleição. Procurou a linha do bom moço de Pindamonhangaba e acabou sem a participação efetiva do seu partido. Alckmin saiu menor do que entrou.
Agora, ao bater pé para ser candidato a prefeito, Alckmin aliou-se a Aécio Neves, entrou em uma briga que não deveria ser sua e escolheu um lado que não costuma ter lados. Poderá sair desta campanha novamente menor do que entrou. Não terá espaço na ala "serrista" que o verá como traidor, muito menos na ala "aecista" que simplesmente não o verá.
Hoje, como naquela outra eleição, falta o básico nas suas campanhas: garra. Pior, nesta, falta até o discurso, já que bater em Kassab pode parecer que mira no próprio partido.
É, a família Covas terá muito trabalho para tê-lo como candidato ao governo em 2010 e, segundo previsões da "mãe Dedé", em 2012 Alckmin terá grande chance de ser o prefeito de Pindamonhangaba.
Quanto à entrevista do atual ex-marqueteiro, bem, se a "estratégia" e a forma de abordagem haviam sido traçados por ele... dizer o quê? sei lá, que... ah, já sei, Padre Marcelo vai lançar novo CD.
Site: www.adrianavandoni.com.br
Por Adriana Vandoni
Sabe aquela história da mãe que vai ver o filho, o Nhenhequinho, desfilar no 7 de setembro e comenta: veja, todos marchando errado, só Nhenhequinho de passo certo? Então, foi isso que entendi ao ler a explicação do ex-marqueteiro de Geraldo Alckmin (sim, ele tinha um), Lucas Pacheco, que acabou de deixar a campanha por "pressões de tucanos ligados a José Serra".
Em entrevista ao jornal Folha de SP, Pacheco disse que Alckmin é uma vítima da orquestração de "lobos em pele de cordeiro" que "tentaram, primeiro, inviabilizar a candidatura, trabalharam depois para tornar seu discurso inviável".
Sobre a estratégia (sim, ele tinha uma) do programa eleitoral gratuito, Lucas Pacheco explicou que o primeiro programa (20/08) "reapresentava o Geraldo ao eleitor". O segundo era para "executar a estratégia de colocar o dedo na ferida". Alckmin então começou a citar os problemas da saúde e da educação.
Segundo o atual ex-marqueteiro, foi aí que os tais "lobos em pele de cordeiro" começaram a pressionar o candidato para mudar a estratégia, parar de atacar Kassab e voltar seu foco para Marta. E conclui: "Se ele não puder apontar os problemas, vai dizer o quê? Não é o prefeito! Não foi prefeito! É um ex-governador que acredita ter uma missão!"
Eis o ponto que queria chegar. A forma angelical e cândida com que o candidato foi "reapresentado ao eleitor" o gabaritava a ser o mais querido coroinha da paróquia do bairro. Já escrevi reiteradas vezes que o eleitor, de qualquer classe social, não quer um líder (no caso, um prefeito) que seja a materialização da singeleza. Quer um líder que seja mais que ele próprio, que tenha meios de resolver o que ele não pode resolver, que seja corajoso para enfrentar as adversidades que o aflige. O eleitor quer um prefeito que, se for preciso, quebre a cara do padreco fajuto que explora os miseráveis de debaixo da ponte.
No geral, Alckmin, como o próprio Pacheco disse, é um ex-governador que acredita ter uma missão, um bem intencionado. Mas sabemos que boa intenção não é o suficiente.
Quando seu nome foi colocado na bandeja ao lado do de Serra para concorrer à presidência e estava aquele imbróglio tucanesco, um belo dia Alckmin bateu o pé e disse que seria o candidato. Aquela atitude demonstrou firmeza, mas Alckmin fez uma campanha presidencial pífia, na defensiva, embora tantos escândalos do governo petista tivessem dado discurso suficiente para aquela eleição. Procurou a linha do bom moço de Pindamonhangaba e acabou sem a participação efetiva do seu partido. Alckmin saiu menor do que entrou.
Agora, ao bater pé para ser candidato a prefeito, Alckmin aliou-se a Aécio Neves, entrou em uma briga que não deveria ser sua e escolheu um lado que não costuma ter lados. Poderá sair desta campanha novamente menor do que entrou. Não terá espaço na ala "serrista" que o verá como traidor, muito menos na ala "aecista" que simplesmente não o verá.
Hoje, como naquela outra eleição, falta o básico nas suas campanhas: garra. Pior, nesta, falta até o discurso, já que bater em Kassab pode parecer que mira no próprio partido.
É, a família Covas terá muito trabalho para tê-lo como candidato ao governo em 2010 e, segundo previsões da "mãe Dedé", em 2012 Alckmin terá grande chance de ser o prefeito de Pindamonhangaba.
Quanto à entrevista do atual ex-marqueteiro, bem, se a "estratégia" e a forma de abordagem haviam sido traçados por ele... dizer o quê? sei lá, que... ah, já sei, Padre Marcelo vai lançar novo CD.
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Terça-feira, 2 de Setembro de 2008
O NAZISMO NO BRASIL
Dilma cita nazismo em crítica a excesso de grampos
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, parafraseou ontem um poema do teólogo alemão e militante antinazista Martin Niemöller para criticar a proliferação no Brasil dos grampos telefônicos.
- É aquela história sobre o nazismo. Primeiro, foram os judeus; depois, os opositores ao regime; na sucessão, o povo inteiro, disse Dilma.
A ministra, porém, afirmou que o Brasil ainda não chegou a atingir o grau de Estado policialesco, como se referiu o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, alvo de supostas escutas clandestinas.
Para Dilma, é necessário aperfeiçoar os mecanismos que regem as interceptações telefônicas.
- É necessário regulamentar as condições em que a Justiça define a possibilidade de se fazer as escutas e ao mesmo tempo as condições em que elas são divulgadas, disse a ministra.
Dilma ressaltou que é importante evitar excessos, invasões de privacidade e ofensas às instituições da República.
- Foi o caso desse absurdo grampo do STF, que deve ser repudiado em todas as dimensões. Não há desculpas, não há justificativas, disse.
Questionada sobre a suspeita de que ela própria teria sido grampeada, Dilma afirmou que não tem conhecimento, mas ressaltou: "as coisas que eu falo ao telefone são absolutamente passíveis de serem escutadas". Ela disse, porém, que se deve condenar não só os grampos nas autoridades, "mas sobretudo no cidadão comum".
Comentário do Minuto:
Quem grampeou foi a Abin. A Abin é diretamente subordinada ao presidente Lula. E quem a ele é subordinado jamais iria investigar o chefe maior de um dos outros dois poderes da República sem a ordem expressa do chefe. Mas a especialidade deste presidente é arranjar aloprados para pagarem por suas mazelas.
A ministra está certa: este é o governo mais nazista da história republicana brasileira.
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, parafraseou ontem um poema do teólogo alemão e militante antinazista Martin Niemöller para criticar a proliferação no Brasil dos grampos telefônicos.
- É aquela história sobre o nazismo. Primeiro, foram os judeus; depois, os opositores ao regime; na sucessão, o povo inteiro, disse Dilma.
A ministra, porém, afirmou que o Brasil ainda não chegou a atingir o grau de Estado policialesco, como se referiu o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, alvo de supostas escutas clandestinas.
Para Dilma, é necessário aperfeiçoar os mecanismos que regem as interceptações telefônicas.
- É necessário regulamentar as condições em que a Justiça define a possibilidade de se fazer as escutas e ao mesmo tempo as condições em que elas são divulgadas, disse a ministra.
Dilma ressaltou que é importante evitar excessos, invasões de privacidade e ofensas às instituições da República.
- Foi o caso desse absurdo grampo do STF, que deve ser repudiado em todas as dimensões. Não há desculpas, não há justificativas, disse.
Questionada sobre a suspeita de que ela própria teria sido grampeada, Dilma afirmou que não tem conhecimento, mas ressaltou: "as coisas que eu falo ao telefone são absolutamente passíveis de serem escutadas". Ela disse, porém, que se deve condenar não só os grampos nas autoridades, "mas sobretudo no cidadão comum".
Comentário do Minuto:
Quem grampeou foi a Abin. A Abin é diretamente subordinada ao presidente Lula. E quem a ele é subordinado jamais iria investigar o chefe maior de um dos outros dois poderes da República sem a ordem expressa do chefe. Mas a especialidade deste presidente é arranjar aloprados para pagarem por suas mazelas.
A ministra está certa: este é o governo mais nazista da história republicana brasileira.
Ter de apoiar Alckmin, é dose pra elefante!
De olho em 2010, Serra entra na campanha de Alckmin
Do jornal O Estado de São Paulo
Preocupado com a eleição presidencial de 2010, o PSDB prepara finalmente o embarque do governador de São Paulo, José Serra - um dos principais nomes do partido para disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, na campanha do tucano Geraldo Alckmin à Prefeitura paulistana. Um grande jantar está sendo organizado para selar a participação de Serra, que até agora esteve ausente dos palanques.
O engajamento do governador na campanha começou a ser traçado na semana passada, quando Serra chegou ao Brasil de uma viagem ao Japão e à Inglaterra, e foi alertado por integrantes do partido de que, mais do que o candidato tucano à Prefeitura, a principal prejudicada pelo racha do partido em São Paulo seria sua eventual candidatura ao Palácio do Planalto daqui a dois anos. Outra preocupação dos serristas é com o desembarque de Lula em São Paulo nessas eleições. Tucanos avaliam que, além de ajudar a candidata do PT, Marta Suplicy, o presidente já usa a oportunidade para ganhar terreno para as eleições de 2010, seja para ele mesmo em um polêmico terceiro mandato ou para seu sucessor. Até então, a perspectiva era de um engajamento mais efetivo de Serra somente no segundo turno, já que o governador enfrenta uma situação delicada, dividido entre as candidaturas de Alckmin e do prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Desde a semana passada, também ingressaram oficialmente na campanha de Alckmin, compondo a coordenação política, dois secretários do núcleo político do governo Serra. Sidney Beraldo (Gestão Pública) e José Henrique Reis Lobo (Relações Institucionais) participaram anteontem da reunião do comando de campanha na casa do candidato a vice de Alckmin, deputado estadual Campos Machado (PTB). A participação de Beraldo, ex-presidente do PSDB paulista, e Lobo, atual dirigente do PSDB paulistano, deu-se por determinação do governador. Oficialmente, tucanos negam que a entrada de Serra tenha motivações ligadas a 2010.
Comentário do Minuto:
É difícil para Serra apoiar um candidato com um lado tão obscuro como tem Geraldo Alckmin, com muitos fatos carentes de esclarecimentos, sem falar na mediocridade característica do candidato. Ainda mais que Kassab, o candidato dos sonhos de Serra, tem sido um prefeito honesto e competente. O fato, entretanto, é que José Serra sempre foi homem de partido, mesmo neste PSDB que tanto deixa a desejar.
Do jornal O Estado de São Paulo
Preocupado com a eleição presidencial de 2010, o PSDB prepara finalmente o embarque do governador de São Paulo, José Serra - um dos principais nomes do partido para disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, na campanha do tucano Geraldo Alckmin à Prefeitura paulistana. Um grande jantar está sendo organizado para selar a participação de Serra, que até agora esteve ausente dos palanques.
O engajamento do governador na campanha começou a ser traçado na semana passada, quando Serra chegou ao Brasil de uma viagem ao Japão e à Inglaterra, e foi alertado por integrantes do partido de que, mais do que o candidato tucano à Prefeitura, a principal prejudicada pelo racha do partido em São Paulo seria sua eventual candidatura ao Palácio do Planalto daqui a dois anos. Outra preocupação dos serristas é com o desembarque de Lula em São Paulo nessas eleições. Tucanos avaliam que, além de ajudar a candidata do PT, Marta Suplicy, o presidente já usa a oportunidade para ganhar terreno para as eleições de 2010, seja para ele mesmo em um polêmico terceiro mandato ou para seu sucessor. Até então, a perspectiva era de um engajamento mais efetivo de Serra somente no segundo turno, já que o governador enfrenta uma situação delicada, dividido entre as candidaturas de Alckmin e do prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Desde a semana passada, também ingressaram oficialmente na campanha de Alckmin, compondo a coordenação política, dois secretários do núcleo político do governo Serra. Sidney Beraldo (Gestão Pública) e José Henrique Reis Lobo (Relações Institucionais) participaram anteontem da reunião do comando de campanha na casa do candidato a vice de Alckmin, deputado estadual Campos Machado (PTB). A participação de Beraldo, ex-presidente do PSDB paulista, e Lobo, atual dirigente do PSDB paulistano, deu-se por determinação do governador. Oficialmente, tucanos negam que a entrada de Serra tenha motivações ligadas a 2010.
Comentário do Minuto:
É difícil para Serra apoiar um candidato com um lado tão obscuro como tem Geraldo Alckmin, com muitos fatos carentes de esclarecimentos, sem falar na mediocridade característica do candidato. Ainda mais que Kassab, o candidato dos sonhos de Serra, tem sido um prefeito honesto e competente. O fato, entretanto, é que José Serra sempre foi homem de partido, mesmo neste PSDB que tanto deixa a desejar.
Prata é prata
O Brasil na modalidade errada
Adriana Vandoni
Engraçada essa relação que o brasileiro tem com a derrota. Às vezes chego a pensar que o Barão de Coubertin era brasileiro e cunhou a famigerada frase "o importante é competir", já imaginando os resultados brasileiros em 2008 e os comentários jornalísticos. A cada prata ou bronze ouvia-se algo como: um bronze que vale ouro! ou uma prata que vale ouro!
Não vale. Por maior que tenha sido o esforço de cada um dos atletas, bronze não é ouro. Prata não é ouro. Estranha relação essa que o brasileiro tem com a vitória e que poder em encontrar compensações para a derrota!!! Incrível.
O desempenho do Brasil foi pífio, em especial quando se leva em consideração que o país que tem a pretensão de sediar a Olimpíada de 2016. E mais pífio ainda quando se contabiliza o que foi investido no chamado Esporte de Alto Rendimento. Entre 2005 e 2008, foram R$ 654,7 milhões. Isso tudo para um quadro de 15 medalhas. Ou seja, tirando as duas do César Cielo, da natação, cujo treinamento foi custeado por seus pais e pelos Estados Unidos, cada medalha brasileira saiu por R$50.361.538,46.
É muito caro! Ou muito obscura a aplicação desse recurso todo. Diretamente para o COB - Comitê Olímpico Brasileiro - foram entregues nada menos do que R$265,7 milhões, oriundos das loterias federais. As estatais brasileiras destinaram R$247,9 milhões, sendo: Caixa Econômica Federal para o atletismo e a ginástica; Banco do Brasil para o vôlei; Correios para a natação; Eletrobrás para o basquete; Infraero ao judô; e Petrobrás ao handebol. O levantamento foi feito pelo site Contas Abertas.
Mas o que aconteceu?
Se não faltou dinheiro, isto é, se este dinheiro todo chegou aos atletas, se não houve "embolsamento" de recursos, é melhor o Brasil desistir. Esporte olímpico não é a modalidade nacional.
Site: www.adrianavandoni.com.br
Adriana Vandoni
Engraçada essa relação que o brasileiro tem com a derrota. Às vezes chego a pensar que o Barão de Coubertin era brasileiro e cunhou a famigerada frase "o importante é competir", já imaginando os resultados brasileiros em 2008 e os comentários jornalísticos. A cada prata ou bronze ouvia-se algo como: um bronze que vale ouro! ou uma prata que vale ouro!
Não vale. Por maior que tenha sido o esforço de cada um dos atletas, bronze não é ouro. Prata não é ouro. Estranha relação essa que o brasileiro tem com a vitória e que poder em encontrar compensações para a derrota!!! Incrível.
O desempenho do Brasil foi pífio, em especial quando se leva em consideração que o país que tem a pretensão de sediar a Olimpíada de 2016. E mais pífio ainda quando se contabiliza o que foi investido no chamado Esporte de Alto Rendimento. Entre 2005 e 2008, foram R$ 654,7 milhões. Isso tudo para um quadro de 15 medalhas. Ou seja, tirando as duas do César Cielo, da natação, cujo treinamento foi custeado por seus pais e pelos Estados Unidos, cada medalha brasileira saiu por R$50.361.538,46.
É muito caro! Ou muito obscura a aplicação desse recurso todo. Diretamente para o COB - Comitê Olímpico Brasileiro - foram entregues nada menos do que R$265,7 milhões, oriundos das loterias federais. As estatais brasileiras destinaram R$247,9 milhões, sendo: Caixa Econômica Federal para o atletismo e a ginástica; Banco do Brasil para o vôlei; Correios para a natação; Eletrobrás para o basquete; Infraero ao judô; e Petrobrás ao handebol. O levantamento foi feito pelo site Contas Abertas.
Mas o que aconteceu?
Se não faltou dinheiro, isto é, se este dinheiro todo chegou aos atletas, se não houve "embolsamento" de recursos, é melhor o Brasil desistir. Esporte olímpico não é a modalidade nacional.
Site: www.adrianavandoni.com.br
Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008
CINCO MILHÕES NÃO SENHOR!!!
Referência de Dantas a filho de Lula irrita Planalto
DO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO
Declarações do sócio-fundador do Grupo Opportunity, Daniel Dantas, na CPI dos Grampos causaram grande incômodo no Palácio do Planalto. O governo entendeu que ele, repetindo estratégias antigas, deu as declarações que queria, como queria, lançando ataques contra órgãos e autoridades. O Planalto, porém, não vai responder. Para assessores, o banqueiro tenta envolver, mais uma vez, o filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, sócio da Gamecorp, produtora que recebeu R$5 milhões da Telemar.
Comentário do Minuto:
Péra lá, CINCO MILHÕES NÃO SENHOR!!!
São CINCO MILHÕES POR ANO!!!
O megaempresário Lulinha Telemar não lida mais com merrecas de cinco milhões. Tanto é que percorre suas fazendas de helicóperos.
DO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO
Declarações do sócio-fundador do Grupo Opportunity, Daniel Dantas, na CPI dos Grampos causaram grande incômodo no Palácio do Planalto. O governo entendeu que ele, repetindo estratégias antigas, deu as declarações que queria, como queria, lançando ataques contra órgãos e autoridades. O Planalto, porém, não vai responder. Para assessores, o banqueiro tenta envolver, mais uma vez, o filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, sócio da Gamecorp, produtora que recebeu R$5 milhões da Telemar.
Comentário do Minuto:
Péra lá, CINCO MILHÕES NÃO SENHOR!!!
São CINCO MILHÕES POR ANO!!!
O megaempresário Lulinha Telemar não lida mais com merrecas de cinco milhões. Tanto é que percorre suas fazendas de helicóperos.
Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008
Com tantas verdades a serem ditas, por que mentir?
Bom dia, seu pocotó
Por Adriana Vandoni
Os analistas políticos afirmam há anos, ao final de cada eleição, que a popularidade do presidente da República e do governador é distinta das eleições municipais, ou seja, que a imagem do presidente ou do governador pode até ser importante para o candidato, mas não é fundamental e decisiva para a escolha da maioria dos eleitores.
Eis que o atual prefeito de Cuiabá e candidato à reeleição, Wilson Santos (PSDB), em mais um dos seus "estratégicos" momentos de oratória, diz que o presidente Lula desejava tê-lo como o seu candidato, claro querendo pegar carona na popularidade do presidente. "O presidente Lula me convidou em três ocasiões para ser o candidato dele a prefeito de Cuiabá, mas preferi ficar no PSDB porque acredito nos princípios da social-democracia. Três interlocutores vieram falar comigo, para que mudasse de partido, mas preferi continuar no PSDB", disse Wilson Santos. Ah, contou o milagre e não mostrou o santo! Quem foram esses três colocutores?
Não tardou para levar um desmentido dos petistas, um passa-fora, e o assunto virou o tema do último fim-de-semana em todos os jornais do Estado, quando o secretário de Assuntos Federativos da Presidência da República, Alexandre Padilha, afirmou que o "O prefeito Wilson Santos nunca recebeu esse convite do presidente da República".
É como dizia vovó, quem fala muito dá bom dia a cavalos. Tudo poderia ser diferente se o candidato à reeleição usasse fatos acontecidos e não fatos criados.
Se a intenção era atingir o candidato do PR, Mauro Mendes, uma espécie de candidato express do governador Blairo Maggi, que tem como vice o PT, que falasse do pouco auxílio que a cidade de Cuiabá recebe deste governo estadual, do descaso e até pouco caso com que esta turma da botina sempre teve com Cuiabá. Vale lembrar que enquanto arrumava a fachada de casarões antigos, o governador chegou a afirmar em roda de amigos que ainda iria tirar o menino Jesus dos braços de São Benedito e enfiar no lugar uma cuia de chimarrão. Nada contra a cuia, que, aliás, cada um revolve onde enfiar, mas é um desrespeito à cultura, à religiosidade e a fé do povo cuiabano. O candidato à reeleição deveria relatar à população o esforço de Maggi para que empresas se instalassem apenas no município sede de seus interesses comerciais, gerando empregos e impostos lá, não na capital. Poderia também questionar o que este candidato delivery do governador já fez para atrair investimentos na cidade como representante do setor.
Se a intenção era atingir o candidato cantor, ou vice-versa, Walter Rabello, do PP, bastaria dizer que ele, além de despreparado para administrar, é o legítimo representante dos fichas-sujas. Aliás, se somarmos todos os processos judiciais dos padrinhos do cantor/candidato ou candidato/cantor, poderíamos dizer que... é infinito, enquanto dure. Neste caso é melhor ser desafinado que fazer dupla com delinqüentes.
Mas o candidato à reeleição, Wilson Santos, focou a popularidade presidencial. Faltou a ele ter seguido o que disseram aqueles analistas que citei antes, faltou ouvir auxiliares, se é que os ouve, ou se eles existem.
O prefeito de Cuiabá está com a estratégia errada, que já vem errada há algum tempo. Ele precisa discutir os assuntos municipais, é isso que interessa agora à população de Cuiabá, e o que é pra supor que ele entenda.
Existem tantas verdades a serem ditas, que jamais valeria a pena usar mentiras.
Site: www.adrianavandoni.com.br
Por Adriana Vandoni
Os analistas políticos afirmam há anos, ao final de cada eleição, que a popularidade do presidente da República e do governador é distinta das eleições municipais, ou seja, que a imagem do presidente ou do governador pode até ser importante para o candidato, mas não é fundamental e decisiva para a escolha da maioria dos eleitores.
Eis que o atual prefeito de Cuiabá e candidato à reeleição, Wilson Santos (PSDB), em mais um dos seus "estratégicos" momentos de oratória, diz que o presidente Lula desejava tê-lo como o seu candidato, claro querendo pegar carona na popularidade do presidente. "O presidente Lula me convidou em três ocasiões para ser o candidato dele a prefeito de Cuiabá, mas preferi ficar no PSDB porque acredito nos princípios da social-democracia. Três interlocutores vieram falar comigo, para que mudasse de partido, mas preferi continuar no PSDB", disse Wilson Santos. Ah, contou o milagre e não mostrou o santo! Quem foram esses três colocutores?
Não tardou para levar um desmentido dos petistas, um passa-fora, e o assunto virou o tema do último fim-de-semana em todos os jornais do Estado, quando o secretário de Assuntos Federativos da Presidência da República, Alexandre Padilha, afirmou que o "O prefeito Wilson Santos nunca recebeu esse convite do presidente da República".
É como dizia vovó, quem fala muito dá bom dia a cavalos. Tudo poderia ser diferente se o candidato à reeleição usasse fatos acontecidos e não fatos criados.
Se a intenção era atingir o candidato do PR, Mauro Mendes, uma espécie de candidato express do governador Blairo Maggi, que tem como vice o PT, que falasse do pouco auxílio que a cidade de Cuiabá recebe deste governo estadual, do descaso e até pouco caso com que esta turma da botina sempre teve com Cuiabá. Vale lembrar que enquanto arrumava a fachada de casarões antigos, o governador chegou a afirmar em roda de amigos que ainda iria tirar o menino Jesus dos braços de São Benedito e enfiar no lugar uma cuia de chimarrão. Nada contra a cuia, que, aliás, cada um revolve onde enfiar, mas é um desrespeito à cultura, à religiosidade e a fé do povo cuiabano. O candidato à reeleição deveria relatar à população o esforço de Maggi para que empresas se instalassem apenas no município sede de seus interesses comerciais, gerando empregos e impostos lá, não na capital. Poderia também questionar o que este candidato delivery do governador já fez para atrair investimentos na cidade como representante do setor.
Se a intenção era atingir o candidato cantor, ou vice-versa, Walter Rabello, do PP, bastaria dizer que ele, além de despreparado para administrar, é o legítimo representante dos fichas-sujas. Aliás, se somarmos todos os processos judiciais dos padrinhos do cantor/candidato ou candidato/cantor, poderíamos dizer que... é infinito, enquanto dure. Neste caso é melhor ser desafinado que fazer dupla com delinqüentes.
Mas o candidato à reeleição, Wilson Santos, focou a popularidade presidencial. Faltou a ele ter seguido o que disseram aqueles analistas que citei antes, faltou ouvir auxiliares, se é que os ouve, ou se eles existem.
O prefeito de Cuiabá está com a estratégia errada, que já vem errada há algum tempo. Ele precisa discutir os assuntos municipais, é isso que interessa agora à população de Cuiabá, e o que é pra supor que ele entenda.
Existem tantas verdades a serem ditas, que jamais valeria a pena usar mentiras.
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Terça-feira, 12 de Agosto de 2008
Rússia de olho no petróleo da Ossétia!
Geórgia processará Rússia por limpeza étnica
Da Reuters, por Margarita Antidze
A Geórgia entrou com um processo contra a Rússia na Corte Internacional de Justiça por limpeza étnica, disse nesta terça-feira o secretário do Conselho de Segurança da Geórgia, Kakha Lomaia.
Separadamente, o promotor chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI) Luis Moreno-Ocampo afirmou que ele tem sido procurado sobre o conflito na região separatista de Ossétia do Sul na Geórgia e pode lançar uma investigação preliminar.
A Corte Internacional de Justiça regula os conflitos entre nações enquanto que o Tribunal Penal Internacional (TPI) foi organizado para julgar indivíduos por crimes graves como genocídio, crimes contra a humanidades e crimes de guerra. Ambas as cortes são sediadas em Haia na Holanda.
"Hoje o embaixador da Geórgia na Holanda entrou com um processo na Corte Internacional de Justiça chamado 'o Estado da Geórgia contra o Estado da Rússia' por conta de suposta limpeza étnica conduzida pela Rússia na Geórgia entre 1993 e 2008", disse o secretário à Reuters.
O conflito teve início na última quinta-feira quando a Geórgia enviou suas tropas para retomar o controle da Ossétia do Sul, uma província pró-Rússia que rejeitou o poder georgiano nos anos 1990.
Moscou respondeu enviando tropas fortemente armadas, que rapidamente superaram os soldados georgianos.
A Rússia afirma que 1.600 civis da Ossétia do Sul foram mortos, enquanto que a Geórgia divulgou 200 mortes e centenas de feridos. Nenhum dos números foram confirmados independentemente.
A Organização das Nações Unidos afirmou nesta terça-feira que aproximadamente 100 mil pessoas estão fugindo de suas casas.
"Nós começamos a receber notícias sobre isto", disse Moreno-Ocampo à Reuters por telefone de Haia.
Questionado se iria lançar uma investigação preliminar, ele respondeu: "É possível." Ele não deu mais detalhes.
O TPI foi criado para julgar genocídios e outros crimes de guerra quando autoridades judiciais nacionais não consegue investigar tais crimes apropriadamente.
Moreno-Ocampo casou uma discussão diplomática internacional no último mês quando pediu aos juízes da corte um mandato de prisão para o presidente do Sudão, Omar Hassan al-Bahshir pelo genocídio e crimes de guerra na região de Darfur.
Comentário do Minuto:
Será que a Rússia do ditador Putin tem outro interesse que não o petróleo da Ossétia do Sul?
Da Reuters, por Margarita Antidze
A Geórgia entrou com um processo contra a Rússia na Corte Internacional de Justiça por limpeza étnica, disse nesta terça-feira o secretário do Conselho de Segurança da Geórgia, Kakha Lomaia.
Separadamente, o promotor chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI) Luis Moreno-Ocampo afirmou que ele tem sido procurado sobre o conflito na região separatista de Ossétia do Sul na Geórgia e pode lançar uma investigação preliminar.
A Corte Internacional de Justiça regula os conflitos entre nações enquanto que o Tribunal Penal Internacional (TPI) foi organizado para julgar indivíduos por crimes graves como genocídio, crimes contra a humanidades e crimes de guerra. Ambas as cortes são sediadas em Haia na Holanda.
"Hoje o embaixador da Geórgia na Holanda entrou com um processo na Corte Internacional de Justiça chamado 'o Estado da Geórgia contra o Estado da Rússia' por conta de suposta limpeza étnica conduzida pela Rússia na Geórgia entre 1993 e 2008", disse o secretário à Reuters.
O conflito teve início na última quinta-feira quando a Geórgia enviou suas tropas para retomar o controle da Ossétia do Sul, uma província pró-Rússia que rejeitou o poder georgiano nos anos 1990.
Moscou respondeu enviando tropas fortemente armadas, que rapidamente superaram os soldados georgianos.
A Rússia afirma que 1.600 civis da Ossétia do Sul foram mortos, enquanto que a Geórgia divulgou 200 mortes e centenas de feridos. Nenhum dos números foram confirmados independentemente.
A Organização das Nações Unidos afirmou nesta terça-feira que aproximadamente 100 mil pessoas estão fugindo de suas casas.
"Nós começamos a receber notícias sobre isto", disse Moreno-Ocampo à Reuters por telefone de Haia.
Questionado se iria lançar uma investigação preliminar, ele respondeu: "É possível." Ele não deu mais detalhes.
O TPI foi criado para julgar genocídios e outros crimes de guerra quando autoridades judiciais nacionais não consegue investigar tais crimes apropriadamente.
Moreno-Ocampo casou uma discussão diplomática internacional no último mês quando pediu aos juízes da corte um mandato de prisão para o presidente do Sudão, Omar Hassan al-Bahshir pelo genocídio e crimes de guerra na região de Darfur.
Comentário do Minuto:
Será que a Rússia do ditador Putin tem outro interesse que não o petróleo da Ossétia do Sul?
A grande ditadura
China nega visto a campeão olímpico norte-americano
O patinador campeão norte-americano e medalha de ouro na Olimpíada de Inverno de Turim, em 2006, Joey Cheek, teve seu visto de entrada negado pelos chineses nesta quarta-feira, quando já se preparava para viajar a Pequim.
Cheek é fundador do 'Time Darfur', um grupo de atletas que realiza campanhas contra o massacre étnico praticado na guerra civil do Sudão, que já deixou pelo menos 200 mil mortos e 2,5 milhões de refugiados desde 2003.
Em Pequim, pretendia chamar atenção para a relação entre o regime da China e do Sudão, apontado como responsável pelo genocídio étnico praticado na região de Darfur.
O governo norte-americano pretende protestar contra a decisão chinesa de cancelar o visto de Cheek. A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, afirmou que o presidente George W. Bush recebeu com desconforto a informação e enviou representantes para discutir o assunto com o governo de Pequim. "Nós esperamos que eles mudem sua posição", declarou Perino.
O patinador campeão norte-americano e medalha de ouro na Olimpíada de Inverno de Turim, em 2006, Joey Cheek, teve seu visto de entrada negado pelos chineses nesta quarta-feira, quando já se preparava para viajar a Pequim.
Cheek é fundador do 'Time Darfur', um grupo de atletas que realiza campanhas contra o massacre étnico praticado na guerra civil do Sudão, que já deixou pelo menos 200 mil mortos e 2,5 milhões de refugiados desde 2003.
Em Pequim, pretendia chamar atenção para a relação entre o regime da China e do Sudão, apontado como responsável pelo genocídio étnico praticado na região de Darfur.
O governo norte-americano pretende protestar contra a decisão chinesa de cancelar o visto de Cheek. A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, afirmou que o presidente George W. Bush recebeu com desconforto a informação e enviou representantes para discutir o assunto com o governo de Pequim. "Nós esperamos que eles mudem sua posição", declarou Perino.
Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008
A Coréia do Norte não apenas apóia o terrorismo.
Coréia do Norte será mantida na lista dos países que apóiam o terrorismo
AFP
A Coréia do Norte permanecerá na lista de países que apóiam o terrorismo até que aceite um mecanismo amplo de verificação de seu programa nuclear, declarou o departamento de Estado americano nesta segunda-feira.
"O ponto importante é que eles não nos forneceram o mecanismo de verificação de que necessitamos", afirmou o porta-voz Robert Wood.
Segundo a lei americana, Washington pode determinar a partir desta segunda-feira a retirada de Pyongyang da lista de países que apóiam o terrorismo, 45 dias depois que a Coréia do Norte entregou uma muito esperada declaração sobre seu programa nuclear.
Comentário do Minuto:
O ultra-direitista Kim Jong Ill (que alguns confundem com comunista e esquerdista) não apenas apóia o terrorismo. Além de promover o terrorismo, este ditador vive da chantagem.
AFP
A Coréia do Norte permanecerá na lista de países que apóiam o terrorismo até que aceite um mecanismo amplo de verificação de seu programa nuclear, declarou o departamento de Estado americano nesta segunda-feira.
"O ponto importante é que eles não nos forneceram o mecanismo de verificação de que necessitamos", afirmou o porta-voz Robert Wood.
Segundo a lei americana, Washington pode determinar a partir desta segunda-feira a retirada de Pyongyang da lista de países que apóiam o terrorismo, 45 dias depois que a Coréia do Norte entregou uma muito esperada declaração sobre seu programa nuclear.
Comentário do Minuto:
O ultra-direitista Kim Jong Ill (que alguns confundem com comunista e esquerdista) não apenas apóia o terrorismo. Além de promover o terrorismo, este ditador vive da chantagem.
Domingo, 10 de Agosto de 2008
Após vitória em referendo, Evo faz apelo pela unidade do país
Governo de Evo Morales saiu ratificado com um apoio mais amplo que o que teve na vitória eleitoral de 2005
Efe e AP
Depois de seu governo ser ratificado no referendo deste domingo, 9, o presidente da Bolívia, Evo Morales, fez um apelo à unidade dos bolivianos que, segundo disse, será alcançada "juntando a nova Constituição Política do Estado com os estatutos autônomos", mas respeitando a legalidade.
Morales emitiu uma mensagem ao país do balcão presidencial do Palácio do Governo de La Paz, após o referendo sobre os mandatos no qual, segundo as pesquisas, saiu ratificado com um apoio mais amplo que o que teve em sua vitória eleitoral de 2005.
Perante uma multidão reunida na Praça Murillo, Morales expressou seu respeito pelos governadores regionais autonomistas que foram ratificados neste domingo, segundo as pesquisas, e os convocou para trabalhar "de maneira conjunta" a fim de garantir a unidade e a identidade da Bolívia. "Respeitaremos a legitimidade que os governadores regionais ratificados têm", garantiu Morales.
O referendo de revogação realizado na Bolívia representa um ponto de inflexão na grave crise do país, caracterizada pela luta entre o projeto constitucionalista de Morales e o plano autonomista empreendido por vários governadores opositores à margem do Governo e o Congresso Nacional.
Segundo Evo Morales, a vontade expressada nas urnas é um voto "para consolidar a mudança" empreendida por seu Governo e avançar "na recuperação dos recursos naturais, aprofundar na nacionalização e recuperar as empresas do Estado", convidando todos os governadores regionais e prefeitos do país para se somar a este processo.
Também os convidou a trabalhar junto com seu Governo para conseguir o objetivo de acabar com a "extrema pobreza" da Bolívia com uma visão unitária e não pensando só "em regiões e determinados setores".
Evo Morales destacou que a vontade dos bolivianos é continuar lutando "por sua dignidade, unidade e identidade, e que esperava que "essa vontade fosse escutada" pelos setores da oposição. Por último, o presidente dedicou o sucesso do referendo "a todos os revolucionários da América e do mundo".
Efe e AP
Depois de seu governo ser ratificado no referendo deste domingo, 9, o presidente da Bolívia, Evo Morales, fez um apelo à unidade dos bolivianos que, segundo disse, será alcançada "juntando a nova Constituição Política do Estado com os estatutos autônomos", mas respeitando a legalidade.
Morales emitiu uma mensagem ao país do balcão presidencial do Palácio do Governo de La Paz, após o referendo sobre os mandatos no qual, segundo as pesquisas, saiu ratificado com um apoio mais amplo que o que teve em sua vitória eleitoral de 2005.
Perante uma multidão reunida na Praça Murillo, Morales expressou seu respeito pelos governadores regionais autonomistas que foram ratificados neste domingo, segundo as pesquisas, e os convocou para trabalhar "de maneira conjunta" a fim de garantir a unidade e a identidade da Bolívia. "Respeitaremos a legitimidade que os governadores regionais ratificados têm", garantiu Morales.
O referendo de revogação realizado na Bolívia representa um ponto de inflexão na grave crise do país, caracterizada pela luta entre o projeto constitucionalista de Morales e o plano autonomista empreendido por vários governadores opositores à margem do Governo e o Congresso Nacional.
Segundo Evo Morales, a vontade expressada nas urnas é um voto "para consolidar a mudança" empreendida por seu Governo e avançar "na recuperação dos recursos naturais, aprofundar na nacionalização e recuperar as empresas do Estado", convidando todos os governadores regionais e prefeitos do país para se somar a este processo.
Também os convidou a trabalhar junto com seu Governo para conseguir o objetivo de acabar com a "extrema pobreza" da Bolívia com uma visão unitária e não pensando só "em regiões e determinados setores".
Evo Morales destacou que a vontade dos bolivianos é continuar lutando "por sua dignidade, unidade e identidade, e que esperava que "essa vontade fosse escutada" pelos setores da oposição. Por último, o presidente dedicou o sucesso do referendo "a todos os revolucionários da América e do mundo".
Sábado, 9 de Agosto de 2008
DITADOR PUTIN EM AÇÃO
Geórgia pede trégua na Ossétia do Sul, mas Rússia quer retirada
Da Reuters por Matt Robinson
A Geórgia fez um apelo neste sábado por um cessar-fogo depois que bombardeios da Rússia ampliaram uma ofensiva contra as forças georgianas que tentam retomar o controle da região separatista da Ossétia do Sul.
No entanto, o chamado não parece ter sido levando em conta pelos líderes russos, que dizem ter sido legítimas as ações da Rússia e que a única forma de pôr fim ao conflito é com a retirada da Geórgia da Ossétia do Sul, separada do país desde os anos 90.
No terceiro dia de combates que ameaçam oleodutos e gasodutos considerados cruciais pelo Ocidente para o abastecimento energético da Europa, a Rússia anunciou ter assumido o controle da capital da região separatista georgiana, Tskhinvali, mas a Geórgia nega que isso tenha acontecido.
Funcionários russos disseram que os civis mortos chegam a 2 mil e que 30 mil refugiados da Ossétia do Sul fugiram para a Rússia nas últimas 36 horas. O governo russo afirmou que dois aviões foram abatidos e 13 de seus soldados morreram e 70 ficaram feridos.
Funcionários georgianos disseram que 129 georgianos foram mortos e 748 ficaram feridos.
"Faço um chamado para um cessar-fogo imediato," disse o presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili, em Tbilisi, capital da Geórgia. "A Rússia iniciou uma invasão militar da Geórgia em grande escala," acrescentou, acusando a Rússia de atacar deliberadamente objetivos civis.
A França, que ocupa a presidência rotativa da União Européia, propôs um plano para frear os combates, no qual se inclui um chamado à retirada das forças georgianas e russas. A presidência do bloco de 27 países também assinalou que a Rússia deveria aceitar imediatamente o cessar-fogo oferecido pela Geórgia.
FORÇA DESPROPORCIONAL
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, declarou que os ataques da Rússia à Geórgia fora da região da Ossétia do Sul são uma "escalada perigosa" da crise e fez um chamado à Rússia para que ponha fim imediatamente aos bombardeios.
Um funcionário do alto escalão norte-americano disse ainda que a Rússia usou força "desproporcional" na Ossétia do Sul e tem de retirar-se do território georgiano.
O presidente russo, Dmitry Medvedev, disse a Bush que a única solução para o conflito é a retirada das tropas georgianas da região separatista. O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, defendeu a incursão russa.
A ação militar russa intensificou dramaticamente uma prolongada disputa entre a Rússia e os líderes georgianos, o que pôs o Ocidente em alerta e provocou um dura troca de acusações nas Nações Unidas que lembraram os tempos da guerra fria.
Principal aliado ocidental de Saakashvili, Bush disse que a integridade territorial da Geórgia tem de ser respeitada.
O Parlamento da Geórgia aprovou uma declaração de estado de guerra no país, em vigor nos próximos 15 dias, enquanto a Rússia acusou o Ocidente de contribuir com a violência ao entregar armas à Geórgia.
Comentário do Minuto:
Em princípio o Minuto Político é a favor de movimentos separatistas. Mas quando um ditador da estirpe do Senhor Putin põe-se deste lado, imediatamente este blog se coloca no lado oposto.
Desde 1990, quando a Ossétia do Sul declarou-se independente, ato não reconhecido pela Georgia, a ditadura Russa envia uma "ajuda" de cerca de 30 milhões de dólares anuais à Ossétia do Sul, objetivando e estimulando a anexação daquela região à Rússia. A Ossétia do Norte já foi anexado à Rússia.
Da Reuters por Matt Robinson
A Geórgia fez um apelo neste sábado por um cessar-fogo depois que bombardeios da Rússia ampliaram uma ofensiva contra as forças georgianas que tentam retomar o controle da região separatista da Ossétia do Sul.
No entanto, o chamado não parece ter sido levando em conta pelos líderes russos, que dizem ter sido legítimas as ações da Rússia e que a única forma de pôr fim ao conflito é com a retirada da Geórgia da Ossétia do Sul, separada do país desde os anos 90.
No terceiro dia de combates que ameaçam oleodutos e gasodutos considerados cruciais pelo Ocidente para o abastecimento energético da Europa, a Rússia anunciou ter assumido o controle da capital da região separatista georgiana, Tskhinvali, mas a Geórgia nega que isso tenha acontecido.
Funcionários russos disseram que os civis mortos chegam a 2 mil e que 30 mil refugiados da Ossétia do Sul fugiram para a Rússia nas últimas 36 horas. O governo russo afirmou que dois aviões foram abatidos e 13 de seus soldados morreram e 70 ficaram feridos.
Funcionários georgianos disseram que 129 georgianos foram mortos e 748 ficaram feridos.
"Faço um chamado para um cessar-fogo imediato," disse o presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili, em Tbilisi, capital da Geórgia. "A Rússia iniciou uma invasão militar da Geórgia em grande escala," acrescentou, acusando a Rússia de atacar deliberadamente objetivos civis.
A França, que ocupa a presidência rotativa da União Européia, propôs um plano para frear os combates, no qual se inclui um chamado à retirada das forças georgianas e russas. A presidência do bloco de 27 países também assinalou que a Rússia deveria aceitar imediatamente o cessar-fogo oferecido pela Geórgia.
FORÇA DESPROPORCIONAL
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, declarou que os ataques da Rússia à Geórgia fora da região da Ossétia do Sul são uma "escalada perigosa" da crise e fez um chamado à Rússia para que ponha fim imediatamente aos bombardeios.
Um funcionário do alto escalão norte-americano disse ainda que a Rússia usou força "desproporcional" na Ossétia do Sul e tem de retirar-se do território georgiano.
O presidente russo, Dmitry Medvedev, disse a Bush que a única solução para o conflito é a retirada das tropas georgianas da região separatista. O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, defendeu a incursão russa.
A ação militar russa intensificou dramaticamente uma prolongada disputa entre a Rússia e os líderes georgianos, o que pôs o Ocidente em alerta e provocou um dura troca de acusações nas Nações Unidas que lembraram os tempos da guerra fria.
Principal aliado ocidental de Saakashvili, Bush disse que a integridade territorial da Geórgia tem de ser respeitada.
O Parlamento da Geórgia aprovou uma declaração de estado de guerra no país, em vigor nos próximos 15 dias, enquanto a Rússia acusou o Ocidente de contribuir com a violência ao entregar armas à Geórgia.
Comentário do Minuto:
Em princípio o Minuto Político é a favor de movimentos separatistas. Mas quando um ditador da estirpe do Senhor Putin põe-se deste lado, imediatamente este blog se coloca no lado oposto.
Desde 1990, quando a Ossétia do Sul declarou-se independente, ato não reconhecido pela Georgia, a ditadura Russa envia uma "ajuda" de cerca de 30 milhões de dólares anuais à Ossétia do Sul, objetivando e estimulando a anexação daquela região à Rússia. A Ossétia do Norte já foi anexado à Rússia.
Referendo da Bolívia será amanhã
Evo Morales deve ganhar o referendo, mas é rejeitado em várias regiões
AFP
O presidente da Bolívia, Evo Morales, espera confiante ganhar o referendo revogatório de domingo, com o apoio recebido em regiões andinas e vales do país, embora seja rejeitado em zonas da Amazônia e nos planaltos controlados pela oposição.
"Não tenho medo do povo, é melhor se submeter ao povo do que a certos interesses internos e externos", afirmou neste sábado o presidente, em entrevista à imprensa em La Paz, referindo-se à oposição política e empresarial de direita e aos Estados Unidos, país com o qual mantém constantes atritos.
Evo Morales, o primeiro presidente indígena da Bolívia em 183 anos, está seguro de que colherá o que semeou em dois anos e meio de gestão: nacionalizou os recursos em hidrocarbonetos e empresas petrolíferas da nação e se propõe a distribuir as terras improdutivas que estão nas mãos de ricos latifundiários dos altiplanos e da Amazônia para camponeses pobres, seus fiéis eleitores.
Segundo Morales, em algumas pesquisas ele tem até 79% dos votos a seu favor, embora sondagens privadas locais indiquem percentual de 54% de apoio.
O chefe de Estado seria removido do cargo se os votos contra ele passarem de 53,74%, o mesmo percentual que obteve nas eleições de 2005.
Morales goza de amplo apoio, principalmente, nas regiões andinas de La Paz (Leste), Oruro (sul) e Potosí (sul), nas áreas rurais dos vales de Cochabamba (centro) e Chuquisaca (sudeste) e em menor medida na amazônica Pando (norte), receptora de uma forte migração aymara.
No entanto, as expectativas do presidente não são boas na região rica em gás de Tarija, na agroindustrial Santa Cruz e na pecuarista Beni, além das cidades de Sucre e Cochabamba, que resistem ao modelo de governo proposto por Morales.
Os movimentos civis nessas regiões promovem sem cessar uma formação de governos autônomos de cunho liberal.
Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija já aprovaram seus estatutos de autonomia em referendos populares entre maio e junho e vêem estas propostas como únicas vias para frear o partido governista.
Nestas regiões, está ganhando força a idéia de que, se Evo Morales perder internamente (o que não afetaria o resultado nacional), elas teriam argumentos suficientes para tornar estes estatutos legítimos.
AFP
O presidente da Bolívia, Evo Morales, espera confiante ganhar o referendo revogatório de domingo, com o apoio recebido em regiões andinas e vales do país, embora seja rejeitado em zonas da Amazônia e nos planaltos controlados pela oposição.
"Não tenho medo do povo, é melhor se submeter ao povo do que a certos interesses internos e externos", afirmou neste sábado o presidente, em entrevista à imprensa em La Paz, referindo-se à oposição política e empresarial de direita e aos Estados Unidos, país com o qual mantém constantes atritos.
Evo Morales, o primeiro presidente indígena da Bolívia em 183 anos, está seguro de que colherá o que semeou em dois anos e meio de gestão: nacionalizou os recursos em hidrocarbonetos e empresas petrolíferas da nação e se propõe a distribuir as terras improdutivas que estão nas mãos de ricos latifundiários dos altiplanos e da Amazônia para camponeses pobres, seus fiéis eleitores.
Segundo Morales, em algumas pesquisas ele tem até 79% dos votos a seu favor, embora sondagens privadas locais indiquem percentual de 54% de apoio.
O chefe de Estado seria removido do cargo se os votos contra ele passarem de 53,74%, o mesmo percentual que obteve nas eleições de 2005.
Morales goza de amplo apoio, principalmente, nas regiões andinas de La Paz (Leste), Oruro (sul) e Potosí (sul), nas áreas rurais dos vales de Cochabamba (centro) e Chuquisaca (sudeste) e em menor medida na amazônica Pando (norte), receptora de uma forte migração aymara.
No entanto, as expectativas do presidente não são boas na região rica em gás de Tarija, na agroindustrial Santa Cruz e na pecuarista Beni, além das cidades de Sucre e Cochabamba, que resistem ao modelo de governo proposto por Morales.
Os movimentos civis nessas regiões promovem sem cessar uma formação de governos autônomos de cunho liberal.
Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija já aprovaram seus estatutos de autonomia em referendos populares entre maio e junho e vêem estas propostas como únicas vias para frear o partido governista.
Nestas regiões, está ganhando força a idéia de que, se Evo Morales perder internamente (o que não afetaria o resultado nacional), elas teriam argumentos suficientes para tornar estes estatutos legítimos.
Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008
Tá limpo para os sujos
STF libera candidatura de 'ficha suja'
AGÊNCIA ESTADO
Os TREs não podem mais barrar as candidaturas dos políticos de ficha suja. A maioria dos ministros do STF - 6 votos em um plenário de 11 - decidiu hoje que, enquanto o Congresso Nacional não mudar a Lei de Inelegibilidades, a Justiça Eleitoral não pode proibir os candidatos processados de concorrer às eleições. Prevalece, assim, o que está na Constituição e na atual Lei de Inelegibilidades: ninguém pode ser privado do direito político de se candidatar enquanto o processo a que responde não tiver sido julgado em última instância (transitado e julgado). Isso significa que as candidaturas de fichas sujas estão garantidas para a eleição municipal de outubro.
Até as 21h30 haviam votado contra barrar candidatos processados os ministros Celso de Mello (relator), Carlos Alberto Direito, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowsky, Joaquim Barbosa e Eros Grau. O voto de Barbosa, contudo, foi diferenciado - para ele o político deve ter a candidatura vetada quando, condenado em primeira instância, tiver sentença confirmada por um julgamento em segunda instância. Na prática, portanto, Barbosa, acolheu parcialmente o recurso da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB): não aceitou o veto imediato, mas expôs uma fórmula de veto. O ministro Ayres Britto - que também é o atual presidente do TSE - foi favorável ao pedido dos TREs e ao recurso da AMB em defesa do direito de barrar candidatos processados.
AGÊNCIA ESTADO
Os TREs não podem mais barrar as candidaturas dos políticos de ficha suja. A maioria dos ministros do STF - 6 votos em um plenário de 11 - decidiu hoje que, enquanto o Congresso Nacional não mudar a Lei de Inelegibilidades, a Justiça Eleitoral não pode proibir os candidatos processados de concorrer às eleições. Prevalece, assim, o que está na Constituição e na atual Lei de Inelegibilidades: ninguém pode ser privado do direito político de se candidatar enquanto o processo a que responde não tiver sido julgado em última instância (transitado e julgado). Isso significa que as candidaturas de fichas sujas estão garantidas para a eleição municipal de outubro.
Até as 21h30 haviam votado contra barrar candidatos processados os ministros Celso de Mello (relator), Carlos Alberto Direito, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowsky, Joaquim Barbosa e Eros Grau. O voto de Barbosa, contudo, foi diferenciado - para ele o político deve ter a candidatura vetada quando, condenado em primeira instância, tiver sentença confirmada por um julgamento em segunda instância. Na prática, portanto, Barbosa, acolheu parcialmente o recurso da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB): não aceitou o veto imediato, mas expôs uma fórmula de veto. O ministro Ayres Britto - que também é o atual presidente do TSE - foi favorável ao pedido dos TREs e ao recurso da AMB em defesa do direito de barrar candidatos processados.
Cai a República?
Satiagraha: Protógenes se recusa a falar na CPI
AGÊNCIA ESTADO
O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, que até recentemente comandou as investigações da Operação Satiagraha, se recusou a responder ao primeiro questionamento do presidente da CPI dos Grampos, na Câmara, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), que perguntou o que ele sabia sobre suposta realização de interceptações telefônicas ilegais ou quebra ilegal de sigilo telefônico durante o inquérito. Protógenes, ao afirmar que não poderia dar uma resposta, disse que seu silêncio estava amparado pelo Código de Processo Penal, que desobriga testemunhas de falarem sobre assuntos que estejam sob sigilo de Justiça. Acrescentou que a questão das gravações de telefonemas está sob averiguação na 5ª Vara Criminal de São Paulo e consta de ação que tramita em outro foro da Justiça, também em São Paulo.
A Operação Satiagraha estava sob comando de Protógenes quando agentes federais prenderam o sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito paulistano Celso Pitta, suspeitos de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, depois libertados pelo STFl. O presidente da CPI insistiu em perguntar sobre interceptações telefônicas ilegais. Pediu que o delegado respondesse apenas com um "sim" ou um "não". Mais uma vez, Protógenes se recusou a falar, amparando-se novamente no sigilo de Justiça e alegando que, se falasse, estaria tratando de algo que foge à sua competência.
Protógenes rejeita proposta para falar em sessão secreta
Com a recusa do delegado Prótogenes Queiroz em responder a perguntas sobre supostas interceptações telefônicas ilegais na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, o relator da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas (CPI dos Grampos), na Câmara, deputado Nelson Pelegrino (PT-BA), sugeriu que a reunião da comissão fosse transformada em sessão secreta, para que o policial pudesse dizer o que sabe a respeito. O delegado rejeitou a idéia, afirmando que prefere continuar depondo em audiência pública.
O delegado reafirmou que as investigações da Polícia Federal sobre formação de quadrilha e lavagem de dinheiro começaram em 2004, mas não precisou a data em que começaram a ser feitas interceptações telefônicas.
Posto isto, alegando que os deputados que integram a Comissão teriam que se dirigir ao plenário da Câmara para discutir a Medida Provisória 432 que trata da renegociação das dívidas dos produtores rurais, o presidente da CPI suspendeu a sessão.
ATUALIZAÇÃO DE 16h30min
Rapidamente a Câmara chega a um acordo quanto à MP 432 e a CPI dos Grampos é reiniciada.
Pergunta: Será que os deputados conseguirão alguma coisa de Protógenes? Sinceramente, eles não têm moral pra isto. Nem competência.
Comentário do Minuto:
Nosso Parlamento tem muitos defeitos, um deles é a total falta de competência de seus membros.
O dia em que Protógenes puder falar, acho que será um deus nos acuda.
Mentir ele não vai!
Cai a República?
AGÊNCIA ESTADO
O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, que até recentemente comandou as investigações da Operação Satiagraha, se recusou a responder ao primeiro questionamento do presidente da CPI dos Grampos, na Câmara, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), que perguntou o que ele sabia sobre suposta realização de interceptações telefônicas ilegais ou quebra ilegal de sigilo telefônico durante o inquérito. Protógenes, ao afirmar que não poderia dar uma resposta, disse que seu silêncio estava amparado pelo Código de Processo Penal, que desobriga testemunhas de falarem sobre assuntos que estejam sob sigilo de Justiça. Acrescentou que a questão das gravações de telefonemas está sob averiguação na 5ª Vara Criminal de São Paulo e consta de ação que tramita em outro foro da Justiça, também em São Paulo.
A Operação Satiagraha estava sob comando de Protógenes quando agentes federais prenderam o sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito paulistano Celso Pitta, suspeitos de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, depois libertados pelo STFl. O presidente da CPI insistiu em perguntar sobre interceptações telefônicas ilegais. Pediu que o delegado respondesse apenas com um "sim" ou um "não". Mais uma vez, Protógenes se recusou a falar, amparando-se novamente no sigilo de Justiça e alegando que, se falasse, estaria tratando de algo que foge à sua competência.
Protógenes rejeita proposta para falar em sessão secreta
Com a recusa do delegado Prótogenes Queiroz em responder a perguntas sobre supostas interceptações telefônicas ilegais na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, o relator da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas (CPI dos Grampos), na Câmara, deputado Nelson Pelegrino (PT-BA), sugeriu que a reunião da comissão fosse transformada em sessão secreta, para que o policial pudesse dizer o que sabe a respeito. O delegado rejeitou a idéia, afirmando que prefere continuar depondo em audiência pública.
O delegado reafirmou que as investigações da Polícia Federal sobre formação de quadrilha e lavagem de dinheiro começaram em 2004, mas não precisou a data em que começaram a ser feitas interceptações telefônicas.
Posto isto, alegando que os deputados que integram a Comissão teriam que se dirigir ao plenário da Câmara para discutir a Medida Provisória 432 que trata da renegociação das dívidas dos produtores rurais, o presidente da CPI suspendeu a sessão.
ATUALIZAÇÃO DE 16h30min
Rapidamente a Câmara chega a um acordo quanto à MP 432 e a CPI dos Grampos é reiniciada.
Pergunta: Será que os deputados conseguirão alguma coisa de Protógenes? Sinceramente, eles não têm moral pra isto. Nem competência.
Comentário do Minuto:
Nosso Parlamento tem muitos defeitos, um deles é a total falta de competência de seus membros.
O dia em que Protógenes puder falar, acho que será um deus nos acuda.
Mentir ele não vai!
Cai a República?
Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008
Cara de pau!
Chávez propõe Gasoduto do Sul e ferrovia regional
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, propôs nesta segunda-feira a seus colegas Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner (Argentina) a retomada do projeto do Gasoduto do Sul, e a criação de uma ferrovia regional, para reforçar a aliança entre os três países.
Ao comentar a reunião mantida com Lula e Kirchner em Buenos Aires, Chávez disse que "propôs retomar a idéia do Gasoduto do Sul; acredito que este seja o momento".
O projeto do Gasoduto do Sul é uma antiga idéia de Chávez, que prevê aproveitar a riqueza de gás da América do Sul com um ducto capaz de distribuir na região até 150 milhões de metros cúbicos diários.
O gasoduto teria 8 mil quilômetros, a um custo estimado de 23 bilhões de dólares.
Chávez também propôs a Lula e Cristina Kirchner a criação de uma linha ferroviária, atravessando a América do Sul, sobre a qual não deu detalhes.
O líder venezuelano qualificou a reunião em Buenos Aires de "muito importante" e assinalou que os três presidentes acertaram projetos na área energética, que serão debatidos no próximo encontro dos três, marcado para o dia 6 de setembro, em Pernambuco.
"Concordamos com a necessidade de se criar estatais (com capitais dos três países) nos setores petroquímico e energético", disse Chávez.
O presidente venezuelano, que chegou à Argentina nesta segunda-feira, seguirá amanhã com Kirchner para a Bolívia, onde manifestará seu apoio ao presidente Evo Morales, antes do referendo revogatório dos mandatos de governadores e presidentes, no próximo domingo.
Comentário do Minuto:
Esses ditadores sul-americanos enganam os insipientes prepostos do Brasil que não conseguem distinguir o que é ou não é bom para o Brasil. O incompetente populista brasileiro gasta os bilhões dos brasileiros depois os ladrões surrupiam para si.
Não foi assim que Evo Morales procedeu com as refinarias e o gasoduto da Petrobrás, subtraindo da Estatal brasileira investimentos da ordem de dois bilhões de dólares?
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, propôs nesta segunda-feira a seus colegas Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner (Argentina) a retomada do projeto do Gasoduto do Sul, e a criação de uma ferrovia regional, para reforçar a aliança entre os três países.
Ao comentar a reunião mantida com Lula e Kirchner em Buenos Aires, Chávez disse que "propôs retomar a idéia do Gasoduto do Sul; acredito que este seja o momento".
O projeto do Gasoduto do Sul é uma antiga idéia de Chávez, que prevê aproveitar a riqueza de gás da América do Sul com um ducto capaz de distribuir na região até 150 milhões de metros cúbicos diários.
O gasoduto teria 8 mil quilômetros, a um custo estimado de 23 bilhões de dólares.
Chávez também propôs a Lula e Cristina Kirchner a criação de uma linha ferroviária, atravessando a América do Sul, sobre a qual não deu detalhes.
O líder venezuelano qualificou a reunião em Buenos Aires de "muito importante" e assinalou que os três presidentes acertaram projetos na área energética, que serão debatidos no próximo encontro dos três, marcado para o dia 6 de setembro, em Pernambuco.
"Concordamos com a necessidade de se criar estatais (com capitais dos três países) nos setores petroquímico e energético", disse Chávez.
O presidente venezuelano, que chegou à Argentina nesta segunda-feira, seguirá amanhã com Kirchner para a Bolívia, onde manifestará seu apoio ao presidente Evo Morales, antes do referendo revogatório dos mandatos de governadores e presidentes, no próximo domingo.
Comentário do Minuto:
Esses ditadores sul-americanos enganam os insipientes prepostos do Brasil que não conseguem distinguir o que é ou não é bom para o Brasil. O incompetente populista brasileiro gasta os bilhões dos brasileiros depois os ladrões surrupiam para si.
Não foi assim que Evo Morales procedeu com as refinarias e o gasoduto da Petrobrás, subtraindo da Estatal brasileira investimentos da ordem de dois bilhões de dólares?
Domingo, 3 de Agosto de 2008
KASSAB DESAFIA DONA MARTA
Kassab começa comparar sua gestão à de Marta, no site de campanha
AGÊNCIA ESTADO
O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM) começou a postar em seu site o que ele está chamando de "desafio para a candidata Marta Suplicy".
"A cada dia vamos divulgar no site as realizações do nosso governo, e quero saber dela (Marta) o que ela fez em sua gestão", comenta o prefeito, em sua página na internet. O primeiro desses desafios foi intitulado de "Quem fez mais pela saúde?".
A assessoria de imprensa do candidato confirma que vai postar um novo desafio, referente à gestão da cidade, todo dia, no site de Kassab.
A candidata Marta Suplicy não comentou a questão. O coordenador de campanha, o deputado federal Carlos Zarattini, diz, no site de campanha da petista, que "vai se tornando claro que a estratégia de Kassab de atacar Marta para tirar votos dela não funciona".
Comentário do Minuto:
O debate da quinta-feira passada, na Rede Bandeirantes, foi muito fraco. Os candidatos são inexpressivos com exceção de Gilberto Kassab que aparenta ser o único com competência, sem falar que parece pertencer ao raro grupo de políticos honestos deste corrompido Brasil.
É incrível que Alckmin depois de passar oito anos governando SP possa mostrar quão frágil, quão desinformado e quão inexpressivo é.
Dona Marta parece mais uma destas petistas que quer assumir a prefeitura para fazer dela um cabide de emprego para abrigar seu marido e seus amadrinhados.
Maluf não era pra estar na cadeia?
Os nanicos são uma piada que servem mais para esvaziar o debate.
AGÊNCIA ESTADO
O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM) começou a postar em seu site o que ele está chamando de "desafio para a candidata Marta Suplicy".
"A cada dia vamos divulgar no site as realizações do nosso governo, e quero saber dela (Marta) o que ela fez em sua gestão", comenta o prefeito, em sua página na internet. O primeiro desses desafios foi intitulado de "Quem fez mais pela saúde?".
A assessoria de imprensa do candidato confirma que vai postar um novo desafio, referente à gestão da cidade, todo dia, no site de Kassab.
A candidata Marta Suplicy não comentou a questão. O coordenador de campanha, o deputado federal Carlos Zarattini, diz, no site de campanha da petista, que "vai se tornando claro que a estratégia de Kassab de atacar Marta para tirar votos dela não funciona".
Comentário do Minuto:
O debate da quinta-feira passada, na Rede Bandeirantes, foi muito fraco. Os candidatos são inexpressivos com exceção de Gilberto Kassab que aparenta ser o único com competência, sem falar que parece pertencer ao raro grupo de políticos honestos deste corrompido Brasil.
É incrível que Alckmin depois de passar oito anos governando SP possa mostrar quão frágil, quão desinformado e quão inexpressivo é.
Dona Marta parece mais uma destas petistas que quer assumir a prefeitura para fazer dela um cabide de emprego para abrigar seu marido e seus amadrinhados.
Maluf não era pra estar na cadeia?
Os nanicos são uma piada que servem mais para esvaziar o debate.
Sábado, 2 de Agosto de 2008
O ANTI-RACISTA, O ANTILULA
Obama diz ser contrário a reparações pela escravidão
Barack Obama afirmou que é contra oferecer reparações a descendentes de escravos. Segundo ele, em vez de oferecer reparações, o governo deve combater o legado da escravidão melhorando as escolas, a situação da saúde e a economia para todos.
"Eu disse no passado e repito novamente que a melhor reparação que podemos dar é oferecer boas escolas e emprego para os que estão desempregados", afirmou. Segundo o democrata, um pedido de desculpa seria apropriado, mas não iria necessariamente ajudar a melhorar a vida dos negros norte-americanos.
Comentário do Minuto:
Obama também seria contra as malditas quotas nas universidades ou qualquer medida de cunho racista, simplesmente porque Obama não é racista.
Há muito o Minuto Político defende uma escola pública de alto nível começando pelo primeiro ano escolar. Esta seria a forma justa e inteligente de beneficiar o povo. Esta é a forma mais rápida do Brasil se tornar um país de primeiro mundo com uma sociedade justa e avançada.
Mas o Lula está atrás é de voto.
Barack Obama afirmou que é contra oferecer reparações a descendentes de escravos. Segundo ele, em vez de oferecer reparações, o governo deve combater o legado da escravidão melhorando as escolas, a situação da saúde e a economia para todos.
"Eu disse no passado e repito novamente que a melhor reparação que podemos dar é oferecer boas escolas e emprego para os que estão desempregados", afirmou. Segundo o democrata, um pedido de desculpa seria apropriado, mas não iria necessariamente ajudar a melhorar a vida dos negros norte-americanos.
Comentário do Minuto:
Obama também seria contra as malditas quotas nas universidades ou qualquer medida de cunho racista, simplesmente porque Obama não é racista.
Há muito o Minuto Político defende uma escola pública de alto nível começando pelo primeiro ano escolar. Esta seria a forma justa e inteligente de beneficiar o povo. Esta é a forma mais rápida do Brasil se tornar um país de primeiro mundo com uma sociedade justa e avançada.
Mas o Lula está atrás é de voto.
Estou grávida e...
Crônica do último chocolate
Adriana Vandoni
Comecei muito cedo, tinha acabado de terminar o segundo grau quando me casei. Acredite, de livre e espontânea vontade, sem pedir a sobremesa antes do jantar, se é que me entende.... rssssssss. É difícil acreditar e na época também foi, afinal, com aquela idade só mesmo em casos de extrema necessidade. Na cidade tinha uma mulher muito fofoqueira e novidadeira, como em toda cidade pequena, que assim que soube que eu iria me casar, nem titubeou. Ligou na minha casa e por azar, ou sorte, sei lá, eu atendi. Veio com aquela conversa mole do jeitinho que eu adoro.
– Parabéns, Adriana, soube que ficou noiva e já vai se casar!
– Obrigada, Fulana.
- Mas você não acha muito cedo pra se casar? Por que tão nova?
- Ah, Fulana, então você não sabe? Eu estou grávida e precisamos casar antes do neném nascer.
Pronto, cortei o barato da fulaninha e ainda de quebra a deixei fazendo intermináveis cálculos pra saber quando a criança tinha que nascer... hahahaha. Adoro essa coisa de dizer o que a pessoa quer ouvir. Minha mãe que escutava a conversa ao lado quase teve uma síncope.
– Todo mundo vai falar de você!
– E daí mamãe? Deixa falar, tô preocupaaaaada!!!
Meu filho mais velho nasceu um mês antes de completar dois anos de casada. Na minha cabeça não tinha absolutamente nada, costumo dizer que se hoje tem pouco, imagine naquele tempo! Brincava com meu filho como se fosse um boneco, experimentava todas as roupinhas nele e era neurótica, achava que alguém podia roubá-lo de mim. Sorte que ele sempre foi bonzinho e de um bom humor que beirava o irritante. Explico: quando o bichinho começou a falar, gente, ele não parava. Um dia olhei pra ele e disse: - Você não tem depressão não, garoto? Rsssssssssss. Ele não entendeu nada e ainda me bombardeou de perguntas sobre depressão.
Minha maturidade era tamanha que um dia, eu e ele estávamos assistindo a um filminho com um pacote de chocolate, daí restaram três. Eu peguei um, ele outro e ficou um único mísero chocolate no pacote. Eu queria comer. Mas como? Eu não podia tomar o último chocolate do meu filho! pensava comigo mesma. Nisso ele, muito perguntador, vira pra mim e diz:
- mãe, como que é feito chocolate?
Olhei pra ele, apertei bem os olhos, olhei pro último chocolate do pacote que estava olhando pra mim... pensei, pensei... pensei mais um pouquinho... e respondi:
- você pega cocô, coloca açúcar e bate, bate, bate. Põem na geladeira. Depois coloca mais açúcar e bate, bate, bate. E vai fazendo isso até virar chocolate. Ele me olhava pasmo com cara de nojo e enquanto engolia o último pedaço de chocolate que estava em sua boca eu ofereci o outro:
- quer? claro que ele disse não.
Ah, meu filho não ficou traumatizado, gosta de chocolate e morre de rir dessas histórias. Mas me chama de louca.
Site: www.adrianavandoni.com.br
Adriana Vandoni
Comecei muito cedo, tinha acabado de terminar o segundo grau quando me casei. Acredite, de livre e espontânea vontade, sem pedir a sobremesa antes do jantar, se é que me entende.... rssssssss. É difícil acreditar e na época também foi, afinal, com aquela idade só mesmo em casos de extrema necessidade. Na cidade tinha uma mulher muito fofoqueira e novidadeira, como em toda cidade pequena, que assim que soube que eu iria me casar, nem titubeou. Ligou na minha casa e por azar, ou sorte, sei lá, eu atendi. Veio com aquela conversa mole do jeitinho que eu adoro.
– Parabéns, Adriana, soube que ficou noiva e já vai se casar!
– Obrigada, Fulana.
- Mas você não acha muito cedo pra se casar? Por que tão nova?
- Ah, Fulana, então você não sabe? Eu estou grávida e precisamos casar antes do neném nascer.
Pronto, cortei o barato da fulaninha e ainda de quebra a deixei fazendo intermináveis cálculos pra saber quando a criança tinha que nascer... hahahaha. Adoro essa coisa de dizer o que a pessoa quer ouvir. Minha mãe que escutava a conversa ao lado quase teve uma síncope.
– Todo mundo vai falar de você!
– E daí mamãe? Deixa falar, tô preocupaaaaada!!!
Meu filho mais velho nasceu um mês antes de completar dois anos de casada. Na minha cabeça não tinha absolutamente nada, costumo dizer que se hoje tem pouco, imagine naquele tempo! Brincava com meu filho como se fosse um boneco, experimentava todas as roupinhas nele e era neurótica, achava que alguém podia roubá-lo de mim. Sorte que ele sempre foi bonzinho e de um bom humor que beirava o irritante. Explico: quando o bichinho começou a falar, gente, ele não parava. Um dia olhei pra ele e disse: - Você não tem depressão não, garoto? Rsssssssssss. Ele não entendeu nada e ainda me bombardeou de perguntas sobre depressão.
Minha maturidade era tamanha que um dia, eu e ele estávamos assistindo a um filminho com um pacote de chocolate, daí restaram três. Eu peguei um, ele outro e ficou um único mísero chocolate no pacote. Eu queria comer. Mas como? Eu não podia tomar o último chocolate do meu filho! pensava comigo mesma. Nisso ele, muito perguntador, vira pra mim e diz:
- mãe, como que é feito chocolate?
Olhei pra ele, apertei bem os olhos, olhei pro último chocolate do pacote que estava olhando pra mim... pensei, pensei... pensei mais um pouquinho... e respondi:
- você pega cocô, coloca açúcar e bate, bate, bate. Põem na geladeira. Depois coloca mais açúcar e bate, bate, bate. E vai fazendo isso até virar chocolate. Ele me olhava pasmo com cara de nojo e enquanto engolia o último pedaço de chocolate que estava em sua boca eu ofereci o outro:
- quer? claro que ele disse não.
Ah, meu filho não ficou traumatizado, gosta de chocolate e morre de rir dessas histórias. Mas me chama de louca.
Site: www.adrianavandoni.com.br
Quinta-feira, 31 de Julho de 2008
A quadrilha do PT
El 'dossier' brasileño
Adriana Vandoni
Bombástica para o governo Lula a matéria de capa da revista colombiana Cambio. “El 'dossier' brasileño” contradiz o aspone Marco Aurélio Garcia que afirmou que as Farc nunca atuaram no Brasil. A revista afirma que a presença das Farc no Brasil "chegou até as mais altas esferas" do governo Lula, ao PT, aos líderes políticos brasileiros e ao Poder Judiciário.
A matéria baseou-se em e-mails encontrados no computador de Raul Reyes, onde são mencionados "cinco ministros, um procurador-geral, um assessor especial da Presidência, um vice-ministro, cinco deputados, um vereador e um juiz superior" brasileiros.
Segundo a Cambio, "a expansão das Farc na América Latina não incluiu apenas funcionários dos governos de Venezuela e Equador, mas também comprometeu importantes dirigentes, políticos e altos membros do PT".
Leia mais no blog da Adriana:
http://www.prosaepolitica.com.br/index.php
Adriana Vandoni
Bombástica para o governo Lula a matéria de capa da revista colombiana Cambio. “El 'dossier' brasileño” contradiz o aspone Marco Aurélio Garcia que afirmou que as Farc nunca atuaram no Brasil. A revista afirma que a presença das Farc no Brasil "chegou até as mais altas esferas" do governo Lula, ao PT, aos líderes políticos brasileiros e ao Poder Judiciário.
A matéria baseou-se em e-mails encontrados no computador de Raul Reyes, onde são mencionados "cinco ministros, um procurador-geral, um assessor especial da Presidência, um vice-ministro, cinco deputados, um vereador e um juiz superior" brasileiros.
Segundo a Cambio, "a expansão das Farc na América Latina não incluiu apenas funcionários dos governos de Venezuela e Equador, mas também comprometeu importantes dirigentes, políticos e altos membros do PT".
Leia mais no blog da Adriana:
http://www.prosaepolitica.com.br/index.php
Quarta-feira, 30 de Julho de 2008
O blog do Protógenes
O delegado Protógenes, que prendeu Daniel Dantas, cria blog
Protógenes Queiroz, delegado da Polícia Federal responsável pelas investigações da Operação Satiagraha que prendeu Daniel Dantas, o ex-prefeito Celso Pitta, o expeculador Naji Hahas, após se afastar de seu mais novo caso, cria blog.
Quem edita o blog é seu cunhado Fernando Alfonso Garcia.
Eis o endereço:
http://blogdoprotogenes.com.br
Protógenes Queiroz, delegado da Polícia Federal responsável pelas investigações da Operação Satiagraha que prendeu Daniel Dantas, o ex-prefeito Celso Pitta, o expeculador Naji Hahas, após se afastar de seu mais novo caso, cria blog.
Quem edita o blog é seu cunhado Fernando Alfonso Garcia.
Eis o endereço:
http://blogdoprotogenes.com.br
Terça-feira, 29 de Julho de 2008
O PRESIDENTE SEMEADOR DA COCAÍNA E DA CRACK
KIM JONG ILL
DITADOR VITALÍCIO DA KOREA DO NORTE
Morales é reeleito como líder de principal sindicato cocaleiro da Bolívia
EFE
O presidente da Bolívia, Evo Morales, foi reeleito como líder do principal sindicato cocaleiro do país, apesar de, semanas atrás, ter manifestado publicamente sua intenção de deixar o cargo, informou hoje a imprensa local.
Nesta madrugada, o governante foi ratificado como secretário-executivo da Federação do Trópico de Cochabamba, cargo que já ocupa há 20 anos.
No entanto, no final de junho, o chefe de Estado boliviano disse que pretendia deixar o posto devido à sua atribulada agenda presidencial e ao fato de que sua atividade sindical já é meramente simbólica.
Morales assumiu seu primeiro cargo de importância dentro da Federação do Trópico, o sindicato cocaleiro mais importante da Bolívia, em 1985, quando se tornou secretário-geral da entidade.
Dois anos depois, ele já era secretário-executivo da entidade.
Além disso, desde 1996, o governante é o presidente do Comitê de Coordenação das Seis Federações de Cocaleiros do Trópico de Cochabamba, o que faz dele o principal dirigente da categoria.
No ato de sua reeleição como líder sindical, Morales aproveitou para defender o referendo revogatório ao qual vai se submeter em agosto, junto com oito dos nove governadores departamentais (estaduais).
O presidente também chamou de "golpistas" as cortes eleitorais regionais que se posicionaram contra a consulta, informou a agência de notícias estatal "ABI".
"Não garantir uma lei nacional aprovada pelo Congresso e sancionada pelo Poder Executivo é um golpe contra a democracia, é um golpe contra o povo e o Congresso Nacional", disse.
Comentário do Minuto:
Evo Morales deveria chantagear os EUA.
Fazer como King Jong Ill da Coréia do Norte, que ameaça fazer a bomba atômica se os americanos não lhe derem uma boa mesada.
Evo chantagiaria: Ou vocês me dão tantos milhões por mês, ou aumento a área plantada de coca que tanto desgraça o mundo com a cocaína e o crack.
EFE
O presidente da Bolívia, Evo Morales, foi reeleito como líder do principal sindicato cocaleiro do país, apesar de, semanas atrás, ter manifestado publicamente sua intenção de deixar o cargo, informou hoje a imprensa local.
Nesta madrugada, o governante foi ratificado como secretário-executivo da Federação do Trópico de Cochabamba, cargo que já ocupa há 20 anos.
No entanto, no final de junho, o chefe de Estado boliviano disse que pretendia deixar o posto devido à sua atribulada agenda presidencial e ao fato de que sua atividade sindical já é meramente simbólica.
Morales assumiu seu primeiro cargo de importância dentro da Federação do Trópico, o sindicato cocaleiro mais importante da Bolívia, em 1985, quando se tornou secretário-geral da entidade.
Dois anos depois, ele já era secretário-executivo da entidade.
Além disso, desde 1996, o governante é o presidente do Comitê de Coordenação das Seis Federações de Cocaleiros do Trópico de Cochabamba, o que faz dele o principal dirigente da categoria.
No ato de sua reeleição como líder sindical, Morales aproveitou para defender o referendo revogatório ao qual vai se submeter em agosto, junto com oito dos nove governadores departamentais (estaduais).
O presidente também chamou de "golpistas" as cortes eleitorais regionais que se posicionaram contra a consulta, informou a agência de notícias estatal "ABI".
"Não garantir uma lei nacional aprovada pelo Congresso e sancionada pelo Poder Executivo é um golpe contra a democracia, é um golpe contra o povo e o Congresso Nacional", disse.
Comentário do Minuto:
Evo Morales deveria chantagear os EUA.
Fazer como King Jong Ill da Coréia do Norte, que ameaça fazer a bomba atômica se os americanos não lhe derem uma boa mesada.
Evo chantagiaria: Ou vocês me dão tantos milhões por mês, ou aumento a área plantada de coca que tanto desgraça o mundo com a cocaína e o crack.
Mas é só o Greenhalgh? Cadê o Ali Babá? ou REMEMBER CELSO DANIEL
Em relatório, PF acusa Greenhalgh de lobby no BNDES
DO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO
No relatório final do inquérito da Operação Satiagraha sobre o Opportunity Fund, a Polícia Federal dedica capítulo inteiro a Luiz Eduardo Greenhalgh, "vulgo Gomes ou LEG, ex-deputado federal pelo PT e pessoa muito próxima ao chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff". A PF pede inquérito exclusivamente sobre os movimentos de Greenhalgh e o acusa de fazer lobby no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) "para satisfação dos interesses mútuos e pessoais".
Segundo o relatório, o ex-deputado integra "instância especial" da organização sob comando do sócio-fundador do Grupo Opportunity, Daniel Dantas. "Também é advogado e possui escritório, mas os serviços prestados passam longe da assessoria jurídica." A PF assinala que Greenhalgh "em verdade, no contexto geral, seria o homem de ligação entre pessoas do Poder Executivo Federal, empresas estatais (BNDES) e o D. Dantas". Greenhalgh afirmou, pela assessoria, que "nunca foi ao BNDES". Ele teve acesso aos autos da Satiagraha e "pôde constatar que o conteúdo dos diálogos gravados não corresponde à interpretação dos analistas da PF".
Comentário do Minuto:
Parece brincadeira: Há gravação telefônica de conversa do Greenhalgh com o secretário testa-de-ferro de Lula, o chefe de gabinete Gilberto Carvalho que demonstra estarem no mesmo balaio. E onde está Greenhalgh está Carvalho e está Lula. Remember Celso Daniel.
DO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO
No relatório final do inquérito da Operação Satiagraha sobre o Opportunity Fund, a Polícia Federal dedica capítulo inteiro a Luiz Eduardo Greenhalgh, "vulgo Gomes ou LEG, ex-deputado federal pelo PT e pessoa muito próxima ao chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff". A PF pede inquérito exclusivamente sobre os movimentos de Greenhalgh e o acusa de fazer lobby no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) "para satisfação dos interesses mútuos e pessoais".
Segundo o relatório, o ex-deputado integra "instância especial" da organização sob comando do sócio-fundador do Grupo Opportunity, Daniel Dantas. "Também é advogado e possui escritório, mas os serviços prestados passam longe da assessoria jurídica." A PF assinala que Greenhalgh "em verdade, no contexto geral, seria o homem de ligação entre pessoas do Poder Executivo Federal, empresas estatais (BNDES) e o D. Dantas". Greenhalgh afirmou, pela assessoria, que "nunca foi ao BNDES". Ele teve acesso aos autos da Satiagraha e "pôde constatar que o conteúdo dos diálogos gravados não corresponde à interpretação dos analistas da PF".
Comentário do Minuto:
Parece brincadeira: Há gravação telefônica de conversa do Greenhalgh com o secretário testa-de-ferro de Lula, o chefe de gabinete Gilberto Carvalho que demonstra estarem no mesmo balaio. E onde está Greenhalgh está Carvalho e está Lula. Remember Celso Daniel.
Sexta-feira, 25 de Julho de 2008
Mão de vaca
Obama paga US$1 semanal à filha por tarefas domésticas
EFE
Barack Obama disse em entrevista que tenta não educar mal suas duas filhas e que a mais velha recebe um pagamento semanal de US$1 pela realização de tarefas domésticas.
Segundo a imprensa, o senador pelo estado de Illinois explica como ele e sua esposa, Michelle, organizam suas responsabilidades paternais com Malia, de dez anos, e Sasha, de sete, em entrevista concedida à revista "People".
Deste modo, Obama manifestou que sua família mantém os mesmos costumes que antes, entre os quais se encontram os afazeres domésticos, limites e tempo de lazer.
Michelle afirmou que, nos aniversários das meninas, elas não recebem presentes, porque gastam "muito dinheiro na festa, com as entradas de cinema, pizzas e pipocas".
"Queremos ensiná-las alguns limites", apontou o candidato democrata.
Sobre isso, a esposa do senador contou que sua filha mais velha ainda acredita em Papai Noel porque, segundo a menina, não é possível que seus pais comprem tantos presentes para ela.
Comentário do Minuto:
E o presidente Lula, se Lurian e Lulinha Telemar tivessem a idade das filhas de Obama, quanto daria de mesada? mil dólares? dez mil? Como adultos papai Lula faz muito mais bonito: os filhotes ganham milhões e com a vantagem de não precisar trabalhar.
EFE
Barack Obama disse em entrevista que tenta não educar mal suas duas filhas e que a mais velha recebe um pagamento semanal de US$1 pela realização de tarefas domésticas.
Segundo a imprensa, o senador pelo estado de Illinois explica como ele e sua esposa, Michelle, organizam suas responsabilidades paternais com Malia, de dez anos, e Sasha, de sete, em entrevista concedida à revista "People".
Deste modo, Obama manifestou que sua família mantém os mesmos costumes que antes, entre os quais se encontram os afazeres domésticos, limites e tempo de lazer.
Michelle afirmou que, nos aniversários das meninas, elas não recebem presentes, porque gastam "muito dinheiro na festa, com as entradas de cinema, pizzas e pipocas".
"Queremos ensiná-las alguns limites", apontou o candidato democrata.
Sobre isso, a esposa do senador contou que sua filha mais velha ainda acredita em Papai Noel porque, segundo a menina, não é possível que seus pais comprem tantos presentes para ela.
Comentário do Minuto:
E o presidente Lula, se Lurian e Lulinha Telemar tivessem a idade das filhas de Obama, quanto daria de mesada? mil dólares? dez mil? Como adultos papai Lula faz muito mais bonito: os filhotes ganham milhões e com a vantagem de não precisar trabalhar.
Quinta-feira, 24 de Julho de 2008
Corrupto não tem ideologia
Workshop de propina
Por Adriana Vandoni
Cansei! Cansei de ver a corrupção ser banalizada. Cansei de ver alguns bradando "contra os corruptos" ou "contra os dinheiristas", e ver que estes mesmos não passam de pessoas corruptíveis à espera de uma oportunidade. Cansei de ver homens se dizerem honestos e logo em seguida vê-los compactuando com a desonestidade ou ladeando os desonestos. O ser corrupto não tem ideologia ou partido político. Não tem relação com Engels ou Marx, nem mesmo com Adam Smith ou Keynes. A corrupção é suprapartidária. No Brasil a corrupção é endêmica e culturalmente aceita.
Dias atrás fui almoçar em uma tradicional cantina italiana em São Paulo. Já era final de tarde e o restaurante que costuma ter enormes filas de espera, estava vazio naquela hora, com muitas mesas vazias e na única ocupada naquela área em que eu estava, um palestrante discursava. Não, ele não era um palestrante conhecido, mas uma pessoa que imaginei estar dando um curso de corrupção e falcatruas, de como corromper e como dar sinais de que está "aberto" a "relações interpessoais", se é que me entendem.
Rosto longo e pele clara, uma tinta no bem penteado cabelo para esconder o tempo, o homem tinha um ar que misturava o de um cafajeste com a cara da nova elite brasileira: meio sindicalista, meio encarregado de obras, meio sommelier.
No pescoço, para não sujar a camisa cor-de-rosa, um guardanapo usado como babador. Provavelmente se sentiria envergonhado caso uma gota de molho caísse na camisa e a sujasse. O mesmo cuidado não era notado quando se tratava da reputação, por isso, em alto e bom som, com a voz num timbre acima do normal, e vários acima do que se espera de uma pessoa que possua um mínimo de vergonha daquilo que está falando, o homem explicava aos outros três que o acompanhava, como crescer na vida dando propina. Explicou algo como vender seguro a uma associação de classe, traçou os próximos passos e quanto faturar em cima. Contou também algumas peculiaridades de um gestor: "Fulano sempre quer mais de 10%, é jogo duro! Ele diz que 10% é coisa de fiscalzinho".
Aquele workshop de propina passou a me interessar e me indignar, estava enojada com a forma como o cara contava sua "arte". Passei a encarar a mesa pra ver se o inibia, mas nada preocupava o expert em propina. Perguntei ao maître se eles eram políticos. Muito discreto, limitou-se a dizer: - "Acho que são lá de cima". Referindo-se a Brasília.
Como a "aula" não dava sinais de que acabaria logo, peguei meus óculos e resolvi escrever o que escutava em uma cadernetinha que sempre carrego comigo. E com a mesma falta de cerimônia com que o homem falava, eu olhava para a mesa e anotava tudo que ouvia.
No Brasil é assim , sem cerimônia, sem pudor, sem constrangimento nem segredos, o país vai sendo corrompido por essa espécie de verme. Um dano que parece institucionalizado e que poucos ainda conseguem se indignar. Os outros? Seguem anestesiados.
Cansei! Cansei deste país amoral que considera retidão um defeito e onde a safadeza é contada em mesas de restaurantes como sabedoria empresarial. Dá vontade apenas de dizer: Brasil, vá se danar!
Site: www.adrianavandoni.com.br
Por Adriana Vandoni
Cansei! Cansei de ver a corrupção ser banalizada. Cansei de ver alguns bradando "contra os corruptos" ou "contra os dinheiristas", e ver que estes mesmos não passam de pessoas corruptíveis à espera de uma oportunidade. Cansei de ver homens se dizerem honestos e logo em seguida vê-los compactuando com a desonestidade ou ladeando os desonestos. O ser corrupto não tem ideologia ou partido político. Não tem relação com Engels ou Marx, nem mesmo com Adam Smith ou Keynes. A corrupção é suprapartidária. No Brasil a corrupção é endêmica e culturalmente aceita.
Dias atrás fui almoçar em uma tradicional cantina italiana em São Paulo. Já era final de tarde e o restaurante que costuma ter enormes filas de espera, estava vazio naquela hora, com muitas mesas vazias e na única ocupada naquela área em que eu estava, um palestrante discursava. Não, ele não era um palestrante conhecido, mas uma pessoa que imaginei estar dando um curso de corrupção e falcatruas, de como corromper e como dar sinais de que está "aberto" a "relações interpessoais", se é que me entendem.
Rosto longo e pele clara, uma tinta no bem penteado cabelo para esconder o tempo, o homem tinha um ar que misturava o de um cafajeste com a cara da nova elite brasileira: meio sindicalista, meio encarregado de obras, meio sommelier.
No pescoço, para não sujar a camisa cor-de-rosa, um guardanapo usado como babador. Provavelmente se sentiria envergonhado caso uma gota de molho caísse na camisa e a sujasse. O mesmo cuidado não era notado quando se tratava da reputação, por isso, em alto e bom som, com a voz num timbre acima do normal, e vários acima do que se espera de uma pessoa que possua um mínimo de vergonha daquilo que está falando, o homem explicava aos outros três que o acompanhava, como crescer na vida dando propina. Explicou algo como vender seguro a uma associação de classe, traçou os próximos passos e quanto faturar em cima. Contou também algumas peculiaridades de um gestor: "Fulano sempre quer mais de 10%, é jogo duro! Ele diz que 10% é coisa de fiscalzinho".
Aquele workshop de propina passou a me interessar e me indignar, estava enojada com a forma como o cara contava sua "arte". Passei a encarar a mesa pra ver se o inibia, mas nada preocupava o expert em propina. Perguntei ao maître se eles eram políticos. Muito discreto, limitou-se a dizer: - "Acho que são lá de cima". Referindo-se a Brasília.
Como a "aula" não dava sinais de que acabaria logo, peguei meus óculos e resolvi escrever o que escutava em uma cadernetinha que sempre carrego comigo. E com a mesma falta de cerimônia com que o homem falava, eu olhava para a mesa e anotava tudo que ouvia.
No Brasil é assim , sem cerimônia, sem pudor, sem constrangimento nem segredos, o país vai sendo corrompido por essa espécie de verme. Um dano que parece institucionalizado e que poucos ainda conseguem se indignar. Os outros? Seguem anestesiados.
Cansei! Cansei deste país amoral que considera retidão um defeito e onde a safadeza é contada em mesas de restaurantes como sabedoria empresarial. Dá vontade apenas de dizer: Brasil, vá se danar!
Site: www.adrianavandoni.com.br
Se houver coragem, chega no homem!
Para PF, Greenhalgh fez lobby por negócio BrT-Oi
DO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO
O advogado e ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh foi contratado pelo sócio-fundador do Grupo Opportunity, Daniel Dantas, para fazer lobby no governo com o objetivo de tornar viável a compra da Brasil Telecom pela Oi, suspeita a Polícia Federal. Segundo a investigação, a criação da supertele, um negócio de R$13 bilhões, poderia render aos lobistas de Dantas uma comissão recorde pelo serviço. O principal nó da questão era conseguir que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) alterasse o Plano Geral de Outorgas (PGO) do setor, proibindo que uma mesma operadora controlasse mais de uma das áreas de telefonia fixa, definidas na privatização do setor, nos anos 90.
Além de Greenhalgh, o banqueiro teria usado os serviços do publicitário Guilherme Sodré, o Guiga, para obter apoio no Congresso e no governo para a operação. No relatório final do inquérito sobre a Operação Satiagraha, o delegado Protógenes Queiroz afirma que a atuação dos dois será alvo de um novo inquérito, a ser instaurado - eles tiveram a prisão temporária negada pela Justiça. Desencadeada há 16 dias, a Satiagraha levou à prisão 18 pessoas - além de Dantas, foram detidos o investidor Naji Nahas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, empresários e doleiros envolvidos em suposto esquema de desvio de recursos públicos, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Comentário do Minuto:
Por enquanto todos são bagres. Quando chegar bem perto do presidente começarão os tubarõezinhos, e se houver coragem, chega no homem!
DO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO
O advogado e ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh foi contratado pelo sócio-fundador do Grupo Opportunity, Daniel Dantas, para fazer lobby no governo com o objetivo de tornar viável a compra da Brasil Telecom pela Oi, suspeita a Polícia Federal. Segundo a investigação, a criação da supertele, um negócio de R$13 bilhões, poderia render aos lobistas de Dantas uma comissão recorde pelo serviço. O principal nó da questão era conseguir que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) alterasse o Plano Geral de Outorgas (PGO) do setor, proibindo que uma mesma operadora controlasse mais de uma das áreas de telefonia fixa, definidas na privatização do setor, nos anos 90.
Além de Greenhalgh, o banqueiro teria usado os serviços do publicitário Guilherme Sodré, o Guiga, para obter apoio no Congresso e no governo para a operação. No relatório final do inquérito sobre a Operação Satiagraha, o delegado Protógenes Queiroz afirma que a atuação dos dois será alvo de um novo inquérito, a ser instaurado - eles tiveram a prisão temporária negada pela Justiça. Desencadeada há 16 dias, a Satiagraha levou à prisão 18 pessoas - além de Dantas, foram detidos o investidor Naji Nahas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, empresários e doleiros envolvidos em suposto esquema de desvio de recursos públicos, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Comentário do Minuto:
Por enquanto todos são bagres. Quando chegar bem perto do presidente começarão os tubarõezinhos, e se houver coragem, chega no homem!
Terça-feira, 22 de Julho de 2008
Dona Marta e Seu Maluf sujos
A AMB divulga lista suja dos candidatos a prefeito e vice-prefeito das capitais.
Associação dos Magistrados Brasileiros - AMB - publicou a LISTA SUJA de candidatos às próximas eleições.
Da maior cidade do Brasil, São Paulo, temos apenas os nomes de Dona Marta do PT e do Seu Maluf do PP, além da vice deste.
Da candidata petista Dona Marta Suplicy consta o seguinte:
AÇÃO PENAL 050.05.029363-0/00 – FÓRUM CENTRAL DA BARRA FUNDA (SP) - 10ª VARA CRIMINAL/ AÇÃO PENAL 455 – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CRIMES DA LEI DE LICITAÇÕES.
Já contra Paulo Maluf consta o seguinte:
AÇÃO PENAL Nº 458 – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CRIME DE RESPONSABILIDADE AÇÃO PENAL Nº 461 - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA/QUADRILHA OU BANDO/CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL/ CRIMES DE OCULTAÇÃO DE BENS, DIREITOS OU VALORES
AÇÃO PENAL Nº 477 - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
AÇÃO PENAL Nº 483 - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CRIMES CONTRA O SITEMA FINANCEIRO NACIONAL
AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA Nº 583532002023719, FÓRUM FAZENDA PÚBLICA (TJ-SP) (SEGREDO DE JUSTIÇA)
AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA Nº 5835320010119506 - 14ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE SÃO PAULO (SP)
AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA Nº 583532000178798 - 6ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE SÃO PAULO (SP)
OBS: O SISTEMA DE BUSCA PROCESSUAL DA PÁGINA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO NA INTERNET NÃO OFERECE A POSSIBILIDADE DE FAZER LINKS PARA AS AÇÕES. PARA CONSULTÁ-LAS, ACESSE http://www.tj.sp.gov.br/
Processos
AÇÃO PENAL Nº 2007.32.00.007742-0, 2ª VARA DA JUSTIÇA FEDERAL DE MANAUS, CRIMES DA LEI DE LICITAÇÕES /CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL/CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA.
OBS: O CANDIDATO IMPETROU HABEAS CORPUS NO TRF-1ª REGIÃO VISANDO O TRANCAMENTO DA ALUDIDA AÇÃO PENAL, TENDO SIDO A ORDEM CONCEDIDA EM SESSÃO REALIZADA NO DIA 24.06.08, SEM QUE, CONTUDO, ATÉ A PRESENTE DATA, ESSA DECISÃO TENHA SIDO PUBLICADA.
2)- Maria Dalva De Souza Figueiredo Prefeita PT Macapá AP
Processos
AÇÃO PENAL Nº 491, Supremo Tribunal Federal, CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA/FALSIDADE IDEOLÓGICA/CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL/PREVARICAÇÃO
3)- Sérgio Braga Barbosa Vice-prefeito PPS Fortaleza CE
Processos
AÇÃO PENAL Nº 2000.81.00034025-2, 11ª VARA FEDERAL DE FORTALEZA, CRIMES CONTRA FÉ PÚBLICA/FALSIDADE IDEOLÓGICA/USO DE DOCUMENTO FALSO.
4)- Iris Rezende Machado Prefeito PP Goiânia GO
Processos
AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA 200600459998 – 1ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE GOIÁS – IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
OBS: A AÇÃO FOI JULGADA IMPROCEDENTE EM 1º GRAU. O MINISTÉRIO PÚBLICO RECORREU DA DECISÃO E A AÇÃO FOI REMETIDA AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE GOIÁS.
5)- Pitágoras Lincoln de Matos Vice-prefeito DEM Belo Horizonte MG
Processos
AÇÃO PENAL Nº 002401605698-8, 4ª VARA CRIMINAL DE BELO HORIZONTE, ABUSO DE AUTORIDADE.
6)- Jorge Carlos Mesquita Vice-prefeito PSL Belém PA
Processos
AÇÃO PENAL Nº 2000.2.007274-8, 12ª VARA CRIMINAL DE BELÉM, CRIME CONTRA A PESSOA/LESÃO CORPORAL/CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO/DANO.
7)- Leila Márcia Silva Santos Vice-prefeita Frente Belém Popular Belém PA
Processos
AÇÃO PENAL Nº 2001.39.00.005470-5, 3ª VARA FEDERAL DE BELÉM, CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO/DANO/CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA/DESACATO/CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL/SEQUESTRO E CÁRCERE PRIVADO.
8)- Marinor Jorge Brito Prefeito PSOL Belém PA
Processos
AÇÃO PENAL Nº 1996.2.010154-5, 12ª VARA CRIMINAL DE BELÉM, CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO/DANO/INCITAÇÃO AO CRIME
9)- Hamilton Nobre Casara Prefeito PSDB Porto Velho RO
Processos
AÇÃO CIVIL DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA Nº 2006.41.00.004196-0, 1ª VARA FEDERAL DE PORTO VELHO, REVOGAÇÃO E ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO.
10)- Lindomar Barbosa Alves Prefeito PV Porto Velho RO
Processos
AÇÃO PENAL Nº 462, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO.
11)- Maria Suely Silva Campos Vice-prefeita Boa Vista de Todos Nós Boa Vista RR Processos
AÇÃO PENAL Nº 2008.42.00.000608-0, CRIME CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA/PECULATO
12)- Aline Corrêa de Oliveira Andrade Vice-prefeita PP São Paulo SP (vice de Maluf)
Processos
AÇÃO PENAL Nº 473, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA/QUADRILHA OU BANDO/CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA/FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO/ CRIMES DE OCULTAÇÃO DE BENS, DIREITOS OU VALORES
13)- Raul de Jesus Lustosa Filho Prefeito PT/Força do Povo Palmas TO
Processos
AÇÃO PENAL 2007.01.00.011040-4, TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL 1ª REGIÃO - CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA
OBS.: Nas demais capitais, nenhum dos candidatos que concorrem aos cargos de prefeito e vice-prefeito responde a processos.
Associação dos Magistrados Brasileiros - AMB - publicou a LISTA SUJA de candidatos às próximas eleições.
Da maior cidade do Brasil, São Paulo, temos apenas os nomes de Dona Marta do PT e do Seu Maluf do PP, além da vice deste.
Da candidata petista Dona Marta Suplicy consta o seguinte:
AÇÃO PENAL 050.05.029363-0/00 – FÓRUM CENTRAL DA BARRA FUNDA (SP) - 10ª VARA CRIMINAL/ AÇÃO PENAL 455 – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CRIMES DA LEI DE LICITAÇÕES.
Já contra Paulo Maluf consta o seguinte:
AÇÃO PENAL Nº 458 – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CRIME DE RESPONSABILIDADE AÇÃO PENAL Nº 461 - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA/QUADRILHA OU BANDO/CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL/ CRIMES DE OCULTAÇÃO DE BENS, DIREITOS OU VALORES
AÇÃO PENAL Nº 477 - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
AÇÃO PENAL Nº 483 - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CRIMES CONTRA O SITEMA FINANCEIRO NACIONAL
AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA Nº 583532002023719, FÓRUM FAZENDA PÚBLICA (TJ-SP) (SEGREDO DE JUSTIÇA)
AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA Nº 5835320010119506 - 14ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE SÃO PAULO (SP)
AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA Nº 583532000178798 - 6ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE SÃO PAULO (SP)
OBS: O SISTEMA DE BUSCA PROCESSUAL DA PÁGINA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO NA INTERNET NÃO OFERECE A POSSIBILIDADE DE FAZER LINKS PARA AS AÇÕES. PARA CONSULTÁ-LAS, ACESSE http://www.tj.sp.gov.br/
Os demais nomes da lista - 13 candidatos incluída a vice de Maluf - são os seguintes:
1) Amazonino Armando Mendes Prefeito PTB Manaus AMProcessos
AÇÃO PENAL Nº 2007.32.00.007742-0, 2ª VARA DA JUSTIÇA FEDERAL DE MANAUS, CRIMES DA LEI DE LICITAÇÕES /CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL/CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA.
OBS: O CANDIDATO IMPETROU HABEAS CORPUS NO TRF-1ª REGIÃO VISANDO O TRANCAMENTO DA ALUDIDA AÇÃO PENAL, TENDO SIDO A ORDEM CONCEDIDA EM SESSÃO REALIZADA NO DIA 24.06.08, SEM QUE, CONTUDO, ATÉ A PRESENTE DATA, ESSA DECISÃO TENHA SIDO PUBLICADA.
2)- Maria Dalva De Souza Figueiredo Prefeita PT Macapá AP
Processos
AÇÃO PENAL Nº 491, Supremo Tribunal Federal, CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA/FALSIDADE IDEOLÓGICA/CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL/PREVARICAÇÃO
3)- Sérgio Braga Barbosa Vice-prefeito PPS Fortaleza CE
Processos
AÇÃO PENAL Nº 2000.81.00034025-2, 11ª VARA FEDERAL DE FORTALEZA, CRIMES CONTRA FÉ PÚBLICA/FALSIDADE IDEOLÓGICA/USO DE DOCUMENTO FALSO.
4)- Iris Rezende Machado Prefeito PP Goiânia GO
Processos
AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA 200600459998 – 1ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE GOIÁS – IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
OBS: A AÇÃO FOI JULGADA IMPROCEDENTE EM 1º GRAU. O MINISTÉRIO PÚBLICO RECORREU DA DECISÃO E A AÇÃO FOI REMETIDA AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE GOIÁS.
5)- Pitágoras Lincoln de Matos Vice-prefeito DEM Belo Horizonte MG
Processos
AÇÃO PENAL Nº 002401605698-8, 4ª VARA CRIMINAL DE BELO HORIZONTE, ABUSO DE AUTORIDADE.
6)- Jorge Carlos Mesquita Vice-prefeito PSL Belém PA
Processos
AÇÃO PENAL Nº 2000.2.007274-8, 12ª VARA CRIMINAL DE BELÉM, CRIME CONTRA A PESSOA/LESÃO CORPORAL/CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO/DANO.
7)- Leila Márcia Silva Santos Vice-prefeita Frente Belém Popular Belém PA
Processos
AÇÃO PENAL Nº 2001.39.00.005470-5, 3ª VARA FEDERAL DE BELÉM, CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO/DANO/CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA/DESACATO/CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL/SEQUESTRO E CÁRCERE PRIVADO.
8)- Marinor Jorge Brito Prefeito PSOL Belém PA
Processos
AÇÃO PENAL Nº 1996.2.010154-5, 12ª VARA CRIMINAL DE BELÉM, CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO/DANO/INCITAÇÃO AO CRIME
9)- Hamilton Nobre Casara Prefeito PSDB Porto Velho RO
Processos
AÇÃO CIVIL DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA Nº 2006.41.00.004196-0, 1ª VARA FEDERAL DE PORTO VELHO, REVOGAÇÃO E ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO.
10)- Lindomar Barbosa Alves Prefeito PV Porto Velho RO
Processos
AÇÃO PENAL Nº 462, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO.
11)- Maria Suely Silva Campos Vice-prefeita Boa Vista de Todos Nós Boa Vista RR Processos
AÇÃO PENAL Nº 2008.42.00.000608-0, CRIME CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA/PECULATO
12)- Aline Corrêa de Oliveira Andrade Vice-prefeita PP São Paulo SP (vice de Maluf)
Processos
AÇÃO PENAL Nº 473, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA/QUADRILHA OU BANDO/CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA/FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO/ CRIMES DE OCULTAÇÃO DE BENS, DIREITOS OU VALORES
13)- Raul de Jesus Lustosa Filho Prefeito PT/Força do Povo Palmas TO
Processos
AÇÃO PENAL 2007.01.00.011040-4, TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL 1ª REGIÃO - CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA
OBS.: Nas demais capitais, nenhum dos candidatos que concorrem aos cargos de prefeito e vice-prefeito responde a processos.
Somos ignorantes, não sabemos votar e não mais nos importamos com os escândalos que surgem a cada dia.
Aliança PT e PSDB está em mais de mil cidades do País
AGÊNCIA ESTADO
Maiores rivais na disputa pelo poder político nacional, PT e PSDB não serão tão adversários nas próximas eleições municipais. Levantamento preliminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que tucanos e petistas estarão juntos formalmente em mais de mil coligações espalhadas por todo o País. Esse número de alianças deverá subir, já que o processamento de informações sobre o registro das candidaturas ainda está sendo concluído.
Até agora, foram contabilizadas alianças em 1.130 cidades. Isso equivale a 20,3% do total dos 5.565 municípios existentes no Brasil. Algo como uma coligação entre tucanos e petistas a cada cinco cidades. A constância nessa parceria acabou se revelando como uma das maiores surpresas da próxima eleição, uma vez que PT e PSDB têm polarizado as disputas pela sucessão presidencial desde 1994.
Naquele ano, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso ganhou no primeiro turno do petista Luiz Inácio Lula da Silva. Repetiu a dose em 1998. Quatro anos depois, o PT chegou ao poder, com Lula batendo o tucano José Serra e quatro anos depois se reelegendo ao superar Geraldo Alckmin, também do PSDB. Tudo indica que PT e PSDB devem continuar polarizando na próxima corrida presidencial, de 2010.
Comentário do Minuto:
Antes pensávamos que havia um partido de verdade no Brasil, o PT.
No poder tornou-se o partido mais sujo, mais corrupto da história.
Lula faz o governo com um número de falcatruas jamais visto. Os escândalos estão sempre muito próximos do presidente, mas quanto mais eles se aproximam dele, mais emperram as investigações. Os enriquecimentos ilícitos, os contratos imorais - como o de seu filho (Gamecorp) Lulinha com a Telemar - campeiam no mar de lama do governo.
Tudo isto, porém, não é suficiente para impedir que o mais importante partido oposicionista se alie a essa gente petista.
Tudo isto, também, é insuficiente para abalar o prestígio do chefe dos petistas que tem seus nível de popularidade no patamar máximo.
Explicação fácil para tudo isto: Nós somos ignorantes, não sabemos votar e não nos importamos com quantos escândalos surjam a cada dia; acostumamo-nos a eles.
Daí, a maioria esmagadora dos políticos deitam e rolam. E roubam.
AGÊNCIA ESTADO
Maiores rivais na disputa pelo poder político nacional, PT e PSDB não serão tão adversários nas próximas eleições municipais. Levantamento preliminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que tucanos e petistas estarão juntos formalmente em mais de mil coligações espalhadas por todo o País. Esse número de alianças deverá subir, já que o processamento de informações sobre o registro das candidaturas ainda está sendo concluído.
Até agora, foram contabilizadas alianças em 1.130 cidades. Isso equivale a 20,3% do total dos 5.565 municípios existentes no Brasil. Algo como uma coligação entre tucanos e petistas a cada cinco cidades. A constância nessa parceria acabou se revelando como uma das maiores surpresas da próxima eleição, uma vez que PT e PSDB têm polarizado as disputas pela sucessão presidencial desde 1994.
Naquele ano, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso ganhou no primeiro turno do petista Luiz Inácio Lula da Silva. Repetiu a dose em 1998. Quatro anos depois, o PT chegou ao poder, com Lula batendo o tucano José Serra e quatro anos depois se reelegendo ao superar Geraldo Alckmin, também do PSDB. Tudo indica que PT e PSDB devem continuar polarizando na próxima corrida presidencial, de 2010.
Comentário do Minuto:
Antes pensávamos que havia um partido de verdade no Brasil, o PT.
No poder tornou-se o partido mais sujo, mais corrupto da história.
Lula faz o governo com um número de falcatruas jamais visto. Os escândalos estão sempre muito próximos do presidente, mas quanto mais eles se aproximam dele, mais emperram as investigações. Os enriquecimentos ilícitos, os contratos imorais - como o de seu filho (Gamecorp) Lulinha com a Telemar - campeiam no mar de lama do governo.
Tudo isto, porém, não é suficiente para impedir que o mais importante partido oposicionista se alie a essa gente petista.
Tudo isto, também, é insuficiente para abalar o prestígio do chefe dos petistas que tem seus nível de popularidade no patamar máximo.
Explicação fácil para tudo isto: Nós somos ignorantes, não sabemos votar e não nos importamos com quantos escândalos surjam a cada dia; acostumamo-nos a eles.
Daí, a maioria esmagadora dos políticos deitam e rolam. E roubam.
Após Protógenes acusar superiores da PF
PF abrirá inquérito para apurar denúncias de Protógenes
DO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO
A Polícia Federal vai abrir inquérito para investigar as denúncias do delegado Protógenes Queiroz, que acusa a cúpula da instituição de ter obstruído a Operação Satiagraha.
A PF avalia que Protógenes cometeu um "grave erro" ao acusar superiores de o terem isolado no instante crucial da missão que levou o sócio-fundador do grupo Opportunity, Daniel Dantas, para a cadeia.
O delegado será chamado para depor e terá que provar o que apontou em representação de 16 páginas entregue quinta-feira à Procuradoria da República.
Se não provar, poderá ser enquadrado por denunciação caluniosa - crime contra a administração pública a partir de revelações contra alguém que sabe ser inocente.
A operação foi desencadeada dia 8 e levou à prisão 18 pessoas - além de Dantas, foram capturados o investidor Naji Nahas, o ex-prefeito Celso Pitta, empresários e doleiros envolvidos em suposto esquema de desvio de recursos públicos, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Protógenes saiu do caso sexta-feira. Oficialmente, ele deixou Satiagraha para fazer o Curso Superior de Polícia, em Brasília.
Sua representação está sob análise do procurador da República Roberto Diana, que expediu ofícios aos delegados Roberto Troncon, chefe da Divisão de Combate ao Crime Organizado, Paulo de Tarso Teixeira, chefe da Divisão de Combate a Crimes Financeiros, e ao superintendente regional da PF em São Paulo, Leandro Daiello Coimbra, aos quais solicita informações sobre Satiagraha e cópia integral da gravação do encontro em que Protógenes teria admitido a necessidade de deixar a investigação para fazer o curso.
Comentário do Minuto:
A acusação de Protógenes é grave. Esperamos que a verdade prevaleça.
Se o Lula e o governo deixarem, é claro!
DO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO
A Polícia Federal vai abrir inquérito para investigar as denúncias do delegado Protógenes Queiroz, que acusa a cúpula da instituição de ter obstruído a Operação Satiagraha.
A PF avalia que Protógenes cometeu um "grave erro" ao acusar superiores de o terem isolado no instante crucial da missão que levou o sócio-fundador do grupo Opportunity, Daniel Dantas, para a cadeia.
O delegado será chamado para depor e terá que provar o que apontou em representação de 16 páginas entregue quinta-feira à Procuradoria da República.
Se não provar, poderá ser enquadrado por denunciação caluniosa - crime contra a administração pública a partir de revelações contra alguém que sabe ser inocente.
A operação foi desencadeada dia 8 e levou à prisão 18 pessoas - além de Dantas, foram capturados o investidor Naji Nahas, o ex-prefeito Celso Pitta, empresários e doleiros envolvidos em suposto esquema de desvio de recursos públicos, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Protógenes saiu do caso sexta-feira. Oficialmente, ele deixou Satiagraha para fazer o Curso Superior de Polícia, em Brasília.
Sua representação está sob análise do procurador da República Roberto Diana, que expediu ofícios aos delegados Roberto Troncon, chefe da Divisão de Combate ao Crime Organizado, Paulo de Tarso Teixeira, chefe da Divisão de Combate a Crimes Financeiros, e ao superintendente regional da PF em São Paulo, Leandro Daiello Coimbra, aos quais solicita informações sobre Satiagraha e cópia integral da gravação do encontro em que Protógenes teria admitido a necessidade de deixar a investigação para fazer o curso.
Comentário do Minuto:
A acusação de Protógenes é grave. Esperamos que a verdade prevaleça.
Se o Lula e o governo deixarem, é claro!
Sábado, 19 de Julho de 2008
CRIVELLA, O PSEUDO-EVANGÉLICO
Cesar Maia faz duras críticas ao "bispo" Crivella e ao governador Sérgio Cabral
Segundo O GLOBO, o prefeito César Maia criticou o governador do Rio, Sérgio Cabral, e disse que tanto as milícias quanto o tráfico de drogas estão com o PMDB.
O prefeito aproveitou para falar do senador e BISPO Marcelo Crivella, candidato à prefeitura do Rio pelo PRB. César Maia chamou a Igreja Universal do Reino de Deus de CLUBE DE CAÇA-NÍQUEIS.
- O Crivella adota um chaguismo pseudo-evangélico. Ele não é um homem de Deus. Ele adota um chaguismo transmutado - disse Cesar.
Solange Amaral, a candidata do DEM à prefeitura, apoiada por César Maia, disse que não vai adotar o discurso do prefeito e que quem dá o tom da sua campanha é ela própria.
Crivella, por outro lado, disse que para o prefeito fazer estes ataques, Cesar deve ter alguma pesquisa que indique que ele pode ganhar as eleições logo no primeiro turno.
As acusações do prefeito Cesar Maia não abalaram a traqüilidade de Crivella, que faz corpo-a-corpo na Comunidade Dois Irmãos, em Curicica, Zona Oeste do Rio. O candidato não quis fazer acusações ao adversário político:
- O ódio só presta para destruir. O político busca alianças para construir o interesse público - disse Crivella.
Comentário do Minuto:
César Maia não é idiota de achar que o bispo de araque Crivella possa vencer no primeiro turno. O Minuto Político garante: Não vence nem no primeiro, nem no segundo turno. O bispo de araque jamais terá um terço, sequer, do eleitorado da ex-cidade-maravilhosa, simplesmente porque só evangélico desinformado, e é verdade, são muitos, vota nesta coisa que chamam de bispo.
Segundo O GLOBO, o prefeito César Maia criticou o governador do Rio, Sérgio Cabral, e disse que tanto as milícias quanto o tráfico de drogas estão com o PMDB.
O prefeito aproveitou para falar do senador e BISPO Marcelo Crivella, candidato à prefeitura do Rio pelo PRB. César Maia chamou a Igreja Universal do Reino de Deus de CLUBE DE CAÇA-NÍQUEIS.
- O Crivella adota um chaguismo pseudo-evangélico. Ele não é um homem de Deus. Ele adota um chaguismo transmutado - disse Cesar.
Solange Amaral, a candidata do DEM à prefeitura, apoiada por César Maia, disse que não vai adotar o discurso do prefeito e que quem dá o tom da sua campanha é ela própria.
Crivella, por outro lado, disse que para o prefeito fazer estes ataques, Cesar deve ter alguma pesquisa que indique que ele pode ganhar as eleições logo no primeiro turno.
As acusações do prefeito Cesar Maia não abalaram a traqüilidade de Crivella, que faz corpo-a-corpo na Comunidade Dois Irmãos, em Curicica, Zona Oeste do Rio. O candidato não quis fazer acusações ao adversário político:
- O ódio só presta para destruir. O político busca alianças para construir o interesse público - disse Crivella.
Comentário do Minuto:
César Maia não é idiota de achar que o bispo de araque Crivella possa vencer no primeiro turno. O Minuto Político garante: Não vence nem no primeiro, nem no segundo turno. O bispo de araque jamais terá um terço, sequer, do eleitorado da ex-cidade-maravilhosa, simplesmente porque só evangélico desinformado, e é verdade, são muitos, vota nesta coisa que chamam de bispo.
Sexta-feira, 18 de Julho de 2008
Enquanto as estradas federais brasileiras continuam ao deus dará
Lula assina financiamento de US$230 milhões para Bolívia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou hoje, em Riberalta, na Bolívia, um protocolo de empréstimo de US$230 milhões para a construção de 508 quilômetros de estradas no país vizinho. Já o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou que repassaria US$300 milhões, para que a Bolívia possa fazer outros 327 quilômetros de estrada, próxima de La Paz. Depois, sem mais nem menos, Chávez anunciou mais US$41 milhões para que a Bolívia faça cursos profissionalizantes e instale processadores de leite e de milho em diversas partes do país.
"Tá vendo, Lula? Marquei mais um gol. Agora, você tem de empatar esse jogo", disse Chávez. Em uma parte do discurso, o presidente venezuelano insinuou que o Brasil é muito rico e que dispõe de recursos ilimitados para investir nos vizinhos. Chávez sugeriu que o Brasil financie até uma gigantesca ferrovia que integraria os países sul-americanos. Além de Lula, estavam presentes na comissão brasileira o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o interino de Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães, e o assessor especial Mauro Aurélio Garcia.
Comentário do Minuto:
Não entendo como o incompetente Lula possa brincar com os recursos que, por absoluta incapacidade de governar, não consegue gastar no Brasil, fazendo, então, doação para o presidente cocalero. O Brasil não é rico, mas mesmo que fosse este tipo de graça só poderia ser efetivada com a aprovação do Senado. E se o Senado fosse sério, jamais aprovaria tal favorecimento, especialmente depois de Evo nos roubar a Petrobrás, uma siderúrgica de um empresário brasileiro e as terras ocupadas por brasileiros naquele país.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou hoje, em Riberalta, na Bolívia, um protocolo de empréstimo de US$230 milhões para a construção de 508 quilômetros de estradas no país vizinho. Já o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou que repassaria US$300 milhões, para que a Bolívia possa fazer outros 327 quilômetros de estrada, próxima de La Paz. Depois, sem mais nem menos, Chávez anunciou mais US$41 milhões para que a Bolívia faça cursos profissionalizantes e instale processadores de leite e de milho em diversas partes do país.
"Tá vendo, Lula? Marquei mais um gol. Agora, você tem de empatar esse jogo", disse Chávez. Em uma parte do discurso, o presidente venezuelano insinuou que o Brasil é muito rico e que dispõe de recursos ilimitados para investir nos vizinhos. Chávez sugeriu que o Brasil financie até uma gigantesca ferrovia que integraria os países sul-americanos. Além de Lula, estavam presentes na comissão brasileira o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o interino de Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães, e o assessor especial Mauro Aurélio Garcia.
Comentário do Minuto:
Não entendo como o incompetente Lula possa brincar com os recursos que, por absoluta incapacidade de governar, não consegue gastar no Brasil, fazendo, então, doação para o presidente cocalero. O Brasil não é rico, mas mesmo que fosse este tipo de graça só poderia ser efetivada com a aprovação do Senado. E se o Senado fosse sério, jamais aprovaria tal favorecimento, especialmente depois de Evo nos roubar a Petrobrás, uma siderúrgica de um empresário brasileiro e as terras ocupadas por brasileiros naquele país.
Quinta-feira, 17 de Julho de 2008
Do Cláudio Humberto
contas em paraíso fiscal.
Reveladas contas secretas de ’Favre’,
o marido argentino de Marta Suplicy
Citando o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, reportagem de Hugo Studart para o site Jornalismo.com.br revela os números de duas contas secretas, no paraíso fiscal das Ilhas Cayman, que seriam controladas pelo argentino Felipse Belisario Wemus, vulgo "Luís Favre", marido da ex-ministra do Turismo Marta Suplicy. As contas citadas são do Trade Link Bank nas Ilhas Cayman e têm os números 60.356356086 e 60.356356199.
o marido argentino de Marta Suplicy
Citando o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, reportagem de Hugo Studart para o site Jornalismo.com.br revela os números de duas contas secretas, no paraíso fiscal das Ilhas Cayman, que seriam controladas pelo argentino Felipse Belisario Wemus, vulgo "Luís Favre", marido da ex-ministra do Turismo Marta Suplicy. As contas citadas são do Trade Link Bank nas Ilhas Cayman e têm os números 60.356356086 e 60.356356199.
A Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo suspeitam que ele seria o principal elo entre o PT e um esquema internacional de arrecadação de dinheiro a partir dos serviços de coleta de lixo nas capitais brasileiras. A Vega, multinacional francesa, seria o elo empresarial do esquema. Segundo a reportagem, "a PF suspeita que a Vega controle empreiteiras que ganham licitações superfaturadas para a coleta de lixo em grandes cidades. Em média, 10% de superfaturamento, sendo 5% para o caixa do PT. Esse dinheiro era todo repassado ao doleiro Toninho da Barcelona, que o depositava em contas em paraísos fiscais controladas por um tal Felipe Belisario Wermus". Como esta coluna noticia há anos, esse é o verdadeiro nome de "Luís Favre".
Quarta-feira, 16 de Julho de 2008
É Lula ou é o Gilberto?
Lula defende Carvalho no caso da Operação Satiagraha
AGÊNCIA ESTADO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje o chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que teve contatos com o advogado e ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), que assessora o sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, preso e solto duas vezes durante a Operação Satiagraha. "Se você ligar para mim, quem vai atender é o Gilberto Carvalho", disse a uma jornalista que perguntou se os esclarecimentos do chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República tinham sido convincentes.
Lula deu uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto. "Peço a Deus que seu telefonema não esteja sendo gravado, pois pode aparecer a sua conversa com Gilberto Carvalho", afirmou Lula. Antes, o presidente disse que o delegado Protógenes Queiroz, afastado da operação, só não volta ao caso "se explicar publicamente e de livre e espontânea vontade que não deseja continuar o trabalho de investigação".
Comentário do Minuto:
O presidente pretendeu dizer, então, que o implicado no caso Dantas é ele próprio, Lula, e não o Gilberto Carvalho?
AGÊNCIA ESTADO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje o chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que teve contatos com o advogado e ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), que assessora o sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, preso e solto duas vezes durante a Operação Satiagraha. "Se você ligar para mim, quem vai atender é o Gilberto Carvalho", disse a uma jornalista que perguntou se os esclarecimentos do chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República tinham sido convincentes.
Lula deu uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto. "Peço a Deus que seu telefonema não esteja sendo gravado, pois pode aparecer a sua conversa com Gilberto Carvalho", afirmou Lula. Antes, o presidente disse que o delegado Protógenes Queiroz, afastado da operação, só não volta ao caso "se explicar publicamente e de livre e espontânea vontade que não deseja continuar o trabalho de investigação".
Comentário do Minuto:
O presidente pretendeu dizer, então, que o implicado no caso Dantas é ele próprio, Lula, e não o Gilberto Carvalho?
Ativos & Passivos
Juiz aceita denúncia contra Dantas por corrupção ativa
AGÊNCIA ESTADO
O juiz da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal, Fausto Martin De Sanctis, aceitou na tarde de hoje denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, seu assessor Humberto Braz e o professor universitário Hugo Chicaroni. Eles são acusados de prática do crime de corrupção ativa, pela tentativa de suborno de US$1 milhão ao delegado da PF Vitor Hugo Rodrigues Alves Ferreira, para que o nome do banqueiro e o de sua irmã, Verônica Dantas, fossem excluídos do inquérito da Operação Satiagraha.
Na decisão, o juiz designou as datas para interrogatório dos denunciados. O primeiro a ser ouvido será Hugo Chicaroni, no dia 5 de agosto, às 13 horas. No dia seguinte, dia 6 de agosto, será a vez de Humberto da Rocha Braz, que irá depor no mesmo horário. E no dia 7 de agosto, Fausto Martin De Sanctis ouvirá Daniel Dantas, também às 13 horas. Todos os depoimentos serão colhidos na 6ª Vara Criminal, localizada na capital paulista.
Comentário do Minuto:
Que Dantas deita e rola neste governo não há a menor dúvida.Vamos ver se a Justiça pega esses corruptos todos, ativos e passivos.
AGÊNCIA ESTADO
O juiz da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal, Fausto Martin De Sanctis, aceitou na tarde de hoje denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, seu assessor Humberto Braz e o professor universitário Hugo Chicaroni. Eles são acusados de prática do crime de corrupção ativa, pela tentativa de suborno de US$1 milhão ao delegado da PF Vitor Hugo Rodrigues Alves Ferreira, para que o nome do banqueiro e o de sua irmã, Verônica Dantas, fossem excluídos do inquérito da Operação Satiagraha.
Na decisão, o juiz designou as datas para interrogatório dos denunciados. O primeiro a ser ouvido será Hugo Chicaroni, no dia 5 de agosto, às 13 horas. No dia seguinte, dia 6 de agosto, será a vez de Humberto da Rocha Braz, que irá depor no mesmo horário. E no dia 7 de agosto, Fausto Martin De Sanctis ouvirá Daniel Dantas, também às 13 horas. Todos os depoimentos serão colhidos na 6ª Vara Criminal, localizada na capital paulista.
Comentário do Minuto:
Que Dantas deita e rola neste governo não há a menor dúvida.Vamos ver se a Justiça pega esses corruptos todos, ativos e passivos.
Deus do Submundo
História das trevas
EDITORIAL DA FOLHA DE SÃO PAULO
Governo que se afirma paladino da República
no caso Dantas é o mesmo que, em surdina,
facilita e conduz fusão de teles.
O EX-DEPUTADO Luiz Eduardo Greenhalgh, candidato do Planalto na fatídica eleição de Severino Cavalcanti na Câmara, acaba de descer ao Hades do governo Lula. No mundo das sombras, o advogado vai ter com outras figuras que, como ele, já desfrutaram do prestígio presidencial, mas foram descartadas em nome da preservação do poder.
Greenhalgh, contratado pelo banqueiro Daniel Dantas, pediu um favor ao companheiro Gilberto Carvalho, assessor do presidente da República. Segundo Carvalho, o advogado mostrou-se preocupado com uma perseguição a um de seus clientes; queria saber se o perseguidor, que se dizia agente da Abin, pertencia mesmo ao quadro do Gabinete de Segurança Institucional, ligado à Presidência.
Na tentativa de evitar um seqüestro ou algo assim, Carvalho, sempre de acordo com a sua versão, foi pedir explicações no GSI. Confirmou para Greenhalgh que se tratava de um araponga legítimo. Mais não disse, porém, quando instado pelo advogado a fornecer detalhes da investigação. O cliente em questão era Humberto Braz, preso no domingo, que, segundo a PF, tentou corromper os agentes responsáveis pela Operação Satiagraha com US$1 milhão. O assessor de Lula afirma que, à época do favor, não sabia nada sobre Braz.
O advogado Greenhalgh também bateu à porta da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Foi recebido quatro vezes desde 2007 - dois desses encontros não constavam da agenda pública da ministra. A assessoria da Casa Civil diz que, quando Greenhalgh tentou transmitir um recado de Dantas, foi logo interrompido por Rousseff, que lhe recomendou que fosse tratar desse tema privado com os sócios do banqueiro na telefonia.
Os fatos narrados assim, da perspectiva do governo, pintam Greenhalgh como um ardiloso lobista a serviço de Dantas. Dilma Rousseff e Gilberto Carvalho são os herdeiros de Catão na defesa do interesse dos cidadãos contra a sanha dos saqueadores da república. É enredo adequado para histórias em quadrinhos, mas inverossímil na vida real.
Em silêncio, afinal, se desenrola nos corredores do governo federal um dos maiores negócios público-privados dos últimos tempos, a compra da Brasil Telecom - da qual Dantas foi controlador - pela Oi. A sintonia escandalosa entre o interesse privado e a ação do governo não poderia ser maior. O Executivo, além de controlar acionistas-chave para o processo (fundos de pensão e BNDES), vai subverter o modelo de concorrência na telefonia para acomodar o fato consumado empresarial.
O arremedo de prestação de contas ensaiado por assessores de Lula deveria ser substituído pela atitude, esta sim republicana, de lançar luz sobre todos os lances desse processo - quer sobre a atuação dos interesses de Dantas no governo, quer sobre a novela maior, a fusão das telefônicas. A história contada das trevas costuma reservar surpresas desagradáveis aos governantes.
EDITORIAL DA FOLHA DE SÃO PAULO
Governo que se afirma paladino da República
no caso Dantas é o mesmo que, em surdina,
facilita e conduz fusão de teles.
O EX-DEPUTADO Luiz Eduardo Greenhalgh, candidato do Planalto na fatídica eleição de Severino Cavalcanti na Câmara, acaba de descer ao Hades do governo Lula. No mundo das sombras, o advogado vai ter com outras figuras que, como ele, já desfrutaram do prestígio presidencial, mas foram descartadas em nome da preservação do poder.
Greenhalgh, contratado pelo banqueiro Daniel Dantas, pediu um favor ao companheiro Gilberto Carvalho, assessor do presidente da República. Segundo Carvalho, o advogado mostrou-se preocupado com uma perseguição a um de seus clientes; queria saber se o perseguidor, que se dizia agente da Abin, pertencia mesmo ao quadro do Gabinete de Segurança Institucional, ligado à Presidência.
Na tentativa de evitar um seqüestro ou algo assim, Carvalho, sempre de acordo com a sua versão, foi pedir explicações no GSI. Confirmou para Greenhalgh que se tratava de um araponga legítimo. Mais não disse, porém, quando instado pelo advogado a fornecer detalhes da investigação. O cliente em questão era Humberto Braz, preso no domingo, que, segundo a PF, tentou corromper os agentes responsáveis pela Operação Satiagraha com US$1 milhão. O assessor de Lula afirma que, à época do favor, não sabia nada sobre Braz.
O advogado Greenhalgh também bateu à porta da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Foi recebido quatro vezes desde 2007 - dois desses encontros não constavam da agenda pública da ministra. A assessoria da Casa Civil diz que, quando Greenhalgh tentou transmitir um recado de Dantas, foi logo interrompido por Rousseff, que lhe recomendou que fosse tratar desse tema privado com os sócios do banqueiro na telefonia.
Os fatos narrados assim, da perspectiva do governo, pintam Greenhalgh como um ardiloso lobista a serviço de Dantas. Dilma Rousseff e Gilberto Carvalho são os herdeiros de Catão na defesa do interesse dos cidadãos contra a sanha dos saqueadores da república. É enredo adequado para histórias em quadrinhos, mas inverossímil na vida real.
Em silêncio, afinal, se desenrola nos corredores do governo federal um dos maiores negócios público-privados dos últimos tempos, a compra da Brasil Telecom - da qual Dantas foi controlador - pela Oi. A sintonia escandalosa entre o interesse privado e a ação do governo não poderia ser maior. O Executivo, além de controlar acionistas-chave para o processo (fundos de pensão e BNDES), vai subverter o modelo de concorrência na telefonia para acomodar o fato consumado empresarial.
O arremedo de prestação de contas ensaiado por assessores de Lula deveria ser substituído pela atitude, esta sim republicana, de lançar luz sobre todos os lances desse processo - quer sobre a atuação dos interesses de Dantas no governo, quer sobre a novela maior, a fusão das telefônicas. A história contada das trevas costuma reservar surpresas desagradáveis aos governantes.
Corrupção não existe somente sob a égide do PT
Estrutura intacta
EDITORIAL DA FOLHA DE SÃO PAULO
"ISSO NÃO acaba, não tem fim. Moramos no Brasil, se esqueceu?"
Tem razão de ser o ceticismo de uma camelô, ao ser indagada se a detenção de colegas seus e de funcionários da Subprefeitura da Mooca, que extorquiam para não fiscalizar, acabaria com o esquema de propina na região. Passada uma década do escândalo da máfia de fiscais que marcou a gestão de Celso Pitta (1997-2000), a escala pode não ser a mesma, mas ainda grassa em São Paulo a cobrança de propina por autoridades.
Na gestão de Gilberto Kassab (DEM), de pouco mais de dois anos, já houve registro de suspeitas de cobrança de propina para permitir o funcionamento de bingos, ignorar publicidade ilegal e liberar a operação de casas comerciais. Casos semelhantes ocorreram sob Marta Suplicy (PT) e José Serra (PSDB).
A estrutura que permitiu a operação de um propinoduto de R$400 milhões, no fim dos anos 90, não foi destruída. Pouco mudou, nesse aspecto, além do nome das antigas administrações regionais, agora subprefeituras.
O esquema de preenchimento de cargos por indicação e as barganhas com os edis permanecem. Não à toa, os acusados de comandar o esquema desbaratado na Mooca eram dois funcionários não concursados, um deles ex-candidato à Câmara Municipal pelo partido de Kassab.
Tentativas de mudar esse quadro ficaram no papel. Quando prefeito, Serra encomendou à Transparência Brasil um plano anticorrupção, que previa a contratação de uma auditoria externa para fiscalizar as subprefeituras e a instituição de um disque-denúncia específico para isso.
A chave, obviamente, está em permitir maior controle público dos atos da administração. Além disso, é preciso quebrar a espinha dorsal do interesse político que se ramifica por atividades corriqueiras, mas importantes para colocar ordem no caos urbano da capital, como a fiscalização do uso e da ocupação do solo.
EDITORIAL DA FOLHA DE SÃO PAULO
"ISSO NÃO acaba, não tem fim. Moramos no Brasil, se esqueceu?"
Tem razão de ser o ceticismo de uma camelô, ao ser indagada se a detenção de colegas seus e de funcionários da Subprefeitura da Mooca, que extorquiam para não fiscalizar, acabaria com o esquema de propina na região. Passada uma década do escândalo da máfia de fiscais que marcou a gestão de Celso Pitta (1997-2000), a escala pode não ser a mesma, mas ainda grassa em São Paulo a cobrança de propina por autoridades.
Na gestão de Gilberto Kassab (DEM), de pouco mais de dois anos, já houve registro de suspeitas de cobrança de propina para permitir o funcionamento de bingos, ignorar publicidade ilegal e liberar a operação de casas comerciais. Casos semelhantes ocorreram sob Marta Suplicy (PT) e José Serra (PSDB).
A estrutura que permitiu a operação de um propinoduto de R$400 milhões, no fim dos anos 90, não foi destruída. Pouco mudou, nesse aspecto, além do nome das antigas administrações regionais, agora subprefeituras.
O esquema de preenchimento de cargos por indicação e as barganhas com os edis permanecem. Não à toa, os acusados de comandar o esquema desbaratado na Mooca eram dois funcionários não concursados, um deles ex-candidato à Câmara Municipal pelo partido de Kassab.
Tentativas de mudar esse quadro ficaram no papel. Quando prefeito, Serra encomendou à Transparência Brasil um plano anticorrupção, que previa a contratação de uma auditoria externa para fiscalizar as subprefeituras e a instituição de um disque-denúncia específico para isso.
A chave, obviamente, está em permitir maior controle público dos atos da administração. Além disso, é preciso quebrar a espinha dorsal do interesse político que se ramifica por atividades corriqueiras, mas importantes para colocar ordem no caos urbano da capital, como a fiscalização do uso e da ocupação do solo.
McCain: Obama é um sujeito impressionante!
Em evento para negros, McCain elogia o rival Obama
Reuters - Por Steve Holland
O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, elogiou na quarta-feira seu rival Barack Obama durante um discurso para líderes negros, mas apresentou várias propostas diferentes do democrata a respeito de impostos, gastos públicos e educação.
"Sou um candidato a presidente que busca o seu voto e espera consegui-lo", disse McCain à NAACP, a mais antiga e uma das mais influentes entre as entidades de direitos civis dos EUA. "Mas, ganhe ou não o seu apoio, preciso da sua boa-vontade e dos seus conselhos. E caso eu vença, precisarei ainda mais."
Sobre o rival Obama, que tenta se tornar o primeiro negro a governar o país, McCain foi todo elogios.
"Não contem a ele que eu disse isso, mas ele é um sujeito impressionante em vários sentidos", disse McCain, sob aplausos. "O sucesso dele deve orgulhar os americanos, todos os americanos. É claro que eu espero que o sucesso dele não continue até tão longe quanto ele espera", brincou o republicano.
Essa declaração mostra que McCain entendeu que seria inútil, naquele ambiente, tentar atacar o político mais popular entre os negros dos EUA.
Pesquisa New York Times/CBS News divulgada na quarta-feira mostra que mais de 80 por cento dos eleitores negros têm uma opinião favorável sobre Obama.
Uma outra pesquisa divulgada nesta semana, da Universidade Quinnipiac, mostra que entre os negros Obama tem 94 por cento das intenções de voto, contra apenas 1 por cento para McCain.
McCain já havia sido convidado ao evento da NAACP no ano passado, mas recusou, segundo ele porque sua campanha a presidente naquela época estava quase desativada.
"Como vocês podem se lembrar, eu estava um pouco distraído na época lidando com aquilo que os jornalistas descreveram sem caridade como uma implosão na minha campanha", afirmou.
Reuters - Por Steve Holland
O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, elogiou na quarta-feira seu rival Barack Obama durante um discurso para líderes negros, mas apresentou várias propostas diferentes do democrata a respeito de impostos, gastos públicos e educação.
"Sou um candidato a presidente que busca o seu voto e espera consegui-lo", disse McCain à NAACP, a mais antiga e uma das mais influentes entre as entidades de direitos civis dos EUA. "Mas, ganhe ou não o seu apoio, preciso da sua boa-vontade e dos seus conselhos. E caso eu vença, precisarei ainda mais."
Sobre o rival Obama, que tenta se tornar o primeiro negro a governar o país, McCain foi todo elogios.
"Não contem a ele que eu disse isso, mas ele é um sujeito impressionante em vários sentidos", disse McCain, sob aplausos. "O sucesso dele deve orgulhar os americanos, todos os americanos. É claro que eu espero que o sucesso dele não continue até tão longe quanto ele espera", brincou o republicano.
Essa declaração mostra que McCain entendeu que seria inútil, naquele ambiente, tentar atacar o político mais popular entre os negros dos EUA.
Pesquisa New York Times/CBS News divulgada na quarta-feira mostra que mais de 80 por cento dos eleitores negros têm uma opinião favorável sobre Obama.
Uma outra pesquisa divulgada nesta semana, da Universidade Quinnipiac, mostra que entre os negros Obama tem 94 por cento das intenções de voto, contra apenas 1 por cento para McCain.
McCain já havia sido convidado ao evento da NAACP no ano passado, mas recusou, segundo ele porque sua campanha a presidente naquela época estava quase desativada.
"Como vocês podem se lembrar, eu estava um pouco distraído na época lidando com aquilo que os jornalistas descreveram sem caridade como uma implosão na minha campanha", afirmou.
Terça-feira, 15 de Julho de 2008
Se a eleição fosse hoje...
Obama 9 pontos à frente de McCain
AFP
O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, tem uma intenção de voto de 50% contra 41% de seu adversário republicano, John McCain, segundo pesquisa publicada nesta terça-feira pela Universidade de Quinnipiac.
O senador por Illinois (norte) obtém um apoio majoritário entre os eleitores negros, assim como entre as mulheres e os menores de 55 anos.
Por outro lado, o senador pelo Arizona (sudoeste) tem uma leve vantagem entre os eleitores e uma maioria entre os brancos, além de votantes com mais de 55 anos.
A pesquisa foi realizada entre 8 e 13 de julho num universo de 1.725 pessoas e uma margem de erro de 2,4%.
AFP
O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, tem uma intenção de voto de 50% contra 41% de seu adversário republicano, John McCain, segundo pesquisa publicada nesta terça-feira pela Universidade de Quinnipiac.
O senador por Illinois (norte) obtém um apoio majoritário entre os eleitores negros, assim como entre as mulheres e os menores de 55 anos.
Por outro lado, o senador pelo Arizona (sudoeste) tem uma leve vantagem entre os eleitores e uma maioria entre os brancos, além de votantes com mais de 55 anos.
A pesquisa foi realizada entre 8 e 13 de julho num universo de 1.725 pessoas e uma margem de erro de 2,4%.
Obama, o anti-racista
Obama diz que negros têm de assumir responsabilidade
Reuters - Por Caren Bohan
O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu na segunda-feira que os negros assumam a responsabilidade de melhorar suas próprias vidas, mantendo a mensagem dura que tem sido bastante criticada pelos afro-americanos.
Obama, que pode ser o primeiro negro a chegar à Presidência do país, foi alvo de críticas do líder do movimento pelos direitos civis Jesse Jackson, que afirmou na semana passada que Obama "fala aos negros como se fosse superior".
"Agora, eu sei que há quem diga que sou muito duro, falando de responsabilidade", disse Obama à Naacp, a mais antiga organização pelos direitos civis dos Estados Unidos. "Estou aqui para dizer que não vou parar de falar nisso".
Além de Jackson, outras pessoas criticaram Obama por abordar a questão dos pais ausentes em muitas famílias negras e pedir aos homens negros que se envolvam mais com suas famílias.
Ao citar isso, Obama costuma falar de sua própria experiência. Ele foi criado por uma mãe solteira, branca, e pelos avós, depois que o pai queniano foi embora quando Obama tinha dois anos.
Ele também fala às platéias negras que elas precisam passar mais tempo fazendo lição de casa com seus filhos e evitar que eles assistam muita televisão.
Obama, que concorre contra o republicano John McCain, abordou o assunto em um discurso feito numa igreja no dia dos pais (que ocorreu no mês passado nos Estados Unidos).
O discurso sobre responsabilidade, na Naacp, foi aplaudido de pé.
Mas, no mesmo discurso, Obama também enfatizou o que classifica como fracasso de Washington e de Wall Street em tratar com os problemas econômicos que afetam os negros, como a falta de saúde acessível, educação pública inadequada e desigualdade de renda.
"Temos de exigir mais responsabilidade de Washington. Temos de afastar aqueles interesses especiais e deixar que as vozes do povo americano ressoem", disse Obama. "Temos de exigir mais responsabilidade de Wall Street."
"Mas, vocês sabem, também temos de exigir responsabilidade de nós mesmos", acrescentou.
Jackson disse à CNN na semana passada que Obama dá "sermões" nas igrejas afro-americanas.
"Eu disse que isso parece que ele fala como se fosse superior aos negros. A mensagem moral deve ser mais ampla", disse Jackson.
Comentário do Minuto:
Qual a diferença entre Obama e o político negro brasileiro?
Obama não usa sua raça para se locupletar;
Obama não é racista!
Reuters - Por Caren Bohan
O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu na segunda-feira que os negros assumam a responsabilidade de melhorar suas próprias vidas, mantendo a mensagem dura que tem sido bastante criticada pelos afro-americanos.
Obama, que pode ser o primeiro negro a chegar à Presidência do país, foi alvo de críticas do líder do movimento pelos direitos civis Jesse Jackson, que afirmou na semana passada que Obama "fala aos negros como se fosse superior".
"Agora, eu sei que há quem diga que sou muito duro, falando de responsabilidade", disse Obama à Naacp, a mais antiga organização pelos direitos civis dos Estados Unidos. "Estou aqui para dizer que não vou parar de falar nisso".
Além de Jackson, outras pessoas criticaram Obama por abordar a questão dos pais ausentes em muitas famílias negras e pedir aos homens negros que se envolvam mais com suas famílias.
Ao citar isso, Obama costuma falar de sua própria experiência. Ele foi criado por uma mãe solteira, branca, e pelos avós, depois que o pai queniano foi embora quando Obama tinha dois anos.
Ele também fala às platéias negras que elas precisam passar mais tempo fazendo lição de casa com seus filhos e evitar que eles assistam muita televisão.
Obama, que concorre contra o republicano John McCain, abordou o assunto em um discurso feito numa igreja no dia dos pais (que ocorreu no mês passado nos Estados Unidos).
O discurso sobre responsabilidade, na Naacp, foi aplaudido de pé.
Mas, no mesmo discurso, Obama também enfatizou o que classifica como fracasso de Washington e de Wall Street em tratar com os problemas econômicos que afetam os negros, como a falta de saúde acessível, educação pública inadequada e desigualdade de renda.
"Temos de exigir mais responsabilidade de Washington. Temos de afastar aqueles interesses especiais e deixar que as vozes do povo americano ressoem", disse Obama. "Temos de exigir mais responsabilidade de Wall Street."
"Mas, vocês sabem, também temos de exigir responsabilidade de nós mesmos", acrescentou.
Jackson disse à CNN na semana passada que Obama dá "sermões" nas igrejas afro-americanas.
"Eu disse que isso parece que ele fala como se fosse superior aos negros. A mensagem moral deve ser mais ampla", disse Jackson.
Comentário do Minuto:
Qual a diferença entre Obama e o político negro brasileiro?
Obama não usa sua raça para se locupletar;
Obama não é racista!
Segunda-feira, 14 de Julho de 2008
Quem tem vínculos financeiros com Dantas?
Garibaldi diz não acreditar em impeachment de Mendes
AGÊNCIA ESTADO
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), previu hoje que a iniciativa de procuradores da República de pedirem o impeachment do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, dificilmente terá efeito se não chegar à Casa devidamente amparado por provas de que o ministro cometeu crime de responsabilidade. "Acho difícil, porque a lei (do impeachment) é a mesma que processa o presidente da República e tem o seu alcance no crime de responsabilidade", disse. "E o que está sendo discutido é uma decisão judicial, não é nenhum crime."
Para o senador, o quadro só mudaria se a pedido do impeachment chegasse ao Senado com "documentos, que traga alguma referência, alguma consistência, com relação ao crime de responsabilidade". Por ora, Garibaldi acredita que só existe especulação em relação à intenção dos procuradores. "Essa notícia não se confirmou, não foi dada entrada ainda a nenhum documento desta natureza", informou. "Não sei se os procuradores confirmam a notícia que está sendo veiculada, de modo que há apenas especulação, uma mera especulação de que o Senado receberia isso."
O presidente do STF foi o autor da decisão que soltou os 22 presos na Operação Satiagraha, da Polícia Federal (PF). Entre os libertados, estão o megainvestidor Naji Nahas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas. Mendes argumentou "parâmetros exclusivamente técnicos", com base na jurisprudência do STF e na Constituição, para libertar os presos.
Comentário do Minuto:
Pode sofrer impeachment sim, basta quebrar sigilos bancários e telefônicos. Caso haja vínculos financeiros, eis o motivo para o impeachment.
Deveria também quebrar os sigilos dos senadores e deputados para ver quem tem vínculos com o senhor Daniel Dantas. E por que não, também, do presidente da República e sua corte?
Se isso acontecer, não cairão apenas meia dúzia...
AGÊNCIA ESTADO
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), previu hoje que a iniciativa de procuradores da República de pedirem o impeachment do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, dificilmente terá efeito se não chegar à Casa devidamente amparado por provas de que o ministro cometeu crime de responsabilidade. "Acho difícil, porque a lei (do impeachment) é a mesma que processa o presidente da República e tem o seu alcance no crime de responsabilidade", disse. "E o que está sendo discutido é uma decisão judicial, não é nenhum crime."
Para o senador, o quadro só mudaria se a pedido do impeachment chegasse ao Senado com "documentos, que traga alguma referência, alguma consistência, com relação ao crime de responsabilidade". Por ora, Garibaldi acredita que só existe especulação em relação à intenção dos procuradores. "Essa notícia não se confirmou, não foi dada entrada ainda a nenhum documento desta natureza", informou. "Não sei se os procuradores confirmam a notícia que está sendo veiculada, de modo que há apenas especulação, uma mera especulação de que o Senado receberia isso."
O presidente do STF foi o autor da decisão que soltou os 22 presos na Operação Satiagraha, da Polícia Federal (PF). Entre os libertados, estão o megainvestidor Naji Nahas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas. Mendes argumentou "parâmetros exclusivamente técnicos", com base na jurisprudência do STF e na Constituição, para libertar os presos.
Comentário do Minuto:
Pode sofrer impeachment sim, basta quebrar sigilos bancários e telefônicos. Caso haja vínculos financeiros, eis o motivo para o impeachment.
Deveria também quebrar os sigilos dos senadores e deputados para ver quem tem vínculos com o senhor Daniel Dantas. E por que não, também, do presidente da República e sua corte?
Se isso acontecer, não cairão apenas meia dúzia...
Do blog da Adriana Vandoni
Quanto vale um banner no Paraíba.com?
De Adriana Vandoni
O Senado Federal fechou um contrato de um ano no valor de R$48.000 mensais para colocar um banner de divulgação no site paraiba.com.br. O objeto do contrato é: "Disponibilização de banner promocional com a marca do Senado Federal com o link direto para a sua página na web - http://www.paraiba.com.br/, durante 12 (doze) meses consecutivos." (veja o contrato aqui).
Mas o bacaninha mesmo é a descoberta do blog de aluguel. Segundo ele, os domínios registrados pela empresa proprietária do paraiba.com.br, incluem, dentre outros, o site do senador Efraim Moraes (DEM/PB).
Domínio: paraiba.com.br
Entidade: Era Digital Internet Graphics LTDAdocumento: 003.701.973/0001-46
Responsável: Henrique Cirnedomínio: efraimmorais.com.br
Entidade: Era Digital Internet Graphics LTDA
Documento: 003.701.973/0001-46
Responsável: Henrique Cirne
Ah, o senador Efraim é aquele que quer criar cargos sem concurso público para alegrar cabo eleitoral
De Adriana Vandoni
O Senado Federal fechou um contrato de um ano no valor de R$48.000 mensais para colocar um banner de divulgação no site paraiba.com.br. O objeto do contrato é: "Disponibilização de banner promocional com a marca do Senado Federal com o link direto para a sua página na web - http://www.paraiba.com.br/, durante 12 (doze) meses consecutivos." (veja o contrato aqui).
Mas o bacaninha mesmo é a descoberta do blog de aluguel. Segundo ele, os domínios registrados pela empresa proprietária do paraiba.com.br, incluem, dentre outros, o site do senador Efraim Moraes (DEM/PB).
Domínio: paraiba.com.br
Entidade: Era Digital Internet Graphics LTDAdocumento: 003.701.973/0001-46
Responsável: Henrique Cirnedomínio: efraimmorais.com.br
Entidade: Era Digital Internet Graphics LTDA
Documento: 003.701.973/0001-46
Responsável: Henrique Cirne
Ah, o senador Efraim é aquele que quer criar cargos sem concurso público para alegrar cabo eleitoral
Petistas, sem limites quando o tema é corrupção
PF diz que Greenhalgh recebeu R$650 mil de Dantas
Do jornal O Estado de São Paulo
"Há indícios de que esses valores sejam, na verdade, proventos do crime"
O advogado e ex-deputado do PT Luiz Eduardo Greenhalgh teria recebido R$650 mil que a Polícia Federal relaciona ao grupo do sócio-fundador do Opportunity, Daniel Dantas. Em conversa interceptada às 12h13 do dia 4 de abril, o petista discute com um homem identificado como Carlos Amarante como investir seu dinheiro. Em seguida, ele revela, segundo os federais, que recebeu "honorários de R$650 mil". Amarante fornece uma conta no HBS Pactual para que a quantia seja depositada. "Há indícios de que esses valores sejam, na verdade, proventos do crime", afirma o relatório da operação Satiagraha assinado pelo delegado Protógenes Queiroz.
As interceptações feitas pela PF mostram que, desde dezembro de 2007, pelo menos, Greenhalgh já fazia lobby para Dantas dentro do governo federal e de outras administrações petistas, como o governo estadual do Pará. No dia 12 de dezembro, o banqueiro conversa com sua irmã Verônica Dantas sobre possíveis ações contra o Opportunity. No diálogo, eles revelam que o petista contou a Guilherme Henrique Sodré, o Guiga, sócio da empresa GLT Comunicações, que "estão armando contra".
Na conversa, Dantas e Verônica demonstram confiar nas informações do advogado. Eles chamam Greenhalgh pelo seu codinome no grupo, segundo a PF: Gomes. De acordo com Dantas, "Gomes não é alarmista". Além de Greenhalgh, outro ex-deputado do PT, Sigmaringa Seixas, também foi mobilizado para ajudar o banqueiro. É o que provam, aponta a PF, as conversas entre os dois petistas.
Comentário do Minuto:
A cada dia os petistas provam que para eles não há limites, quando se trata de corrupção.
Do jornal O Estado de São Paulo
"Há indícios de que esses valores sejam, na verdade, proventos do crime"
O advogado e ex-deputado do PT Luiz Eduardo Greenhalgh teria recebido R$650 mil que a Polícia Federal relaciona ao grupo do sócio-fundador do Opportunity, Daniel Dantas. Em conversa interceptada às 12h13 do dia 4 de abril, o petista discute com um homem identificado como Carlos Amarante como investir seu dinheiro. Em seguida, ele revela, segundo os federais, que recebeu "honorários de R$650 mil". Amarante fornece uma conta no HBS Pactual para que a quantia seja depositada. "Há indícios de que esses valores sejam, na verdade, proventos do crime", afirma o relatório da operação Satiagraha assinado pelo delegado Protógenes Queiroz.
As interceptações feitas pela PF mostram que, desde dezembro de 2007, pelo menos, Greenhalgh já fazia lobby para Dantas dentro do governo federal e de outras administrações petistas, como o governo estadual do Pará. No dia 12 de dezembro, o banqueiro conversa com sua irmã Verônica Dantas sobre possíveis ações contra o Opportunity. No diálogo, eles revelam que o petista contou a Guilherme Henrique Sodré, o Guiga, sócio da empresa GLT Comunicações, que "estão armando contra".
Na conversa, Dantas e Verônica demonstram confiar nas informações do advogado. Eles chamam Greenhalgh pelo seu codinome no grupo, segundo a PF: Gomes. De acordo com Dantas, "Gomes não é alarmista". Além de Greenhalgh, outro ex-deputado do PT, Sigmaringa Seixas, também foi mobilizado para ajudar o banqueiro. É o que provam, aponta a PF, as conversas entre os dois petistas.
Comentário do Minuto:
A cada dia os petistas provam que para eles não há limites, quando se trata de corrupção.
Não contem comigo pra isso!
Manicômio judiciário
Adriana Vandoni
Mais do que nunca as últimas semanas foram de debates quanto à participação do ministro Gilmar Mendes na prisão e soltura do banqueiro Daniel Dantas. Escrevi artigo dizendo que Gilmar Mendes havia respondido exatamente às expectativas que tinha em sua atuação na presidência do STF. Claro que fui bombardeada de perguntas e pedidos de esclarecimentos, pois bem, explico agora.
Em setembro de 2007 fiquei espantada ao ver o ministro em sua cidade, Diamantino/MT, durante um evento político para o anúncio da instalação de um grande frigorífico na cidade. O grupo Bertin, um dos maiores do país, decidiu investir em Diamantino, onde o irmão do ministro é prefeito. Tudo ótimo, mas o que chamou a atenção foi Gilmar Mendes participar do palanque e ser agradecido por todas as autoridades como o responsável por levar o grupo Bertin a investir lá. Todos sabem o que envolve uma negociação dessas. Uma indústria não decide investir em um local sem que haja benefícios e vantagens. Óbvio! A frase de Blairo Maggi, governador de Mato Grosso, expôs a delicadeza entre as funções: "Gilmar Mendes vale por todos os deputados e senadores de Mato Grosso" e acompanhado pelo deputado federal Wellington Fagundes (PR) que disse: "O ministro Gilmar tem usado o seu prestígio para beneficiar Mato Grosso".
Êpa, êpa, êpa! Muita calma nessa hora, como dizia Juvenal Antena. O desempenho de um representante da mais alta corte da Justiça no país ser comparado ao desempenho da bancada legislativa ou ao desempenho de um lobista???
Para aumentar ou confirmar ainda mais meu estarrecimento pelo comportamento do ministro, assim que meu artigo comentando este fato foi publicado, recebi o telefonema de um alto comissário do PSDB:
- Gostei do seu artigo, só tem uma coisa, você pode ter batido no futuro candidato ao governo de Mato Grosso pelo PSDB.
Êpa, êpa, êpa! Muita calma nessa hora! E eu com isso? Esta fala consolidou minha prevenção quanto ao comportamento do ministro Gilmar. Ora, da mesma forma que me irritava e criticava o então ministro do STF Nelson Jobim decidir orientado pelas suas aspirações políticas e movido pelos encantos do PT, não poderia jamais achar que deveria aceitar atitudes de Gilmar Mendes.
Por quê? Porque ele é de Mato Grosso? Ora, isso seria provincianismo demasiado. Fechar os olhos para atitudes que considero reprováveis em função do estado em que nasceu? Não contem comigo pra isso .
Porque ele pode vir a ser o candidato ao governo de MT pelo PSDB? Sem chance de me verem compactuando com atitudes discutíveis movida por ficha de filiação. Mais uma vez, tô fora! E pior, caso haja suspeita de que julga orientado por futuros projetos políticos o compromete ainda mais.
Ele tem qualidades? Claro que tem, do contrário não seria o presidente do STF. Mas isso não o transforma em algo acima de críticas e acima das Leis. Suas qualidades não me impedem de cobrar um mínimo de bom senso, de razoabilidade.
O nome deste artigo é uma homenagem ao presidente do STF, Gilmar Mendes, que em 2001, contrariado com o Supremo Tribunal Federal o classificou de "manicômio judiciário". Hoje eu concordo com ele.
Site: www.adrianavandoni.com.br
Adriana Vandoni
Mais do que nunca as últimas semanas foram de debates quanto à participação do ministro Gilmar Mendes na prisão e soltura do banqueiro Daniel Dantas. Escrevi artigo dizendo que Gilmar Mendes havia respondido exatamente às expectativas que tinha em sua atuação na presidência do STF. Claro que fui bombardeada de perguntas e pedidos de esclarecimentos, pois bem, explico agora.
Em setembro de 2007 fiquei espantada ao ver o ministro em sua cidade, Diamantino/MT, durante um evento político para o anúncio da instalação de um grande frigorífico na cidade. O grupo Bertin, um dos maiores do país, decidiu investir em Diamantino, onde o irmão do ministro é prefeito. Tudo ótimo, mas o que chamou a atenção foi Gilmar Mendes participar do palanque e ser agradecido por todas as autoridades como o responsável por levar o grupo Bertin a investir lá. Todos sabem o que envolve uma negociação dessas. Uma indústria não decide investir em um local sem que haja benefícios e vantagens. Óbvio! A frase de Blairo Maggi, governador de Mato Grosso, expôs a delicadeza entre as funções: "Gilmar Mendes vale por todos os deputados e senadores de Mato Grosso" e acompanhado pelo deputado federal Wellington Fagundes (PR) que disse: "O ministro Gilmar tem usado o seu prestígio para beneficiar Mato Grosso".
Êpa, êpa, êpa! Muita calma nessa hora, como dizia Juvenal Antena. O desempenho de um representante da mais alta corte da Justiça no país ser comparado ao desempenho da bancada legislativa ou ao desempenho de um lobista???
Para aumentar ou confirmar ainda mais meu estarrecimento pelo comportamento do ministro, assim que meu artigo comentando este fato foi publicado, recebi o telefonema de um alto comissário do PSDB:
- Gostei do seu artigo, só tem uma coisa, você pode ter batido no futuro candidato ao governo de Mato Grosso pelo PSDB.
Êpa, êpa, êpa! Muita calma nessa hora! E eu com isso? Esta fala consolidou minha prevenção quanto ao comportamento do ministro Gilmar. Ora, da mesma forma que me irritava e criticava o então ministro do STF Nelson Jobim decidir orientado pelas suas aspirações políticas e movido pelos encantos do PT, não poderia jamais achar que deveria aceitar atitudes de Gilmar Mendes.
Por quê? Porque ele é de Mato Grosso? Ora, isso seria provincianismo demasiado. Fechar os olhos para atitudes que considero reprováveis em função do estado em que nasceu? Não contem comigo pra isso .
Porque ele pode vir a ser o candidato ao governo de MT pelo PSDB? Sem chance de me verem compactuando com atitudes discutíveis movida por ficha de filiação. Mais uma vez, tô fora! E pior, caso haja suspeita de que julga orientado por futuros projetos políticos o compromete ainda mais.
Ele tem qualidades? Claro que tem, do contrário não seria o presidente do STF. Mas isso não o transforma em algo acima de críticas e acima das Leis. Suas qualidades não me impedem de cobrar um mínimo de bom senso, de razoabilidade.
O nome deste artigo é uma homenagem ao presidente do STF, Gilmar Mendes, que em 2001, contrariado com o Supremo Tribunal Federal o classificou de "manicômio judiciário". Hoje eu concordo com ele.
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Sexta-feira, 11 de Julho de 2008
De João em João o Brasil vai se exterminando
Os Joãos do Brasil
Por Adriana Vandoni
Em fevereiro de 2007, quando o menino João Hélio foi arrastado até a morte pelas ruas do Rio de Janeiro, me perguntei quantos Joãos o Brasil ainda ia ver morrer pela ineficiência dos governos que desperta e descontrola a brutalidade humana.
Quem matou mais este João foi novamente a ineficiência dos governos que concede a homens despreparados, mal remunerados e que vivem a violência desenfreada das cidades do Brasil, o direito de matar.
Os que executaram o crime são bandidos, assassinos bárbaros, policiais estúpidos, mas quem os armou e os colocou nas ruas com a outorga de matar é o mandante do crime, e como tal deveria responder. Mas responder a quem? Ao poder público? Que poder? Só existe o poder da propina que neste país compra até caráter.
O comandante do 6º BPM, de onde os policiais que mataram o menino faziam parte, tenente-coronel Loury, disse que "os PMs reconheceram que houve uma merda muito grande". O Brasil está submerso nesta muito grande merda que agentes públicos fazem. O governador do Rio, Sérgio Cabral, demitiu o elo fraco deste horror, demitiu o policial que é jogado nesta profissão sem treinamento algum, sem preparo para exercer a função que o Estado lhe confere. Quem foi que deixou os policiais armados andando pelas ruas?
Em menos de 15 dias, este foi o quarto caso em que o despreparo dos soldados, admitido pelo próprio secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, custou uma vida. Admite e nada faz? De nada adianta admitir se ele não vai conseguir trazer de volta os Joãos que morrem por falta de investimento em qualificação. E onde está o recurso que seria destinado ao treinamento dos policiais?
Quantos Joãos o Brasil já perdeu por falta de uma polícia bem treinada, bem remunerada e bem equipada? E os 113 Joãos do Pará que já morreram em menos de dois meses por falta de investimento nos hospitais? Aquilo é o quê? A governadora Ana Júlia Carepa criou o seu Carandiru neonatal.
De João em João o Brasil está exterminando seu futuro, assassinado pelo próprio poder público. Pena que propina alguma traga de volta os Joãos do Brasil.
Site: www.adrianavandoni.com.br
Por Adriana Vandoni
Em fevereiro de 2007, quando o menino João Hélio foi arrastado até a morte pelas ruas do Rio de Janeiro, me perguntei quantos Joãos o Brasil ainda ia ver morrer pela ineficiência dos governos que desperta e descontrola a brutalidade humana.
Quem matou mais este João foi novamente a ineficiência dos governos que concede a homens despreparados, mal remunerados e que vivem a violência desenfreada das cidades do Brasil, o direito de matar.
Os que executaram o crime são bandidos, assassinos bárbaros, policiais estúpidos, mas quem os armou e os colocou nas ruas com a outorga de matar é o mandante do crime, e como tal deveria responder. Mas responder a quem? Ao poder público? Que poder? Só existe o poder da propina que neste país compra até caráter.
O comandante do 6º BPM, de onde os policiais que mataram o menino faziam parte, tenente-coronel Loury, disse que "os PMs reconheceram que houve uma merda muito grande". O Brasil está submerso nesta muito grande merda que agentes públicos fazem. O governador do Rio, Sérgio Cabral, demitiu o elo fraco deste horror, demitiu o policial que é jogado nesta profissão sem treinamento algum, sem preparo para exercer a função que o Estado lhe confere. Quem foi que deixou os policiais armados andando pelas ruas?
Em menos de 15 dias, este foi o quarto caso em que o despreparo dos soldados, admitido pelo próprio secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, custou uma vida. Admite e nada faz? De nada adianta admitir se ele não vai conseguir trazer de volta os Joãos que morrem por falta de investimento em qualificação. E onde está o recurso que seria destinado ao treinamento dos policiais?
Quantos Joãos o Brasil já perdeu por falta de uma polícia bem treinada, bem remunerada e bem equipada? E os 113 Joãos do Pará que já morreram em menos de dois meses por falta de investimento nos hospitais? Aquilo é o quê? A governadora Ana Júlia Carepa criou o seu Carandiru neonatal.
De João em João o Brasil está exterminando seu futuro, assassinado pelo próprio poder público. Pena que propina alguma traga de volta os Joãos do Brasil.
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Quinta-feira, 10 de Julho de 2008
A Justiça Brasileira na crônica da Adriana
Atendendo às expectativas
Por Adriana Vandoni
Bravo!!! Em menos de uma semana o ministro Gilmar Mendes comprovou toda a expectativa que tinha na sua gestão à frente do Supremo Tribunal Federal. E essa expectativa vem desde o dia que o vi subir em um palanque em Mato Grosso e ser elogiado por políticos por ter "usado seu prestígio para beneficiar Mato Grosso, apesar de não ser nem executivo nem legislativo". Perceba, o atual presidente do STF usou o seu prestígio, segundo disseram políticos, para instalar uma empresa do grupo Bertin na cidade em que seu irmão é prefeito. E se essa empresa ainda tem processos que tramitam no STF?
Mas, voltando ao meu raciocínio inicial, primeiro Gilmar Mendes condenou a publicação dos nomes de candidatos que respondem a processos por temer "graves injustiças" e chamou isso de "populismo de índole jurídica".
Fiquei me perguntando o que seria exatamente este "populismo de índole jurídica" que tanto o ministro tem "horror". Seria juízes subirem em palanques junto a políticos? Não sei. Acredito que sim. Até entendo que há de se ter parcimônia ao divulgar os nomes dos processados, mas qual seria a opinião do ministro sobre o "populismo de índole política"? Mendes falou demais e acabou adiantando a sentença de todos os julgamentos, que certamente chegarão até ele, das candidaturas que estão sendo barradas pelos TREs. O ministro enviou um recado claro aos Tribunais Regionais Eleitorais: não adianta vocês barrarem registros de candidaturas, otários, eu vou liberar todos, afinal, isso é "populismo de índole jurídica".
O ministro parece se esquecer que sua função precípua à frente do Supremo Tribunal Federal é zelar pelo texto da Constituição Federal e nele consta no Art. 14. § 9º que os casos de inelegibilidade têm o objetivo de "proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato, considerada vida pregressa do candidato". Isso é "populismo de índole jurídica", ministro? Ou norma Constitucional que deve pelo senhor ser preservada, resguardada e garantida?
Esta semana Gilmar Mendes voltou a reafirmar minhas expectativas ao criticar a ação da polícia federal que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, o especulador Naji Nahas e mais duas dezenas de pessoas envolvidas em crime financeiro, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, etc, além de tentar subornar um delegado federal. Para o Ministro Gilmar Mendes a ação da PF foi uma "espetacularização" das prisões com "uso de algema abusivo".
Daniel Dantas tentou comprar um delegado para que ele tirasse seu nome das investigações. O delegado não aceitou um milhão de dólares (quantos agora não se perguntam se ele deveria ter aceito?), denunciou a tentativa de suborno e, com a autorização da Justiça, gravou toda a operação. Mas isso deve fazer parte do tal do "populismo de índole jurídica" e o ministro Gilmar Mendes, na literal calada da noite, concedeu habeas corpus a Daniel Dantas. Para Mendes não interessa esse detalhe de tentativa de suborno e o fato claro de que o investigado pode interferir nas investigações tentando subornar, aliciar, ou fazer umas ligações para dar fim a possíveis provas existentes em paraísos fiscais. O ministro alegou que Dantas não vai interferir porque a Polícia Federal já reuniu todas as provas de que precisava durante a ação. Será? Como o ministro chegou a essa conclusão?
Neste ato Gilmar Mendes desmoralizou a Polícia Federal e o Ministério Público. Isto é o quê? "Populismo de índole jurídica", "populismo de índole política" ou "populismo sem índole"?
Em uma das gravações feitas pela Polícia Federal da tentativa de suborno, o encarregado de Dantas disse ao delegado que "a preocupação de Daniel Dantas seria apenas com o processo na primeira instância, uma vez que, no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal, ele resolveria tudo com facilidade".
O ministro Gilmar Mendes provou que Daniel Dantas sabe das coisas.
Site: www.adrianavandoni.com.br
Por Adriana Vandoni
Bravo!!! Em menos de uma semana o ministro Gilmar Mendes comprovou toda a expectativa que tinha na sua gestão à frente do Supremo Tribunal Federal. E essa expectativa vem desde o dia que o vi subir em um palanque em Mato Grosso e ser elogiado por políticos por ter "usado seu prestígio para beneficiar Mato Grosso, apesar de não ser nem executivo nem legislativo". Perceba, o atual presidente do STF usou o seu prestígio, segundo disseram políticos, para instalar uma empresa do grupo Bertin na cidade em que seu irmão é prefeito. E se essa empresa ainda tem processos que tramitam no STF?
Mas, voltando ao meu raciocínio inicial, primeiro Gilmar Mendes condenou a publicação dos nomes de candidatos que respondem a processos por temer "graves injustiças" e chamou isso de "populismo de índole jurídica".
Fiquei me perguntando o que seria exatamente este "populismo de índole jurídica" que tanto o ministro tem "horror". Seria juízes subirem em palanques junto a políticos? Não sei. Acredito que sim. Até entendo que há de se ter parcimônia ao divulgar os nomes dos processados, mas qual seria a opinião do ministro sobre o "populismo de índole política"? Mendes falou demais e acabou adiantando a sentença de todos os julgamentos, que certamente chegarão até ele, das candidaturas que estão sendo barradas pelos TREs. O ministro enviou um recado claro aos Tribunais Regionais Eleitorais: não adianta vocês barrarem registros de candidaturas, otários, eu vou liberar todos, afinal, isso é "populismo de índole jurídica".
O ministro parece se esquecer que sua função precípua à frente do Supremo Tribunal Federal é zelar pelo texto da Constituição Federal e nele consta no Art. 14. § 9º que os casos de inelegibilidade têm o objetivo de "proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato, considerada vida pregressa do candidato". Isso é "populismo de índole jurídica", ministro? Ou norma Constitucional que deve pelo senhor ser preservada, resguardada e garantida?
Esta semana Gilmar Mendes voltou a reafirmar minhas expectativas ao criticar a ação da polícia federal que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, o especulador Naji Nahas e mais duas dezenas de pessoas envolvidas em crime financeiro, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, etc, além de tentar subornar um delegado federal. Para o Ministro Gilmar Mendes a ação da PF foi uma "espetacularização" das prisões com "uso de algema abusivo".
Daniel Dantas tentou comprar um delegado para que ele tirasse seu nome das investigações. O delegado não aceitou um milhão de dólares (quantos agora não se perguntam se ele deveria ter aceito?), denunciou a tentativa de suborno e, com a autorização da Justiça, gravou toda a operação. Mas isso deve fazer parte do tal do "populismo de índole jurídica" e o ministro Gilmar Mendes, na literal calada da noite, concedeu habeas corpus a Daniel Dantas. Para Mendes não interessa esse detalhe de tentativa de suborno e o fato claro de que o investigado pode interferir nas investigações tentando subornar, aliciar, ou fazer umas ligações para dar fim a possíveis provas existentes em paraísos fiscais. O ministro alegou que Dantas não vai interferir porque a Polícia Federal já reuniu todas as provas de que precisava durante a ação. Será? Como o ministro chegou a essa conclusão?
Neste ato Gilmar Mendes desmoralizou a Polícia Federal e o Ministério Público. Isto é o quê? "Populismo de índole jurídica", "populismo de índole política" ou "populismo sem índole"?
Em uma das gravações feitas pela Polícia Federal da tentativa de suborno, o encarregado de Dantas disse ao delegado que "a preocupação de Daniel Dantas seria apenas com o processo na primeira instância, uma vez que, no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal, ele resolveria tudo com facilidade".
O ministro Gilmar Mendes provou que Daniel Dantas sabe das coisas.
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Quarta-feira, 9 de Julho de 2008
Como esperado...
STF manda soltar Daniel Dantas
AGÊNCIA ESTADO
O STF mandou soltar Daniel Dantas, preso pela Polícia Federal na terça-feira, 8, durante a Operação Satiagraha. A irmã de Dantas, Verônica Dantas, e mais nove pessoas que haviam sido presas na operação também foram soltas.
No início da noite desta quarta-feira, 9, a Justiça de São Paulo encaminhou ao presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, as informações que basearam o pedido de prisão do sócio fundador do Banco Opportunity e de sua irmã Verônica Dantas. Dantas e a irmã foram presos pela PF na operação Satiagraha. Eles haviam entrado com habeas-corpus preventivo em junho, com receio de que fossem alvos de uma ação da Polícia Federal. Com a prisão, os advogados pediram que o Supremo os libertasse imediatamente.
Comentário do Minuto:
A legislação do Brasil protege os ricos e os poderosos.
Exatamente por este motivo, Luiz Inácio Lula da Silva, Palocci, Zé Dirceu, Silvinho Pereira, José Genoíno, Lulinha Telemar, etc, etc, etc, estão soltos.
AGÊNCIA ESTADO
O STF mandou soltar Daniel Dantas, preso pela Polícia Federal na terça-feira, 8, durante a Operação Satiagraha. A irmã de Dantas, Verônica Dantas, e mais nove pessoas que haviam sido presas na operação também foram soltas.
No início da noite desta quarta-feira, 9, a Justiça de São Paulo encaminhou ao presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, as informações que basearam o pedido de prisão do sócio fundador do Banco Opportunity e de sua irmã Verônica Dantas. Dantas e a irmã foram presos pela PF na operação Satiagraha. Eles haviam entrado com habeas-corpus preventivo em junho, com receio de que fossem alvos de uma ação da Polícia Federal. Com a prisão, os advogados pediram que o Supremo os libertasse imediatamente.
Comentário do Minuto:
A legislação do Brasil protege os ricos e os poderosos.
Exatamente por este motivo, Luiz Inácio Lula da Silva, Palocci, Zé Dirceu, Silvinho Pereira, José Genoíno, Lulinha Telemar, etc, etc, etc, estão soltos.
A Popularidade de Chávez na Colômbia
Resgate de reféns fez bem à imagem de Uribe, Betancourt e militares
Com agências internacionais
O Instituto Gallup realizou sondagem de popularidade na Colômbia, antes e depois do resgate no dia 2 de julho deste mês, dos 15 reféns, entre os quais 3 americanos e a franco-colombiana e ex-candidata a presidente, Ingrid Betancourt.
As sondagens se deram, antes do resgate, nos dias 27 a 29 de junho e, depois do resgate, nos dias 3 e 4 de julho.
Vejamos, pois, as popularidades das diversas personalidades e o ANTES e DEPOIS do resgate:
Popularidade:
ÁLVARO URIBE, presidente da Colômbia, Antes, 76% - Depois, 85%
INGRID BETANCOURT, ex-refém, Antes, 60% - Depois, 83%
FRANCISCO SANTOS, vice-presidente, Antes, 47% - Depois, 60%
JUAN MANUEL SANTOS, ministro da defesa, Antes, 53% - Depois, 70%
FERNANDO ARAÚJO, chanceler, Antes, 43% - Depois, 57%
HUGO CHÁVEZ, presidente da Venezuela, Depois do resgate, 8%
RAFAEL CORREA, presidente do Equador, Depois do resgate, 7%
Rejeição:
PIEDAD CÓRDOBA, senadora do Partido Liberal e opositora a Uribe, Antes, 74% de rejeição, - Depois, 76%
HUGO CHÁVEZ, Depois do resgate, 85% de rejeição
Rafael Correa, Depois do resgate, 83% de rejeição
O resgate também elevou o otimismo dos colombianos ao ponto mais alto registrado pelas pesquisas recentemente.
Antes do resgate só 49% dos colombianos pensavam que as coisas estavam melhorando, mas agora o número subiu para 73%, diz a pesquisa.
A pesquisa foi realizada com uma amstra de 1.000 eleitores das cidades de Bogotá, Medellín, Cali e Barranquilla, com uma margem de erro de 3%.
Com agências internacionais
O Instituto Gallup realizou sondagem de popularidade na Colômbia, antes e depois do resgate no dia 2 de julho deste mês, dos 15 reféns, entre os quais 3 americanos e a franco-colombiana e ex-candidata a presidente, Ingrid Betancourt.
As sondagens se deram, antes do resgate, nos dias 27 a 29 de junho e, depois do resgate, nos dias 3 e 4 de julho.
Vejamos, pois, as popularidades das diversas personalidades e o ANTES e DEPOIS do resgate:
Popularidade:
ÁLVARO URIBE, presidente da Colômbia, Antes, 76% - Depois, 85%
INGRID BETANCOURT, ex-refém, Antes, 60% - Depois, 83%
FRANCISCO SANTOS, vice-presidente, Antes, 47% - Depois, 60%
JUAN MANUEL SANTOS, ministro da defesa, Antes, 53% - Depois, 70%
FERNANDO ARAÚJO, chanceler, Antes, 43% - Depois, 57%
HUGO CHÁVEZ, presidente da Venezuela, Depois do resgate, 8%
RAFAEL CORREA, presidente do Equador, Depois do resgate, 7%
Rejeição:
PIEDAD CÓRDOBA, senadora do Partido Liberal e opositora a Uribe, Antes, 74% de rejeição, - Depois, 76%
HUGO CHÁVEZ, Depois do resgate, 85% de rejeição
Rafael Correa, Depois do resgate, 83% de rejeição
O resgate também elevou o otimismo dos colombianos ao ponto mais alto registrado pelas pesquisas recentemente.
Antes do resgate só 49% dos colombianos pensavam que as coisas estavam melhorando, mas agora o número subiu para 73%, diz a pesquisa.
A pesquisa foi realizada com uma amstra de 1.000 eleitores das cidades de Bogotá, Medellín, Cali e Barranquilla, com uma margem de erro de 3%.
Lugar de corrupto é na cadeia
STF não concede liminar para libertar Dantas
AGÊNCIA ESTADO
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, não concedeu liminar para libertar o sócio-fundador do Opportunity, Daniel Dantas, preso ontem pela Polícia Federal na Operação Satiagraha. Mendes, porém, atendeu uma parte do pedido feito pelos advogados de Dantas para que tenham acesso aos autos do inquérito. Na decisão, o presidente do STF pede informações à Justiça de São Paulo sobre as razões do pedido de prisão.
Além de Dantas, estão presos desde ontem o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas, em decorrência da Operação Satiagraha, deflagrada na seqüência de investigação sobre suposto esquema de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro.
Comentário do Minuto:
Vão ganhar uns dias mais de cana. No máximo só alguns dias. No Brasil, se corrupto fosse preso, desde os que assumem aos que não assumem, só os de Brasília ocupariam as vagas de todos os presídos do país.
AGÊNCIA ESTADO
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, não concedeu liminar para libertar o sócio-fundador do Opportunity, Daniel Dantas, preso ontem pela Polícia Federal na Operação Satiagraha. Mendes, porém, atendeu uma parte do pedido feito pelos advogados de Dantas para que tenham acesso aos autos do inquérito. Na decisão, o presidente do STF pede informações à Justiça de São Paulo sobre as razões do pedido de prisão.
Além de Dantas, estão presos desde ontem o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas, em decorrência da Operação Satiagraha, deflagrada na seqüência de investigação sobre suposto esquema de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro.
Comentário do Minuto:
Vão ganhar uns dias mais de cana. No máximo só alguns dias. No Brasil, se corrupto fosse preso, desde os que assumem aos que não assumem, só os de Brasília ocupariam as vagas de todos os presídos do país.
Terça-feira, 8 de Julho de 2008
Dantas abastecia o Mensalão
Serraglio citou Dantas em relatório de CPI
AGÊNCIA ESTADO
O deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios no Congresso, disse que ficou surpreso com a prisão de Daniel Dantas, sócio-fundador do Grupo Opportunity, durante a Operação Satiagraha, deflagrada hoje pela Polícia Federal. Serraglio afirmou que no relatório final da CPI já incluiu elementos que indicavam supostas irregularidades cometidas por Dantas dentro do chamado esquema do valerioduto - repasses de recursos a parlamentares e integrantes do governo e de empresas privadas em troca da liberação de recursos federais - montado pelo empresário Marcos Valério de Souza.
"Não esperava que ele fosse preso pela sua importância, mas o Ministério Público e a Polícia Federal são distantes desses embates políticos que muitas vezes envolveram Daniel Dantas. Para eles, é doa a quem doer, mesmo que seja uma pessoa como Daniel Dantas", disse. "Na CPI, já tínhamos verificado vários elementos que indicavam seu envolvimento com o valerioduto. O Ministério Público deu seqüência a essas investigações e esse resultado está aparecendo agora", afirmou o deputado, atualmente primeiro-secretário da Câmara.
Comentário do Minuto:
Quadrilha nenhuma permanece em atividade QUATRO anos após ser denunciada na CPI do MENSALÃO. Só com proteção política, muita proteção política, é que Dantas e Cia. continuaram agindo.
AGÊNCIA ESTADO
O deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios no Congresso, disse que ficou surpreso com a prisão de Daniel Dantas, sócio-fundador do Grupo Opportunity, durante a Operação Satiagraha, deflagrada hoje pela Polícia Federal. Serraglio afirmou que no relatório final da CPI já incluiu elementos que indicavam supostas irregularidades cometidas por Dantas dentro do chamado esquema do valerioduto - repasses de recursos a parlamentares e integrantes do governo e de empresas privadas em troca da liberação de recursos federais - montado pelo empresário Marcos Valério de Souza.
"Não esperava que ele fosse preso pela sua importância, mas o Ministério Público e a Polícia Federal são distantes desses embates políticos que muitas vezes envolveram Daniel Dantas. Para eles, é doa a quem doer, mesmo que seja uma pessoa como Daniel Dantas", disse. "Na CPI, já tínhamos verificado vários elementos que indicavam seu envolvimento com o valerioduto. O Ministério Público deu seqüência a essas investigações e esse resultado está aparecendo agora", afirmou o deputado, atualmente primeiro-secretário da Câmara.
Comentário do Minuto:
Quadrilha nenhuma permanece em atividade QUATRO anos após ser denunciada na CPI do MENSALÃO. Só com proteção política, muita proteção política, é que Dantas e Cia. continuaram agindo.
O Advogado de Dantas
Greenhalgh diz que advogou para Dantas dentro da lei
AGÊNCIA ESTADO
O ex-deputado federal do PT Luiz Eduardo Greenhalgh declarou hoje, em nota, ter sido contratado como advogado criminalista pelo sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas - preso hoje pela Polícia Federal (PF) na Operação Satiagraha -, e afirma ter atuado na defesa do empresário "nos estritos marcos da legalidade e da ética profissional". "Fui contratado por Daniel Dantas para assisti-lo na qualidade de advogado criminalista, atividade que exerço há mais de 30 anos", afirma ele no comunicado. "Atuei na defesa de meu cliente nos estritos marcos da legalidade e da ética profissional."
Greenhalgh afirma desconhecer as razões que motivaram o envolvimento de seu nome nas investigações. "Não tive acesso aos autos. O que sei foi pela imprensa e pela entrevista dos promotores", informa a nota. "Nem mesmo durante a ditadura militar fui envolvido numa investigação por conta de minha atuação na defesa de meus clientes. A violação às prerrogativas do advogado é prática inadmissível no Estado Democrático de Direito."
O procurador da República Rodrigo de Grandis, responsável pelas investigações, afirmou que o ex-deputado seria "o elo" entre o grupo formado por Daniel Dantas com os poderes Executivo e Legislativo. Grandis disse que as interceptações telefônicas feitas na operação mostram que o ex-deputado era, inclusive, chamado por dois apelidos: Leg e Gomes. O procurador lamentou o fato de o juiz ter indeferido os mandados de prisão, busca e apreensão referentes ao ex-deputado.
A Operação Satiagraha foi deflagrada hoje na seqüência de investigação sobre suposto esquema de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro. A PF iniciou as investigações há quatro anos, como desdobramento do caso do mensalão. Foram expedidos 24 mandados de prisão e, segundo a PF, 17 já foram cumpridos. Além de Dantas, entre os presos estão o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas.
AGÊNCIA ESTADO
O ex-deputado federal do PT Luiz Eduardo Greenhalgh declarou hoje, em nota, ter sido contratado como advogado criminalista pelo sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas - preso hoje pela Polícia Federal (PF) na Operação Satiagraha -, e afirma ter atuado na defesa do empresário "nos estritos marcos da legalidade e da ética profissional". "Fui contratado por Daniel Dantas para assisti-lo na qualidade de advogado criminalista, atividade que exerço há mais de 30 anos", afirma ele no comunicado. "Atuei na defesa de meu cliente nos estritos marcos da legalidade e da ética profissional."
Greenhalgh afirma desconhecer as razões que motivaram o envolvimento de seu nome nas investigações. "Não tive acesso aos autos. O que sei foi pela imprensa e pela entrevista dos promotores", informa a nota. "Nem mesmo durante a ditadura militar fui envolvido numa investigação por conta de minha atuação na defesa de meus clientes. A violação às prerrogativas do advogado é prática inadmissível no Estado Democrático de Direito."
O procurador da República Rodrigo de Grandis, responsável pelas investigações, afirmou que o ex-deputado seria "o elo" entre o grupo formado por Daniel Dantas com os poderes Executivo e Legislativo. Grandis disse que as interceptações telefônicas feitas na operação mostram que o ex-deputado era, inclusive, chamado por dois apelidos: Leg e Gomes. O procurador lamentou o fato de o juiz ter indeferido os mandados de prisão, busca e apreensão referentes ao ex-deputado.
A Operação Satiagraha foi deflagrada hoje na seqüência de investigação sobre suposto esquema de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro. A PF iniciou as investigações há quatro anos, como desdobramento do caso do mensalão. Foram expedidos 24 mandados de prisão e, segundo a PF, 17 já foram cumpridos. Além de Dantas, entre os presos estão o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas.
Dantas e o Mensalão
STF vetou à CPI dados que levaram à prisão de Dantas
COM AGÊNCIA ESTADO
As informações que permitiram à Polícia Federal (PF) prender hoje o sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, poderiam ter vindo à tona há três anos, durante as investigações das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) dos Correios e do Mensalão.
Depois de aprovado o requerimento, Dantas recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que as informações fossem mantidas sob sigilo. Dois dias depois de protocolado o pedido - um mandado de segurança -, a ministra Ellen Gracie concedeu liminar, vetando o acesso da CPI ao material. Gracie pediu aos dirigentes da comissão as justificativas para o pedido de quebra do sigilo dos dados do HD. A CPI respondeu três semanas depois, mas a ministra do STF não estava convencida da relação de Dantas com o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, mesmo com os documentos obtidos pelas comissões que mostravam pagamentos vultosos de empresas controladas pelo banqueiro para as agências de publicidade dele.
Mais uma vez, Gracie manteve o sigilo e pediu informações sobre a relação de Dantas com os fatos investigados pela CPI. Desta vez, de acordo com informações do Supremo, os integrantes da comissão não responderam. Disputas nos bastidores entre governistas e oposicionistas levaram a CPI a desistir das investigações.
Porém, o sigilo das informações valia apenas no Supremo. Longe das disputas políticas do Congresso, o Ministério Público Federal em São Paulo, que ficou responsável pela investigação, conseguiu aval da Justiça Federal para ter acesso ao disco rígido. Ao analisar os dados, o MP e a PF identificaram indícios de gestão fraudulenta, operação ilegal de instituição financeira, evasão de divisas, uso indevido de informação privilegiada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e formação de quadrilha.
COM AGÊNCIA ESTADO
As informações que permitiram à Polícia Federal (PF) prender hoje o sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, poderiam ter vindo à tona há três anos, durante as investigações das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) dos Correios e do Mensalão.
Depois de aprovado o requerimento, Dantas recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que as informações fossem mantidas sob sigilo. Dois dias depois de protocolado o pedido - um mandado de segurança -, a ministra Ellen Gracie concedeu liminar, vetando o acesso da CPI ao material. Gracie pediu aos dirigentes da comissão as justificativas para o pedido de quebra do sigilo dos dados do HD. A CPI respondeu três semanas depois, mas a ministra do STF não estava convencida da relação de Dantas com o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, mesmo com os documentos obtidos pelas comissões que mostravam pagamentos vultosos de empresas controladas pelo banqueiro para as agências de publicidade dele.
Mais uma vez, Gracie manteve o sigilo e pediu informações sobre a relação de Dantas com os fatos investigados pela CPI. Desta vez, de acordo com informações do Supremo, os integrantes da comissão não responderam. Disputas nos bastidores entre governistas e oposicionistas levaram a CPI a desistir das investigações.
Porém, o sigilo das informações valia apenas no Supremo. Longe das disputas políticas do Congresso, o Ministério Público Federal em São Paulo, que ficou responsável pela investigação, conseguiu aval da Justiça Federal para ter acesso ao disco rígido. Ao analisar os dados, o MP e a PF identificaram indícios de gestão fraudulenta, operação ilegal de instituição financeira, evasão de divisas, uso indevido de informação privilegiada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e formação de quadrilha.
Segunda-feira, 7 de Julho de 2008
Lula Coerente!
Lula diz ser contra proibição a candidatos de ficha suja
AGÊNCIA ESTADO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje ser contra a possibilidade de a Justiça Eleitoral barrar a candidatura de políticos com ficha suja. Em ofício encaminhado hoje ao Supremo Tribunal Federal (STF), assinado por Lula e pela Advocacia-Geral da União (AGU), o governo contesta os argumentos da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que entrou com uma ação na Corte para impedir que candidatos com processos na Justiça disputem as eleições.
No parecer, a administração federal argumentou que somente o Congresso pode estabelecer regras para tornar um político inelegível. "Não se pode querer, por meio da presente ação, subtrair a competência do Congresso Nacional para o exercício de tal mister", argumentou o Poder Executivo no parecer.
Apesar disso, o advogado da União Rafaelo Abritta, que elaborou o parecer assinado por Lula, admitiu que a ação da AMB "vai ao encontro dos anseios da sociedade brasileira". Abritta afirmou que a AGU concorda com o "resultado ético" buscado pela ação da AMB: "Ética e moralidade na gestão da coisa pública." Discorda, porém, de que essa alteração legal possa ser feita pelos ministros do Supremo.
A ação da AMB chegou ao STF no dia 26. A associação defendeu no texto que o Supremo permita que o juiz eleitoral leve em consideração a vida pregressa do político, mesmo que não tenha sido condenado em definitivo, para decidir se concede ou não o registro de candidato. A ação é relatada pelo ministro Celso de Mello e deverá ser julgada no dia 6, na primeira sessão do Supremo no retorno do recesso de julho. Mello pediu a manifestação da Presidência, da Câmara, do Senado e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pelos prognósticos dos ministros, a tese da AMB, de que candidatos com processo na Justiça são inelegíveis, será derrotada pela maioria dos ministros.
Comentário do Minuto:
Às vezes o presidente Lula é surpreendentemente coerente. Como é que o governo mais corrupto da história brasileira iria deixar passar esta? Como ficariam os candidatos petistas?
AGÊNCIA ESTADO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje ser contra a possibilidade de a Justiça Eleitoral barrar a candidatura de políticos com ficha suja. Em ofício encaminhado hoje ao Supremo Tribunal Federal (STF), assinado por Lula e pela Advocacia-Geral da União (AGU), o governo contesta os argumentos da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que entrou com uma ação na Corte para impedir que candidatos com processos na Justiça disputem as eleições.
No parecer, a administração federal argumentou que somente o Congresso pode estabelecer regras para tornar um político inelegível. "Não se pode querer, por meio da presente ação, subtrair a competência do Congresso Nacional para o exercício de tal mister", argumentou o Poder Executivo no parecer.
Apesar disso, o advogado da União Rafaelo Abritta, que elaborou o parecer assinado por Lula, admitiu que a ação da AMB "vai ao encontro dos anseios da sociedade brasileira". Abritta afirmou que a AGU concorda com o "resultado ético" buscado pela ação da AMB: "Ética e moralidade na gestão da coisa pública." Discorda, porém, de que essa alteração legal possa ser feita pelos ministros do Supremo.
A ação da AMB chegou ao STF no dia 26. A associação defendeu no texto que o Supremo permita que o juiz eleitoral leve em consideração a vida pregressa do político, mesmo que não tenha sido condenado em definitivo, para decidir se concede ou não o registro de candidato. A ação é relatada pelo ministro Celso de Mello e deverá ser julgada no dia 6, na primeira sessão do Supremo no retorno do recesso de julho. Mello pediu a manifestação da Presidência, da Câmara, do Senado e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pelos prognósticos dos ministros, a tese da AMB, de que candidatos com processo na Justiça são inelegíveis, será derrotada pela maioria dos ministros.
Comentário do Minuto:
Às vezes o presidente Lula é surpreendentemente coerente. Como é que o governo mais corrupto da história brasileira iria deixar passar esta? Como ficariam os candidatos petistas?
Sábado, 5 de Julho de 2008
Ditador arbitrário ou fomentador da cocaína?
Evo Morales voltará a cultivar coca se perder referendo na Bolívia
AFP
O presidente boliviano, Evo Morales, afirmou que se perder o referendo revogatório de seu mandato em agosto retornará a Chapare - onde nasceu - para cultivar coca, anunciou a imprensa local nesta segunda-feira.
"Se confirmarem meu nome, terei mais dois anos e meio de mandato, mas caso contrário vou para Chapare, com meu 'cato' (superfície de 1.200 m2) de coca", afirmou o governante, que no dia 10 de agosto porá o cargo à disposição.
A resistência do então camponês Morales aos programas governamentais de erradicação da planta o elevou a líder local.
Morales, primeiro indígena presidente da Bolívia, semeou coca em Chapare, além de cultivar alimentos como banana e laranja, segundo sua biografia.
O governo central havia convocado por lei um referendo revogatório de mandatos do presidente, vice-presidente e dos nove governadores (seis deles opositores), com a idéia de minimizar a crise política na Bolívia.
Comentário do Minuto:
Não sei o que é pior: Contribuir para o vício mais nocivo às pessoas do planeta terra, ou aturar a incompetência e arbitrariedade de um projeto de ditador.
AFP
O presidente boliviano, Evo Morales, afirmou que se perder o referendo revogatório de seu mandato em agosto retornará a Chapare - onde nasceu - para cultivar coca, anunciou a imprensa local nesta segunda-feira.
"Se confirmarem meu nome, terei mais dois anos e meio de mandato, mas caso contrário vou para Chapare, com meu 'cato' (superfície de 1.200 m2) de coca", afirmou o governante, que no dia 10 de agosto porá o cargo à disposição.
A resistência do então camponês Morales aos programas governamentais de erradicação da planta o elevou a líder local.
Morales, primeiro indígena presidente da Bolívia, semeou coca em Chapare, além de cultivar alimentos como banana e laranja, segundo sua biografia.
O governo central havia convocado por lei um referendo revogatório de mandatos do presidente, vice-presidente e dos nove governadores (seis deles opositores), com a idéia de minimizar a crise política na Bolívia.
Comentário do Minuto:
Não sei o que é pior: Contribuir para o vício mais nocivo às pessoas do planeta terra, ou aturar a incompetência e arbitrariedade de um projeto de ditador.
O voto na crônica de Adriana
Fatores do voto
Por Adriana Vandoni
A dinâmica do voto é muito interessante. Tem uma pitada do "imponderável", uma grande dose da estrutura de campanha como fator de persuasão, tem do carisma do candidato e dos seus aliados, mas o que conta mesmo é a técnica para entender a dinâmica do voto, quem consegue entender essa dinâmica tem uma chance a mais de vitória. Explico, mas explico através do exemplo abaixo:
Seu Fulinho é morador do bairro Cochinchina, na periferia da cidade. Nas eleições passadas o candidato senhor Fulão prometeu aos moradores levar escola, posto médico, tratamento de água e esgoto, e a construção de uma Praça de Convivência, antiga reivindicação dos moradores.
Seu Fulinho é grato ao senhor Fulão porque ele levou pro seu bairro a tão esperada Praça de Convivência. Porém, nestas eleições Seu Fulaninho não vai votar no senhor Fulão simplesmente porque este construiu a Praça de Convivência, ele vai votar no candidato que fizer promessa.
Se o senhor Fulão chegar no bairro Cochinchina e disser: "agora a praça está pronta, mas o bairro precisa de muito mais, não é possível viver sem melhorias. Por isso, com a praça já pronta, vou poder trazer os bancos da praça, vou trazer uma escola para as crianças do bairro, vou drenar o esgoto que corre a céu aberto, vou brigar até colocar aqui um posto médico. E tem mais, vou colocar a praça na rota de shows de pagode, e tudo isso vai gerar mais emprego, mais salário, mais renda, mais consumo. Vou trazer a felicidade para os moradores da Cochinchina."
Perceberam a dinâmica do voto? O que fez já passou. O que vale é a promessa e nesse discurso o senhor Fulão começou criando o pensamento de consenso, isto é, ele disse três coisas que todos concordaram: 1 - praça está pronta; 2 - o bairro precisa de muito mais; 3 - não é possível viver sem melhorias.
Pronto, o senhor Fulão criou o ambiente propício para que seus ouvintes concordem com ele. Em planejamento de campanhas esta é a Lei da Unidade e do Contágio.
Depois vieram as promessas. Perceba que Fulão prometeu o que de fato depende dele: 1 - levar as benfeitorias físicas; 2 - prometeu oportunidade: geração de emprego; 3 - prometeu a esperança e o sonho: renda, consumo e felicidade.
Discurso perfeito do ponto de vista da dinâmica do voto, pois ele desperta as emoções do eleitor, seus atos passados servem apenas como lastro de suas promessas, pois o senhor Fulão sabe que o eleitor despreza o serviço prestado. Ele só se interessa pela promessa, mesmo que seja apenas bravata. Neste ponto os moradores do bairro Cochinchina já nem se lembram que o mesmo senhor Fulão já tinha prometido tudo isso nas eleições passadas.
Site: www.adrianavandoni.com.br
Por Adriana Vandoni
A dinâmica do voto é muito interessante. Tem uma pitada do "imponderável", uma grande dose da estrutura de campanha como fator de persuasão, tem do carisma do candidato e dos seus aliados, mas o que conta mesmo é a técnica para entender a dinâmica do voto, quem consegue entender essa dinâmica tem uma chance a mais de vitória. Explico, mas explico através do exemplo abaixo:
Seu Fulinho é morador do bairro Cochinchina, na periferia da cidade. Nas eleições passadas o candidato senhor Fulão prometeu aos moradores levar escola, posto médico, tratamento de água e esgoto, e a construção de uma Praça de Convivência, antiga reivindicação dos moradores.
Seu Fulinho é grato ao senhor Fulão porque ele levou pro seu bairro a tão esperada Praça de Convivência. Porém, nestas eleições Seu Fulaninho não vai votar no senhor Fulão simplesmente porque este construiu a Praça de Convivência, ele vai votar no candidato que fizer promessa.
Se o senhor Fulão chegar no bairro Cochinchina e disser: "agora a praça está pronta, mas o bairro precisa de muito mais, não é possível viver sem melhorias. Por isso, com a praça já pronta, vou poder trazer os bancos da praça, vou trazer uma escola para as crianças do bairro, vou drenar o esgoto que corre a céu aberto, vou brigar até colocar aqui um posto médico. E tem mais, vou colocar a praça na rota de shows de pagode, e tudo isso vai gerar mais emprego, mais salário, mais renda, mais consumo. Vou trazer a felicidade para os moradores da Cochinchina."
Perceberam a dinâmica do voto? O que fez já passou. O que vale é a promessa e nesse discurso o senhor Fulão começou criando o pensamento de consenso, isto é, ele disse três coisas que todos concordaram: 1 - praça está pronta; 2 - o bairro precisa de muito mais; 3 - não é possível viver sem melhorias.
Pronto, o senhor Fulão criou o ambiente propício para que seus ouvintes concordem com ele. Em planejamento de campanhas esta é a Lei da Unidade e do Contágio.
Depois vieram as promessas. Perceba que Fulão prometeu o que de fato depende dele: 1 - levar as benfeitorias físicas; 2 - prometeu oportunidade: geração de emprego; 3 - prometeu a esperança e o sonho: renda, consumo e felicidade.
Discurso perfeito do ponto de vista da dinâmica do voto, pois ele desperta as emoções do eleitor, seus atos passados servem apenas como lastro de suas promessas, pois o senhor Fulão sabe que o eleitor despreza o serviço prestado. Ele só se interessa pela promessa, mesmo que seja apenas bravata. Neste ponto os moradores do bairro Cochinchina já nem se lembram que o mesmo senhor Fulão já tinha prometido tudo isso nas eleições passadas.
Site: www.adrianavandoni.com.br
Sorte da Bolívia, sorte do povo boliviano
Governadores rebeldes decidem ir a referendo revogatório na Bolívia
AFP
Os governadores opositores Rubén Costas (Santa Cruz), Ernesto Suárez (Beni) e Mario Cossío (Tarija) anunciaram, nesta sexta-feira, que participarão do referendo revogatório de mandatos das autoridades bolivianas em agosto, embora tenham anunciado sua rejeição à consulta na semana passada.
"Definitivamente, vamos a esse referendo revogatório da imposição e do capricho do presidente da República (Evo Morales)", disse Costas, em uma entrevista coletiva, na cidade de Santa Cruz, 900 km ao leste de La Paz, após uma reunião com seu colega de Beni.
Essa posição surge depois que os dois governadores, mais os de Pando, Tarija e Cochabamba, já haviam decidido, na semana que passou, não participar do plebiscito convocado para 10 de agosto. A justificativa é que isso não resolveria a crise política boliviana.
"Não é responsável de nossa parte não ir ao referendo revogatório. Iremos, embora não vá ser com isso que se darão soluções para o país", completou Suárez, a primeira autoridade política de sua região, Beni, na Amazônia boliviana.
O governador da região de Tarija (sul), Mario Cossío, afirmou, horas depois, que "tomamos a decisão de ir ao referendo", embora não tenha especificado se seus outros dois colegas, Manfred Reyes (Cochabamba) e Leopoldo Fernández (Pando), vão se submeter ao plebiscito.
A assessoria de imprensa de Cochabamba disse à AFP que as autoridades locais estavam reunidas, avaliando que posição assumirão e que deve ser anunciada, provavelmente, nas próximas horas.
Comentário do Minuto:
O governo Evo Morales está mais ou menos como as FARC: Fragilizado, aos frangalhos. Para sorte da Bolívia e do povo boliviano.
AFP
Os governadores opositores Rubén Costas (Santa Cruz), Ernesto Suárez (Beni) e Mario Cossío (Tarija) anunciaram, nesta sexta-feira, que participarão do referendo revogatório de mandatos das autoridades bolivianas em agosto, embora tenham anunciado sua rejeição à consulta na semana passada.
"Definitivamente, vamos a esse referendo revogatório da imposição e do capricho do presidente da República (Evo Morales)", disse Costas, em uma entrevista coletiva, na cidade de Santa Cruz, 900 km ao leste de La Paz, após uma reunião com seu colega de Beni.
Essa posição surge depois que os dois governadores, mais os de Pando, Tarija e Cochabamba, já haviam decidido, na semana que passou, não participar do plebiscito convocado para 10 de agosto. A justificativa é que isso não resolveria a crise política boliviana.
"Não é responsável de nossa parte não ir ao referendo revogatório. Iremos, embora não vá ser com isso que se darão soluções para o país", completou Suárez, a primeira autoridade política de sua região, Beni, na Amazônia boliviana.
O governador da região de Tarija (sul), Mario Cossío, afirmou, horas depois, que "tomamos a decisão de ir ao referendo", embora não tenha especificado se seus outros dois colegas, Manfred Reyes (Cochabamba) e Leopoldo Fernández (Pando), vão se submeter ao plebiscito.
A assessoria de imprensa de Cochabamba disse à AFP que as autoridades locais estavam reunidas, avaliando que posição assumirão e que deve ser anunciada, provavelmente, nas próximas horas.
Comentário do Minuto:
O governo Evo Morales está mais ou menos como as FARC: Fragilizado, aos frangalhos. Para sorte da Bolívia e do povo boliviano.
Governo colombiano diz que as Farc "racharam" e têm sérios problemas
"Não houve pagamentos. Isso é mentira. É uma informação sem fundamento. Não foi pago um só centavo"
EFE
As Farc "estão rachadas e fragilizadas", afirmou hoje o ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, durante a apresentação do vídeo com o resgate da franco-colombiana Ingrid Betancourt e mais 14 reféns, entre eles três americanos.
Santos acrescentou que as Farc "têm sérios problemas de comando, controle e comunicação".
Acompanhado pelos comandantes das Forças Armadas, Freddy Padilla de León, e do Exército, Mario Montoya, Santos projetou "o filme" da "Operação Xeque".
O ministro ressaltou que a operação foi "100% colombiana", embora tenha reconhecido que as tropas de seu país recebem assistência dos Estados Unidos e de Israel.
"Uma semana antes, avisamos ao embaixador dos EUA (na Colômbia, William Brownfield), em minha casa, na presença do general Padilla", contou Santos, explicando que essa "foi uma promessa do presidente (Álvaro) Uribe ao presidente (George W.) Bush".
O funcionário do alto escalão também negou o pagamento de resgate pelos reféns.
"Não houve pagamentos. Isso é mentira. É uma informação sem fundamento. Não foi pago um só centavo", disse Santos sobre uma notícia de um rádio suíça, segunda a qual o Governo colombiano desembolsou US$20 milhões pelos seqüestrados.
"É absolutamente mentira", frisou o ministro, que destacou que o resgate foi mais um "da inteligência que militar" em que não houve um só tiro nem foi derramada uma só gota de sangue.
Santos disse não acreditar em represálias das Farc e novamente contou que militares se infiltraram em uma frente da guerrilha para conseguir a libertação do grupo.
"A novela, por assim dizer, foi que estes seqüestrados se deslocavam por determinação de 'Alfonso Cano' (atual chefe máximo das Farc) para implementar um processo de troca humanitária, uma negociação. Por conta disso, eles estavam sendo transferidos para outro acampamento", disse.
O ministro explicou que o processo seria iniciado e "por isso a presença de uma 'comissão internacional', que supostamente ajudava a missão de troca humanitária".
"Por isso, a abordagem foi bastante parecida com a das libertações unilaterais" do começo do ano, declarou após mostrar as imagens da operação.
O ministro também esclareceu que, em nenhum momento, os militares usaram a voz de "Mono Jojoy", um dos líderes da guerrilha, para enganar os rebeldes.
Ao insistir em que as Farc têm falhas evidentes de comunicação, Santos afirmou que o Exército se aproveitou "dessas circunstâncias".
Comentário do Minuto:
De uma forma ou de outra, a verdade é que as FARC estão realmente aos frangalhos, e este resgate, com ou sem dinheiro, mostra que a organização narco-terrorista está próxima do fim.
EFE
As Farc "estão rachadas e fragilizadas", afirmou hoje o ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, durante a apresentação do vídeo com o resgate da franco-colombiana Ingrid Betancourt e mais 14 reféns, entre eles três americanos.
Santos acrescentou que as Farc "têm sérios problemas de comando, controle e comunicação".
Acompanhado pelos comandantes das Forças Armadas, Freddy Padilla de León, e do Exército, Mario Montoya, Santos projetou "o filme" da "Operação Xeque".
O ministro ressaltou que a operação foi "100% colombiana", embora tenha reconhecido que as tropas de seu país recebem assistência dos Estados Unidos e de Israel.
"Uma semana antes, avisamos ao embaixador dos EUA (na Colômbia, William Brownfield), em minha casa, na presença do general Padilla", contou Santos, explicando que essa "foi uma promessa do presidente (Álvaro) Uribe ao presidente (George W.) Bush".
O funcionário do alto escalão também negou o pagamento de resgate pelos reféns.
"Não houve pagamentos. Isso é mentira. É uma informação sem fundamento. Não foi pago um só centavo", disse Santos sobre uma notícia de um rádio suíça, segunda a qual o Governo colombiano desembolsou US$20 milhões pelos seqüestrados.
"É absolutamente mentira", frisou o ministro, que destacou que o resgate foi mais um "da inteligência que militar" em que não houve um só tiro nem foi derramada uma só gota de sangue.
Santos disse não acreditar em represálias das Farc e novamente contou que militares se infiltraram em uma frente da guerrilha para conseguir a libertação do grupo.
"A novela, por assim dizer, foi que estes seqüestrados se deslocavam por determinação de 'Alfonso Cano' (atual chefe máximo das Farc) para implementar um processo de troca humanitária, uma negociação. Por conta disso, eles estavam sendo transferidos para outro acampamento", disse.
O ministro explicou que o processo seria iniciado e "por isso a presença de uma 'comissão internacional', que supostamente ajudava a missão de troca humanitária".
"Por isso, a abordagem foi bastante parecida com a das libertações unilaterais" do começo do ano, declarou após mostrar as imagens da operação.
O ministro também esclareceu que, em nenhum momento, os militares usaram a voz de "Mono Jojoy", um dos líderes da guerrilha, para enganar os rebeldes.
Ao insistir em que as Farc têm falhas evidentes de comunicação, Santos afirmou que o Exército se aproveitou "dessas circunstâncias".
Comentário do Minuto:
De uma forma ou de outra, a verdade é que as FARC estão realmente aos frangalhos, e este resgate, com ou sem dinheiro, mostra que a organização narco-terrorista está próxima do fim.
Sexta-feira, 4 de Julho de 2008
Enviado pelo leitor Ed - Ednir Fontana
Não fiquem aflitos porque ela quer voltar!
Relaxem e gozem.
A ex-prefeita Marta Suplicy viajou para a Itália e resolveu assistir a uma missa do Papa no Vaticano. Terminada a missa, Marta não se conteve e foi fazer uma pergunta ao Papa:
- Por favor, Vossa Santidade, por acaso existe algum banheiro aqui dentro? É que estou apertadíssima, preciso fazer xixi, o senhor entende?...
O Papa pensou, pensou e respondeu:
- Banheiro não tem, mas logo ali naquele cantinho há uma estátua de São Pedro. Pode fazer ali mesmo!
- Tudo bem, se é Vossa Santidade que está falando, eu vou. Mas não é pecado fazer xixi em São Pedro?
- É... mas para quem já cagou em São Paulo, isso não faz a menor diferença!
Relaxem e gozem.
A ex-prefeita Marta Suplicy viajou para a Itália e resolveu assistir a uma missa do Papa no Vaticano. Terminada a missa, Marta não se conteve e foi fazer uma pergunta ao Papa:
- Por favor, Vossa Santidade, por acaso existe algum banheiro aqui dentro? É que estou apertadíssima, preciso fazer xixi, o senhor entende?...
O Papa pensou, pensou e respondeu:
- Banheiro não tem, mas logo ali naquele cantinho há uma estátua de São Pedro. Pode fazer ali mesmo!
- Tudo bem, se é Vossa Santidade que está falando, eu vou. Mas não é pecado fazer xixi em São Pedro?
- É... mas para quem já cagou em São Paulo, isso não faz a menor diferença!
Ingrid: Vivi uma operação militar
Ingrid Betancourt diz que seu resgate não foi encenação
a EFE
A ex-candidata a presidência da Colômbia, Ingrid Betancourt, descartou hoje que sua libertação tenha sido uma encenação e afirmou que seus seqüestradores das Farc não receberam dinheiro pelo resgate.
- O que vivi foi uma operação militar na qual as pessoas que participaram correram riscos imensos - disse Ingrid em coletiva de imprensa em Paris, onde reiterou que não acredita que sua libertação e a de outros 14 seqüestradosw tenha sido uma encenação.
- Não acho que possam me enganar facilmente. Não acho que o que vi foi uma encenação porque a situação era tão estressante que os próprios reféns resistiram em entrar no helicóptero do Exército colombiano - disse.
Perguntada sobre os US$20 milhões que teriam sido pagos pelo resgate, a ex-refém das Farc lembrou que antes de seu seqüestro, suas relações com o atual presidente colombiano, Álvaro Uribe, "nunca foram fáceis" e as qualificou de "muito duras", mas disse que o que viveu não parece ter sido uma montagem.
- Havia um grau de tensão e foi uma situação tão estressante que tínhamos a sensação de que caíamos em uma armadilha - comentou Betancourt que considerou que o resgate um êxito.
Para ela, o feito do Exército colombiano foi o melhor possível porque uma operação pela força "está condenada ao fracasso" e por isso agradeceu a mobilização dos franceses e de seu Governo.
Betancoourt disse ainda que "Uribe foi extraordinário" porque se a operação fracasasse, tanto os reféns quanto os militares poderiam ter morrido.
Comentário do Minuto:
Ingrid está fragilizada após 6 anos de sofrimento em cativeiro. A verdade, no entanto, haverá de aparecer.
a EFE
A ex-candidata a presidência da Colômbia, Ingrid Betancourt, descartou hoje que sua libertação tenha sido uma encenação e afirmou que seus seqüestradores das Farc não receberam dinheiro pelo resgate.
- O que vivi foi uma operação militar na qual as pessoas que participaram correram riscos imensos - disse Ingrid em coletiva de imprensa em Paris, onde reiterou que não acredita que sua libertação e a de outros 14 seqüestradosw tenha sido uma encenação.
- Não acho que possam me enganar facilmente. Não acho que o que vi foi uma encenação porque a situação era tão estressante que os próprios reféns resistiram em entrar no helicóptero do Exército colombiano - disse.
Perguntada sobre os US$20 milhões que teriam sido pagos pelo resgate, a ex-refém das Farc lembrou que antes de seu seqüestro, suas relações com o atual presidente colombiano, Álvaro Uribe, "nunca foram fáceis" e as qualificou de "muito duras", mas disse que o que viveu não parece ter sido uma montagem.
- Havia um grau de tensão e foi uma situação tão estressante que tínhamos a sensação de que caíamos em uma armadilha - comentou Betancourt que considerou que o resgate um êxito.
Para ela, o feito do Exército colombiano foi o melhor possível porque uma operação pela força "está condenada ao fracasso" e por isso agradeceu a mobilização dos franceses e de seu Governo.
Betancoourt disse ainda que "Uribe foi extraordinário" porque se a operação fracasasse, tanto os reféns quanto os militares poderiam ter morrido.
Comentário do Minuto:
Ingrid está fragilizada após 6 anos de sofrimento em cativeiro. A verdade, no entanto, haverá de aparecer.
Resgate cinematrográfico foi farsa?
Rádio suíça diz que Uribe pagou US$20 mi por reféns
AGÊNCIA ESTADO
A Rádio Suíça Romanda (RSR) afirmou hoje que dirigentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) teriam recebido US$20 milhões para libertar a ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt, os três americanos seqüestrados e outros 11 policiais e militares em poder do grupo. A informação foi divulgada pela agência France Presse. A rádio cita uma "fonte ligada aos acontecimentos, confiável e testada em reiteradas ocasiões nos últimos anos", que afirmou que toda a operação foi uma encenação após o pagamento. A emissora disse ainda que os Estados Unidos participaram na "origem da transação".
Ontem, o comandante do Exército colombiano, Mario Montoya, procurou afastar a versão de que o resgate dos 15 reféns na selva do Guaviare, no centro-sul do país, tenha sido resultado de um acordo com os guerrilheiros. "De maneira alguma houve qualquer tipo de colaboração", disse Montoya aos jornalistas. A França afirmou hoje que não pagou resgate pela libertação de Ingrid. Da mesma maneira, o governo da Colômbia voltou a negar também hoje que tenha pago US$20 milhões às Farc pela libertação dos reféns.
Comentário do Minuto:
De fato há muito de estranho neste cinematográfico resgate. De qualquer forma, com os principais sequestrados livres, o tom do embate Uribe & Bush x FARC deve mudar bastante. O chumbo deve comer solto. As FARC podem ter selado o seu fim, para desespero de Chávez, Correa, Evo, além de seu braço brasileiro.
AGÊNCIA ESTADO
A Rádio Suíça Romanda (RSR) afirmou hoje que dirigentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) teriam recebido US$20 milhões para libertar a ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt, os três americanos seqüestrados e outros 11 policiais e militares em poder do grupo. A informação foi divulgada pela agência France Presse. A rádio cita uma "fonte ligada aos acontecimentos, confiável e testada em reiteradas ocasiões nos últimos anos", que afirmou que toda a operação foi uma encenação após o pagamento. A emissora disse ainda que os Estados Unidos participaram na "origem da transação".
Ontem, o comandante do Exército colombiano, Mario Montoya, procurou afastar a versão de que o resgate dos 15 reféns na selva do Guaviare, no centro-sul do país, tenha sido resultado de um acordo com os guerrilheiros. "De maneira alguma houve qualquer tipo de colaboração", disse Montoya aos jornalistas. A França afirmou hoje que não pagou resgate pela libertação de Ingrid. Da mesma maneira, o governo da Colômbia voltou a negar também hoje que tenha pago US$20 milhões às Farc pela libertação dos reféns.
Comentário do Minuto:
De fato há muito de estranho neste cinematográfico resgate. De qualquer forma, com os principais sequestrados livres, o tom do embate Uribe & Bush x FARC deve mudar bastante. O chumbo deve comer solto. As FARC podem ter selado o seu fim, para desespero de Chávez, Correa, Evo, além de seu braço brasileiro.
Quinta-feira, 3 de Julho de 2008
De R$600 no Zoo a Rei do Gado

Gados que se entrelaçam
Por Adriana Vandoni
Em janeiro deste ano o jornalista Guilherme Manechini publicou no Valor Online (15.01.08), uma matéria contando que o mais novo investimento de Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity, é a pecuária. Ele é um dos proprietários da Agropecuária Santa Bárbara, no sul do Pará. Segundo a matéria, em apenas três anos de atividade, a Agropecuária Santa Bárbara é dona do maior rebanho bovino do Brasil e um dos maiores do mundo. De dezembro de 2006 até dezembro de 2007 seu rebanho cresceu 'módicos' 365%.
A região do sul do Pará tem despertado o interesse de muitos investidores e levado progresso para os municípios. De acordo com a matéria de Guilherme Manechini, prefeitos têm comemorado a expansão da pecuária, como o prefeito de Xinguara, José Davi Passos, do PT.
Coincidências acontecem, mas parece que não é só Daniel Dantas a se interessar pela atividade econômica e pela região. Em 2007 publiquei uma matéria contando a suspeita de que o filho de Lula, Lulinha, teria inflacionado o mercado do boi na Região de Araguaína, Gurupi, Nova Colina e Paraíso, em Tocantins, durante suas participações em leilões. Pecuaristas com quem conversei na época disseram que quem arrematava o gado para Lulinha era um sócio que seria mais conhecido do mercado financeiro.
Existia também a suspeita de que ele seria o verdadeiro dono das Fazendas Espírito Santo na cidade de Xinguara/PA e da Fazenda Cedro Maramba.
Não sei se imaginação, boato ou pura intriga "das zelite pecuarista" da região, mas diziam que Lulinha costumava ser visto em Xinguara/PA transitando entre uma fazenda e outra a bordo de um helicóptero.
O interesse do filho de Lula pela pecuária é um fato comprovado e confirmado em um relatório da Abin, segundo publicou esta semana a Revista IstoÉ (Edição 2017): "O presidente Lula andou puxando as orelhas do seu filho, Lulinha. A reação é atribuída a um relatório da Abin que confirma o grande interesse do filho do presidente pela pecuária, nos leilões de gado e nas vaquejadas no Norte e Nordeste. O que mais preocupa Lula são os novos "amigos" de Lulinha."
Coincidências acontecem, mas Carlos Rodenburgo, cunhado de Daniel Dantas que até 2006 se interessava apenas por cavalos e como hobby, hoje, segundo o Valor Online, é presidente da Agropecuária Santa Bárbara. Coincidência também o fato de ambos serem mais conhecidos no mercado financeiro, tal qual o suposto comprador dos supostos gados de Lulinha.
Sei não, mas é bem provável que o noticiário esteja começando a se dar conta de um escândalo que pode fazer com que o da VarigLog vire pinto.
Site: www.adrianavandoni.com.br
Por Adriana Vandoni
Em janeiro deste ano o jornalista Guilherme Manechini publicou no Valor Online (15.01.08), uma matéria contando que o mais novo investimento de Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity, é a pecuária. Ele é um dos proprietários da Agropecuária Santa Bárbara, no sul do Pará. Segundo a matéria, em apenas três anos de atividade, a Agropecuária Santa Bárbara é dona do maior rebanho bovino do Brasil e um dos maiores do mundo. De dezembro de 2006 até dezembro de 2007 seu rebanho cresceu 'módicos' 365%.
A região do sul do Pará tem despertado o interesse de muitos investidores e levado progresso para os municípios. De acordo com a matéria de Guilherme Manechini, prefeitos têm comemorado a expansão da pecuária, como o prefeito de Xinguara, José Davi Passos, do PT.
Coincidências acontecem, mas parece que não é só Daniel Dantas a se interessar pela atividade econômica e pela região. Em 2007 publiquei uma matéria contando a suspeita de que o filho de Lula, Lulinha, teria inflacionado o mercado do boi na Região de Araguaína, Gurupi, Nova Colina e Paraíso, em Tocantins, durante suas participações em leilões. Pecuaristas com quem conversei na época disseram que quem arrematava o gado para Lulinha era um sócio que seria mais conhecido do mercado financeiro.
Existia também a suspeita de que ele seria o verdadeiro dono das Fazendas Espírito Santo na cidade de Xinguara/PA e da Fazenda Cedro Maramba.
Não sei se imaginação, boato ou pura intriga "das zelite pecuarista" da região, mas diziam que Lulinha costumava ser visto em Xinguara/PA transitando entre uma fazenda e outra a bordo de um helicóptero.
O interesse do filho de Lula pela pecuária é um fato comprovado e confirmado em um relatório da Abin, segundo publicou esta semana a Revista IstoÉ (Edição 2017): "O presidente Lula andou puxando as orelhas do seu filho, Lulinha. A reação é atribuída a um relatório da Abin que confirma o grande interesse do filho do presidente pela pecuária, nos leilões de gado e nas vaquejadas no Norte e Nordeste. O que mais preocupa Lula são os novos "amigos" de Lulinha."
Coincidências acontecem, mas Carlos Rodenburgo, cunhado de Daniel Dantas que até 2006 se interessava apenas por cavalos e como hobby, hoje, segundo o Valor Online, é presidente da Agropecuária Santa Bárbara. Coincidência também o fato de ambos serem mais conhecidos no mercado financeiro, tal qual o suposto comprador dos supostos gados de Lulinha.
Sei não, mas é bem provável que o noticiário esteja começando a se dar conta de um escândalo que pode fazer com que o da VarigLog vire pinto.
Site: www.adrianavandoni.com.br
Quarta-feira, 2 de Julho de 2008
Um tiro certeiro em Chávez

Resgate de reféns fortalece Uribe e enfraquece Chávez, diz analista
BRUNO GARCEZ da BBC Brasil, em Washington
O resgate de 15 reféns pelo Exército colombiano, entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, deverá fortalecer o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e marginalizar o presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmam analistas ouvidos pela BBC Brasil.
Segundo o vice-presidente do instituto de pesquisas Inter American Dialogue e diretor do programa andino do órgão, Michael Shifter, a ação militar da Colômbia "certamente irá marginalizar Hugo Chávez, que dizia ser o mais capaz de libertar reféns, por conta de contar com mais legitimidade aos olhos das Farc (o grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que mantinha os reféns em cativeiro)".
Chávez passou a atuar como mediador entre o governo colombiano e as Farc em agosto de 2007.
Em novembro do ano passado, Uribe anunciou o fim da mediação do presidente venezuelano, alegando que ele havia desrespeitado um acordo entre os dois, segundo o qual não poderia se comunicar diretamente com o alto comando militar colombiano.
O episódio provocou uma crise diplomática entre a Venezuela e a Colômbia. Em janeiro deste ano, as Farc libertaram a ex-candidata à vice-presidência da Colômbia Clara Rojas e a ex-deputada Consuelo Gonzalez.
A libertação foi obtida após Uribe permitir o retorno de Chávez às negociações.
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, também vinha desde sua posse, em maio de 2007, fazendo pressão pela libertação dos reféns, já que Ingrid Betancourt tem cidadania francesa.
"Agora, o governo colombiano obteve esta vitória sem o apoio dos europeus e sem a participação de Chávez. Isso fortalece o papel deles e enfraquece o papel de Chávez como agente de paz", afirma Shifter.
"Estado precário"
Para Adam Isacson, diretor do Projeto Colômbia do instituto de pesquisas Center for International Policy, o resgate mostra que as Farc estão '"em um estado tão precário que nem conseguem dar conta de seus reféns'".
Na opinião do analista, a ação de resgate reforça o suposto viés militarista adotado por Uribe em detrimento à saída diplomática.
"É uma gigantesca vitória para ele e uma derrota para aqueles que eram contra a opção de pôr fim ao problema à base de tiros'", afirma.
"Uribe mostrou que o lado humanitário, o bem-estar de reféns, também é uma de suas preocupações. Ele já conta com uma popularidade (entre os colombianos) na faixa de 84%, isso deverá ampliá-la ainda mais", diz Shifter.
Ele acredita que com a perda de seus mais destacados reféns e, por conseguinte, suas principais fichas para possíveis barganhas políticas, as Farc tenderão a se fragmentar.
"Não significa que todas as frentes das Farc irão desaparecer, mas a habilidade deles em atuar como um Exército nacional se perdeu. Eles deverão se dividir em grupos menores e alguns deles deverão inclusive buscar alguma forma de entendimento com o governo."
Estados Unidos
Apesar de julgar que a vitória política de Uribe deverá aproximar ainda mais a Colômbia dos Estados Unidos, Shifter acredita que o país sul-americano deverá seguir tendo problemas para firmar o acordo de livre comércio que tenta fechar com os americanos, devido a restrições da maioria democrata no Congresso.
'"Os democratas deverão reconhecer o feito de Uribe, mas seguirão pressionando para que a Colômbia faça mais em defesa dos direitos humanos no país, o que deixará o acordo ainda longe de ser firmado'", afirma.
O tratado opõe os dois virtuais candidatos à presidência dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, que é contrário a ele, e o republicano John McCain, que é a favor do acordo.
O fato de o anúncio da libertação dos reféns ter sido feito durante a visita à Colômbia de McCain não deverá servir à campanha do republicano de forma expressiva, na opinião de Shifter.
"O efeito deve ser bem limitado. O apoio dado a Uribe pode até favorecer a imagem de McCain, mas não creio que os ganhos políticos serão tão grandes."
Comentário do Minuto:
Foi um tiro certeiro na já combalida FARC.
O tiro também atinge em cheio Hugo Chávez, pretenso influente da organização narco-terorista.
BRUNO GARCEZ da BBC Brasil, em Washington
O resgate de 15 reféns pelo Exército colombiano, entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, deverá fortalecer o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e marginalizar o presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmam analistas ouvidos pela BBC Brasil.
Segundo o vice-presidente do instituto de pesquisas Inter American Dialogue e diretor do programa andino do órgão, Michael Shifter, a ação militar da Colômbia "certamente irá marginalizar Hugo Chávez, que dizia ser o mais capaz de libertar reféns, por conta de contar com mais legitimidade aos olhos das Farc (o grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que mantinha os reféns em cativeiro)".
Chávez passou a atuar como mediador entre o governo colombiano e as Farc em agosto de 2007.
Em novembro do ano passado, Uribe anunciou o fim da mediação do presidente venezuelano, alegando que ele havia desrespeitado um acordo entre os dois, segundo o qual não poderia se comunicar diretamente com o alto comando militar colombiano.
O episódio provocou uma crise diplomática entre a Venezuela e a Colômbia. Em janeiro deste ano, as Farc libertaram a ex-candidata à vice-presidência da Colômbia Clara Rojas e a ex-deputada Consuelo Gonzalez.
A libertação foi obtida após Uribe permitir o retorno de Chávez às negociações.
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, também vinha desde sua posse, em maio de 2007, fazendo pressão pela libertação dos reféns, já que Ingrid Betancourt tem cidadania francesa.
"Agora, o governo colombiano obteve esta vitória sem o apoio dos europeus e sem a participação de Chávez. Isso fortalece o papel deles e enfraquece o papel de Chávez como agente de paz", afirma Shifter.
"Estado precário"
Para Adam Isacson, diretor do Projeto Colômbia do instituto de pesquisas Center for International Policy, o resgate mostra que as Farc estão '"em um estado tão precário que nem conseguem dar conta de seus reféns'".
Na opinião do analista, a ação de resgate reforça o suposto viés militarista adotado por Uribe em detrimento à saída diplomática.
"É uma gigantesca vitória para ele e uma derrota para aqueles que eram contra a opção de pôr fim ao problema à base de tiros'", afirma.
"Uribe mostrou que o lado humanitário, o bem-estar de reféns, também é uma de suas preocupações. Ele já conta com uma popularidade (entre os colombianos) na faixa de 84%, isso deverá ampliá-la ainda mais", diz Shifter.
Ele acredita que com a perda de seus mais destacados reféns e, por conseguinte, suas principais fichas para possíveis barganhas políticas, as Farc tenderão a se fragmentar.
"Não significa que todas as frentes das Farc irão desaparecer, mas a habilidade deles em atuar como um Exército nacional se perdeu. Eles deverão se dividir em grupos menores e alguns deles deverão inclusive buscar alguma forma de entendimento com o governo."
Estados Unidos
Apesar de julgar que a vitória política de Uribe deverá aproximar ainda mais a Colômbia dos Estados Unidos, Shifter acredita que o país sul-americano deverá seguir tendo problemas para firmar o acordo de livre comércio que tenta fechar com os americanos, devido a restrições da maioria democrata no Congresso.
'"Os democratas deverão reconhecer o feito de Uribe, mas seguirão pressionando para que a Colômbia faça mais em defesa dos direitos humanos no país, o que deixará o acordo ainda longe de ser firmado'", afirma.
O tratado opõe os dois virtuais candidatos à presidência dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, que é contrário a ele, e o republicano John McCain, que é a favor do acordo.
O fato de o anúncio da libertação dos reféns ter sido feito durante a visita à Colômbia de McCain não deverá servir à campanha do republicano de forma expressiva, na opinião de Shifter.
"O efeito deve ser bem limitado. O apoio dado a Uribe pode até favorecer a imagem de McCain, mas não creio que os ganhos políticos serão tão grandes."
Comentário do Minuto:
Foi um tiro certeiro na já combalida FARC.
O tiro também atinge em cheio Hugo Chávez, pretenso influente da organização narco-terorista.
Instrumento nas mãos de Chávez?
CRONOLOGIA-Captura e libertação de reféns na Colômbia
Reuters
A Colômbia afirmou na quarta-feira ter resgatado a cidadã franco-colombiana Ingrid Betancourt, três norte-americanos e 11 outros reféns mantidos durante anos sob o poder da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Os guerrilheiros mantiveram e ainda mantêm em acampamentos montados em áreas de mata fechada vários reféns para obter resgate ou vantagens políticas. Alguns deles foram sequestrados há mais de um década.
Leia abaixo uma cronologia com alguns dos principais eventos envolvendo a tomada e a libertação de reféns na Colômbia, nos últimos anos.
4 de setembro de 1997 -- Rebeldes marxistas invadem uma das maiores usinas hidroelétricas do país e fazem ao menos 23 pessoas reféns.
26 de março de 1998 -- Rebeldes das Farc mantêm mais de 30 civis reféns, entre os quais quatro cidadãos norte-americanos e um italiano, depois de terem-nos capturado em uma estrada das cercanias de Bogotá, afirmam autoridades.
14 de abril -- Cinco rebeldes bem vestidos e carregando pastas executivas assumem o controle de um avião colombiano e sequestram seus 41 passageiros e tripulantes, afirmam seis reféns libertados.
9 de fevereiro de 2000 -- Soldados libertam centenas de pessoas mantidas reféns por rebeldes esquerdistas que bloqueavam uma importante estrada do país depois de um cerco de quatro dias que teria feito parte da maior tomada de reféns da história colombiana.
10 de janeiro de 2001 -- Soldados colombianos a bordo de helicópteros resgatam 56 reféns de guerrilheiros esquerdistas, mas o grupo rebelde revida, sequestrando outras 13 pessoas, entre as quais cinco policiais, em uma outra área, dizem membros da polícia e das Forças Armadas.
6 de maio -- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, diz ter dado início a esforços para ajudar na libertação de soldados colombianos mantidos reféns por guerrilheiros marxistas há vários anos.
24 de fevereiro de 2002 -- Guerrilheiros marxistas sequestram a candidata à Presidência colombiana Ingrid Betancourt em uma estrada de uma área antes desmilitarizada. A captura ocorre enquanto o Exército começa a ocupar novamente essa área.
23 de outubro -- As Farc exigem a libertação de todos os guerrilheiros presos no país como condição para soltar os políticos e policiais sequestrados.
5 de maio de 2003 -- Os rebeldes matam um governador de Província, um ex-ministro da Defesa e oito soldados mantidos reféns quando o Exército realiza uma tentativa malsucedida de resgate, afirmam o governo e sobreviventes.
18 de dezembro de 2007 -- As Farc dizem em um comunicado que entregarão três reféns para Chávez. A declaração surge semanas depois de o governo da Colômbia ter afastado o líder venezuelano dos esforços para garantir a libertação dos rebeldes.
31 de dezembro -- A delicada missão de libertar três reféns parece entrar em colapso quando o governo e dirigentes rebeldes trocam acusações sobre manobras para tentar frustrar o acordo.
7 de janeiro de 2008 -- A Colômbia descarta a possibilidade de missões internacionais negociarem a libertação de reféns.
10 de janeiro -- Clara Rojas e Consuelo González, uma ex-deputada capturada em 2001, são soltas, alimentando as esperanças das outras dezenas de reféns ainda sob poder de guerrilheiros.
27 de fevereiro -- As Farc entregam para Chávez quatro reféns colombianos mantidos em um acampamento de uma área de mata.
4 de março -- As Farc afirmam que a morte de um de seus principais líderes, atingido em uma operação colombiana realizada dentro do Equador, prejudicará enormemente os esforços para realizar a troca de reféns por guerrilheiros presos.
28 de março -- A Colômbia oferece dinheiro e penas de prisão brandas para rebeldes que garantam a libertação de Betancourt.
1o de abril -- O presidente da França, Nicolas Sarkozy, diz que Betancourt encontra-se perto da morte e que precisa ser libertada. Sarkozy envia uma equipe médica para cuidar da refém, mas não consegue autorização para que essa equipe encontre-se com a franco-colombiana.
8 de junho -- Chávez conclama os rebeldes das Farc a libertarem incondicionalmente todos os reféns.
2 de julho -- Forças colombianas resgatam Betancourt, três norte-americanos e 11 outros reféns das mãos das Farc.
Comentário do Minuto:
Esta pegou Hugo Chávez com as calças na mão.
Com a morte dos três principais líderes da organização, pensava-se que Chávez era quem dava as cartas. As Farcs eram um instrumento nas mãos do ditador venezuelano.
Sete dos nove Estados da Bolívia se opôe a Evo Morales
Bolívia: oposição vence eleições em Chuquisaca
A indígena quíchua Savina Cuéllar, opositora ao presidente Evo Morales, foi eleita governadora do Estado (departamento) de Chuquisaca com 48,46% dos votos, segundo a apuração definitiva da Corte Nacional Eleitoral divulgada nesta quarta-feira.
Cuéllar obteve 78.052 votos, 48,46% do total de votos (161.071) e 51,5% dos votos válidos, superando o governista Wálter Valda, com que obteve 66.836 votos, correspondentes a 41,49% do total, e 44,1% dos votos válidos.
Total de votos: 161.071
Votos válidos: 151309 (93,94% do total)
Cuéllar: 78.052 votos (48,46%)
Valda: 66836 votos (41,49%)
Nulos: 5544 (3,4%)
Em branco: 4218 (2,6%)
Participação do eleitorado na votação: 76,6% dos eleitores.
O departamento de Chuquisaca, cuja capital é Sucre, realizou no domingo passado eleições departamentais antecipadas para escolher seu novo governador, depois que o anterior, o governista David Sánchez, renunciasse ao cargo e fugisse do país em novembro.
Sánchez se refugiou no Peru após violentos protestos ocorridos em Sucre contra a Assembléia Constituinte, já que o órgão tirou de sua agenda o assunto sobre a mudança para esta cidade dos poderes Legislativo e Executivo, que estão em La Paz desde o século XIX.
Com a vitória de Cuéllar, sete dos nove departamentos bolivianos são agora governados por opositores de Morales.
Assim, as eleições de Chuquisaca configuraram um novo mapa político nos departamentos da Bolívia, onde só as regiões andinas de Oruro e Potosí estão nas mãos de governadores pró-Morales.
Savina Cuéllar já anunciou que Chuquisaca também realizará um processo autonomista, assim como já fizeram as regiões da chamada "meia lua", território integrado pelos departamentos de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija.
Estes departamentos aprovaram em referendo estatutos autônomos que o Governo de Evo Morales não reconhece por considerá-los "ilegais" e "separatistas".
Comentário do Minuto:
O povo boliviano percebeu a grande farsa que é Evo Morales, bem diferente do povo brasileiro que ainda não sabe quem é Lula da Silva. O que explica isto é o fato de Evo Morales ter feito, abertamente, tudo o que Lula pensa em fazer. O que o atrapalha é a mídia.
A indígena quíchua Savina Cuéllar, opositora ao presidente Evo Morales, foi eleita governadora do Estado (departamento) de Chuquisaca com 48,46% dos votos, segundo a apuração definitiva da Corte Nacional Eleitoral divulgada nesta quarta-feira.
Cuéllar obteve 78.052 votos, 48,46% do total de votos (161.071) e 51,5% dos votos válidos, superando o governista Wálter Valda, com que obteve 66.836 votos, correspondentes a 41,49% do total, e 44,1% dos votos válidos.
Total de votos: 161.071
Votos válidos: 151309 (93,94% do total)
Cuéllar: 78.052 votos (48,46%)
Valda: 66836 votos (41,49%)
Nulos: 5544 (3,4%)
Em branco: 4218 (2,6%)
Participação do eleitorado na votação: 76,6% dos eleitores.
O departamento de Chuquisaca, cuja capital é Sucre, realizou no domingo passado eleições departamentais antecipadas para escolher seu novo governador, depois que o anterior, o governista David Sánchez, renunciasse ao cargo e fugisse do país em novembro.
Sánchez se refugiou no Peru após violentos protestos ocorridos em Sucre contra a Assembléia Constituinte, já que o órgão tirou de sua agenda o assunto sobre a mudança para esta cidade dos poderes Legislativo e Executivo, que estão em La Paz desde o século XIX.
Com a vitória de Cuéllar, sete dos nove departamentos bolivianos são agora governados por opositores de Morales.
Assim, as eleições de Chuquisaca configuraram um novo mapa político nos departamentos da Bolívia, onde só as regiões andinas de Oruro e Potosí estão nas mãos de governadores pró-Morales.
Savina Cuéllar já anunciou que Chuquisaca também realizará um processo autonomista, assim como já fizeram as regiões da chamada "meia lua", território integrado pelos departamentos de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija.
Estes departamentos aprovaram em referendo estatutos autônomos que o Governo de Evo Morales não reconhece por considerá-los "ilegais" e "separatistas".
Comentário do Minuto:
O povo boliviano percebeu a grande farsa que é Evo Morales, bem diferente do povo brasileiro que ainda não sabe quem é Lula da Silva. O que explica isto é o fato de Evo Morales ter feito, abertamente, tudo o que Lula pensa em fazer. O que o atrapalha é a mídia.
O que é bom para Lula é péssimo para o Brasil
CCJ da Câmara aprova mudanças na fidelidade partidária
AGÊNCIA ESTADO
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou hoje, por 33 votos a 8, alterações nas regras da fidelidade partidária para os políticos. A proposta do deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) introduz como principal modificação a criação de uma espécie de janela que permite a troca de partidos até um mês antes do término do prazo de filiação que possibilite a candidatura. Contudo, só será permitida a mudança de partido, sem a punição prevista na lei atual, se o candidato disputar na mesma circunscrição que está inscrito hoje.
Por exemplo, se for deputado, só pode mudar de partido se for para se candidatar a deputado. O projeto de lei complementar segue agora para votação no plenário da Câmara, e deve ser apreciado apenas depois das eleições de outubro. Depois, terá de ser submetido ainda ao Senado. Com isso, os seus efeitos só deverão valer nas eleições gerais de 2010.
A base do governo votou em peso a favor do projeto. A oposição (PSDB, DEM e PPS) foi contra. O argumento é de que a mudança no projeto de fidelidade fará com que o governo volte a tentar assediar seus quadros para tentar aumentar a base de apoio dentro do Congresso. Para o deputado Efraim Filho (DEM-RN), com a aprovação do projeto na CCJ, foi criada a "janela da traição". "Agora os deputados têm hora e horário marcado para trair seus partidos políticos", afirmou.
Comentário do Minuto:
Como se sabe, Flávio Dino e seu Partido Comunista do Brasil estão a serviço de Lula, sempre. O que é bom para Lula, para o Brasil é péssimo.
AGÊNCIA ESTADO
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou hoje, por 33 votos a 8, alterações nas regras da fidelidade partidária para os políticos. A proposta do deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) introduz como principal modificação a criação de uma espécie de janela que permite a troca de partidos até um mês antes do término do prazo de filiação que possibilite a candidatura. Contudo, só será permitida a mudança de partido, sem a punição prevista na lei atual, se o candidato disputar na mesma circunscrição que está inscrito hoje.
Por exemplo, se for deputado, só pode mudar de partido se for para se candidatar a deputado. O projeto de lei complementar segue agora para votação no plenário da Câmara, e deve ser apreciado apenas depois das eleições de outubro. Depois, terá de ser submetido ainda ao Senado. Com isso, os seus efeitos só deverão valer nas eleições gerais de 2010.
A base do governo votou em peso a favor do projeto. A oposição (PSDB, DEM e PPS) foi contra. O argumento é de que a mudança no projeto de fidelidade fará com que o governo volte a tentar assediar seus quadros para tentar aumentar a base de apoio dentro do Congresso. Para o deputado Efraim Filho (DEM-RN), com a aprovação do projeto na CCJ, foi criada a "janela da traição". "Agora os deputados têm hora e horário marcado para trair seus partidos políticos", afirmou.
Comentário do Minuto:
Como se sabe, Flávio Dino e seu Partido Comunista do Brasil estão a serviço de Lula, sempre. O que é bom para Lula, para o Brasil é péssimo.
Sábado, 28 de Junho de 2008
NO PAC NÃO PODE ROUBAR
Dilma: governo terá 'tolerância zero' com desvios no PAC
AGÊNCIA ESTADO
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse hoje que o governo está com o "sinal amarelo" aceso diante dos indícios de corrupção em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo a ministra, o governo terá uma postura de "tolerância zero" com o desvio de verbas. Há uma semana, a Polícia Federal (PF) prendeu 38 pessoas suspeitas de fraudar contratos de R$700 milhões. O esquema contaria com a influência de prefeitos, deputados e servidores públicos graduados, inclusive do Ministério das Cidades.
A ministra elogiou a chamada Operação João de Barro. Para ela, a divulgação da ação da PF tem "um caráter dissuasório". Dilma afirmou que a Caixa Econômica Federal (CEF) e a Controladoria Geral da União (CGU) passarão "um pente fino" nos contratos de 17 municípios que apareceram nas investigações das supostas irregularidades. "Não achamos que ninguém é culpado antecipadamente, mas acendemos o sinal amarelo", afirmou.
Ao fazer uma palestra sobre o PAC para os integrantes da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) no Rio de Janeiro, a ministra advertiu os construtores de que é preciso mudar a idéia comum no Brasil de que sempre há algum desvio no meio de um grande volume de obras públicas. "Não vamos compactuar com isso e teremos uma ação muito dura", avisou. "Para o governo, é tolerância zero."
Comentário do Minuto:
Corrupção no PAC: Tolerância Zero!
No resto do governo a ministra não disse qual seria a Tolerância.
Supôe-se que continuará elevadíssima!
AGÊNCIA ESTADO
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse hoje que o governo está com o "sinal amarelo" aceso diante dos indícios de corrupção em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo a ministra, o governo terá uma postura de "tolerância zero" com o desvio de verbas. Há uma semana, a Polícia Federal (PF) prendeu 38 pessoas suspeitas de fraudar contratos de R$700 milhões. O esquema contaria com a influência de prefeitos, deputados e servidores públicos graduados, inclusive do Ministério das Cidades.
A ministra elogiou a chamada Operação João de Barro. Para ela, a divulgação da ação da PF tem "um caráter dissuasório". Dilma afirmou que a Caixa Econômica Federal (CEF) e a Controladoria Geral da União (CGU) passarão "um pente fino" nos contratos de 17 municípios que apareceram nas investigações das supostas irregularidades. "Não achamos que ninguém é culpado antecipadamente, mas acendemos o sinal amarelo", afirmou.
Ao fazer uma palestra sobre o PAC para os integrantes da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) no Rio de Janeiro, a ministra advertiu os construtores de que é preciso mudar a idéia comum no Brasil de que sempre há algum desvio no meio de um grande volume de obras públicas. "Não vamos compactuar com isso e teremos uma ação muito dura", avisou. "Para o governo, é tolerância zero."
Comentário do Minuto:
Corrupção no PAC: Tolerância Zero!
No resto do governo a ministra não disse qual seria a Tolerância.
Supôe-se que continuará elevadíssima!
Lula simplifica tudo. Não há ladrões no caso Varig
'Para mim, caso Varig está encerrado', diz Lula
AGÊNCIA ESTADO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que as denúncias de tráfico de influência no processo de venda da Varig "é um absurdo" e uma "mentira". "Para mim, (o caso da venda da empresa) está encerrado, e graças a Deus teve alguém que comprasse para que a Varig não falisse", disse Lula ao responder uma pergunta sobre a suposta pressão do advogado Roberto Teixeira da Costa - amigo e compadre do presidente - nas negociações, em entrevista coletiva em Caracas, na Venezuela.
"O caso da Varig, para mim, já está respondido. Começou na Justiça e terminou na Justiça", afirmou. Lula disse que quem "inventou" a "mentira" - referindo-se às denúncias - deve procurar uma solução. "Não é um problema meu. É um problema de quem criou a mentira." Depois da resposta do presidente, a platéia, formada por uma claque do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e de funcionários da estatal petrolífera venezuelana PDVSA, aplaudiu Lula efusivamente.
Comentário do Minuto:
O bagre ensaboado Lula da Silva às vezes simplifica demais, as coisas. Quando a corrupção começa a se aproximar do Planalto, ou é "eu não sabia", ou "tá debelado". Não sei como, mas ele consegue calar as instituições e até a oposição.
AGÊNCIA ESTADO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que as denúncias de tráfico de influência no processo de venda da Varig "é um absurdo" e uma "mentira". "Para mim, (o caso da venda da empresa) está encerrado, e graças a Deus teve alguém que comprasse para que a Varig não falisse", disse Lula ao responder uma pergunta sobre a suposta pressão do advogado Roberto Teixeira da Costa - amigo e compadre do presidente - nas negociações, em entrevista coletiva em Caracas, na Venezuela.
"O caso da Varig, para mim, já está respondido. Começou na Justiça e terminou na Justiça", afirmou. Lula disse que quem "inventou" a "mentira" - referindo-se às denúncias - deve procurar uma solução. "Não é um problema meu. É um problema de quem criou a mentira." Depois da resposta do presidente, a platéia, formada por uma claque do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e de funcionários da estatal petrolífera venezuelana PDVSA, aplaudiu Lula efusivamente.
Comentário do Minuto:
O bagre ensaboado Lula da Silva às vezes simplifica demais, as coisas. Quando a corrupção começa a se aproximar do Planalto, ou é "eu não sabia", ou "tá debelado". Não sei como, mas ele consegue calar as instituições e até a oposição.
Sexta-feira, 27 de Junho de 2008
Este é Barack Obama!

Obama brinca de associação de palavras durante entrevista na TV
AFP
AFP
O candidato democrata Barack Obama participou num jogo de associação de palavras durante uma entervista no canal Fox na noite de quinta-feira e aproveitou para expressar, mais uma vez, seu respeito por seu advesário republicano, John McCain.
Apresentador do canal Fox:
- Vou falar algumas palavras e você me diz o que vir à sua cabeça, OK?
- Vou fazer o melhor que puder - respondeu Obama
- Wall Street
- Dinheiro
- Irã
- Irã
- Ameaça
- Exxon Mobil
- Exxon Mobil
- Lucros - disse Obama, rindo.
- Senador McCain
- Senador McCain
- Honra
Obama também afirmou que está determinado a disputar uma campanha presidencial positiva, mesmo que sua disputa verbal com McCain possa gerar uma cobertura negativa da imprensa sobre ele.
- Não há dúvida de que, às vezes, a testosterona fale mais alto e você fica mais combativo do que é preciso - explicou Obama.
Obama também afirmou que está determinado a disputar uma campanha presidencial positiva, mesmo que sua disputa verbal com McCain possa gerar uma cobertura negativa da imprensa sobre ele.
- Não há dúvida de que, às vezes, a testosterona fale mais alto e você fica mais combativo do que é preciso - explicou Obama.
ADULTERAÇÃO: Forma encontrada para difamar Obama.
Ontem um ANÔNIMO escreveu o seguinte comentário:
26 de Junho de 2008 14:45
O "democrata" OBAMA posicionou-se contra a decisão da Corte Suprema que considerou inconstitucional condenar à pena de morte réus que estupraram crianças.
Muito DEMOCRATA esse tal de OBAMA !!!
É apenas a versão americana de Collor!
Resposta do Minuto Político:
É muito difícil atacar Barack Obama porque se trata de político limpo. O máximo que conseguiram até hoje, além de calúnias ou injúrias, foi o fato, confessado por ele próprio, de um dia, quando jovem, ter experimentado maconha.
As mentiras, no entanto, proliferam via e-mail ou em páginas sem credibilidade da Internet, como os orkuts da vida.
Este blog, antes de defender a candidatura Barack Obama, fez buscas nos diversos órgãos de imprensa americanos, não encontrando absolutamente nada que fizesse dele um mau exemplo. Ao contrário, Obama é honesto, culto, preparado, justo e tem capacidade para mudar. Obama tem um passado LIMPO!
Eis a notícia que fora adulterada pelo ANÔNIMO e que diz exatamente o contrário:
Publicado ontem na Folha Online
Obama rejeita decisão da Justiça sobre pena para estupro de crianças
da Associated Press
O provável candidato democrata à Casa Branca Barack Obama criticou a decisão da Suprema Corte de proibir a pena de morte para condenados por estupro de crianças.
"Eu disse repetidas vezes que eu penso que a pena de morte deve ser aplicada em raras ocasiões, para os mais horrendos dos crimes", disse o democrata, em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira.
"Eu acredito que o estupro de uma pequena criança, seis ou oito anos de idade, é um crime hediondo e se um Estado toma uma decisão que sob circunstâncias limitadas, bem definidas, a pena de morte é ao menos potencialmente aplicável, isso não viola nossa Constituição", continuou.
O republicano John McCain também criticou a decisão da Corte, dizendo que é "um ataque aos esforços dos legisladores de punir estes condenados hediondos pelo mais desprezível crime".
Por 5 votos a 4, a Corte afirmou nesta quarta-feira que uma lei estadual que permita a pena de morte nesse contexto viola a Constituição dos EUA. "A pena de morte não é uma punição proporcional ao estupro de uma criança", escreveu o juiz Anthony Kennedy. Seus quatro colegas liberais se uniram a ele, enquanto os quatro juizes mais conservadores discordaram.
Há 44 anos os EUA não executam alguém por um crime que não envolvesse a morte de um vítima.
Obama disse ainda que a Justiça norte-americana deveria "ter dito que queria restringir a habilidade dos Estados de fazer este tipo de condenação para ter certeza que fizessem de um jeito apropriado e cuidadoso". "Mas a Corte basicamente anunciou uma proibição e eu discordo disso", disse o democrata.
Como senador por Illinois, Obama apoiou a pena de morte, mas criticou o modo como era aplicada. No Congresso, ele ajudou a reescrever o sistema estadual de pena de morte para evitar que pessoas inocentes fossem condenadas à morte.
As novas regras incluem exigência de que a polícia grave todas as interoogações em vídeo e dá à Suprema Corte mais poder para mudar decisões injustas.
Ele também se opôs à legislação que tornava mais fácil impôr a pena de morte para assassinatos cometidos como parte das ações de gangues. Obama arguimentou que a linguagem era muito vaga e que as autoridades poderiam abusar desta lei.
Embora tenha ressalvas em relação a este tipo de condenação, ele não rejeita a pena de morte inteiramente. Ele apoiou a condenação para os condenados ao assassinato dcruel de pessoas mais velhas.
"Enquanto a evidência me diz que a pena de morte faz pouco para deter crime, eu acredito que há alguns crimes --como assassinato em série, estupro e assassinato de crianças-- tão hediondos, tão além da razão, que a comunidade pode expressar toda a medida de seu ultraje com a maior das punições", escreveu Obama, em seu livro "The Audacity of Hope" ("A Audácia da Esperança").
26 de Junho de 2008 14:45
O "democrata" OBAMA posicionou-se contra a decisão da Corte Suprema que considerou inconstitucional condenar à pena de morte réus que estupraram crianças.
Muito DEMOCRATA esse tal de OBAMA !!!
É apenas a versão americana de Collor!
Resposta do Minuto Político:
É muito difícil atacar Barack Obama porque se trata de político limpo. O máximo que conseguiram até hoje, além de calúnias ou injúrias, foi o fato, confessado por ele próprio, de um dia, quando jovem, ter experimentado maconha.
As mentiras, no entanto, proliferam via e-mail ou em páginas sem credibilidade da Internet, como os orkuts da vida.
Este blog, antes de defender a candidatura Barack Obama, fez buscas nos diversos órgãos de imprensa americanos, não encontrando absolutamente nada que fizesse dele um mau exemplo. Ao contrário, Obama é honesto, culto, preparado, justo e tem capacidade para mudar. Obama tem um passado LIMPO!
Eis a notícia que fora adulterada pelo ANÔNIMO e que diz exatamente o contrário:
Publicado ontem na Folha Online
Obama rejeita decisão da Justiça sobre pena para estupro de crianças
da Associated Press
O provável candidato democrata à Casa Branca Barack Obama criticou a decisão da Suprema Corte de proibir a pena de morte para condenados por estupro de crianças.
"Eu disse repetidas vezes que eu penso que a pena de morte deve ser aplicada em raras ocasiões, para os mais horrendos dos crimes", disse o democrata, em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira.
"Eu acredito que o estupro de uma pequena criança, seis ou oito anos de idade, é um crime hediondo e se um Estado toma uma decisão que sob circunstâncias limitadas, bem definidas, a pena de morte é ao menos potencialmente aplicável, isso não viola nossa Constituição", continuou.
O republicano John McCain também criticou a decisão da Corte, dizendo que é "um ataque aos esforços dos legisladores de punir estes condenados hediondos pelo mais desprezível crime".
Por 5 votos a 4, a Corte afirmou nesta quarta-feira que uma lei estadual que permita a pena de morte nesse contexto viola a Constituição dos EUA. "A pena de morte não é uma punição proporcional ao estupro de uma criança", escreveu o juiz Anthony Kennedy. Seus quatro colegas liberais se uniram a ele, enquanto os quatro juizes mais conservadores discordaram.
Há 44 anos os EUA não executam alguém por um crime que não envolvesse a morte de um vítima.
Obama disse ainda que a Justiça norte-americana deveria "ter dito que queria restringir a habilidade dos Estados de fazer este tipo de condenação para ter certeza que fizessem de um jeito apropriado e cuidadoso". "Mas a Corte basicamente anunciou uma proibição e eu discordo disso", disse o democrata.
Como senador por Illinois, Obama apoiou a pena de morte, mas criticou o modo como era aplicada. No Congresso, ele ajudou a reescrever o sistema estadual de pena de morte para evitar que pessoas inocentes fossem condenadas à morte.
As novas regras incluem exigência de que a polícia grave todas as interoogações em vídeo e dá à Suprema Corte mais poder para mudar decisões injustas.
Ele também se opôs à legislação que tornava mais fácil impôr a pena de morte para assassinatos cometidos como parte das ações de gangues. Obama arguimentou que a linguagem era muito vaga e que as autoridades poderiam abusar desta lei.
Embora tenha ressalvas em relação a este tipo de condenação, ele não rejeita a pena de morte inteiramente. Ele apoiou a condenação para os condenados ao assassinato dcruel de pessoas mais velhas.
"Enquanto a evidência me diz que a pena de morte faz pouco para deter crime, eu acredito que há alguns crimes --como assassinato em série, estupro e assassinato de crianças-- tão hediondos, tão além da razão, que a comunidade pode expressar toda a medida de seu ultraje com a maior das punições", escreveu Obama, em seu livro "The Audacity of Hope" ("A Audácia da Esperança").
Quinta-feira, 26 de Junho de 2008
Dona Ruth na crônica da Adriana
Uma dama de primeira
Por Adriana Vandoni
O Brasil perdeu uma das intelectuais mais importantes dos últimos tempos. Dona Ruth Cardoso foi símbolo e exemplo de mulher pensante, ativa, produtiva, que tinha opinião e sabia emiti-la.
Ruth, apesar de ter sido a esposa do presidente da república por dois mandatos, conseguiu manter sua independência intelectual, e mesmo assim desempenhou seu papel com elegância e discrição. Fisicamente possuía uma beleza inteligente, daquele tipo que não se encontra em um fashion week, mas que não é vulnerável à ação do tempo, pelo contrário, torna-a imortal.
Uma das primeiras coisas que me chamou a atenção em Dona Ruth, então esposa do presidente eleito, foi a sua rejeição à republicana figura de "primeira-dama". Ruth acabou sendo muito mais que isso para o país. Ela pensou o Brasil e pensaria independente do marido. Essa era sua missão, sua vocação e seu ofício.
Mas porque rejeitar o título de primeira-dama?
Inspirado no modelo norte-americano, teoricamente o papel da primeira-dama seria chegar aonde o marido não chegava e isso implicava campanhas de voluntariado para atender aos menos favorecidos, sem nem de perto parecer um programa de governo de combate à pobreza. À primeira-dama cabiam aquelas infrutíferas campanha do cobertor, campanha do agasalho, campanhas da cesta básica, enfim, ações que ainda insistem em existir, mas que nem de longe colaboram para a solução de problemas sociais, apenas acalmam consciências frívolas.
Dona Ruth, ao contrário desses paliativos, pesquisava meios de agir nas raízes dos problemas sociais. Criou o Comunidade Solidária e estabeleceu definitivamente a diferença entre política pública de ação social, as legiões de boa vontade e as famigeradas campanhas de voluntariado governamental.
Sinceramente, acho que nesta era pós-ditadura, a única esposa de presidente da república que é merecedora do título de primeira-dama é Rosane Collor. Ela sim, foi magnânima! Era uma espécie de Jacqueline Kennedy brega. Pensava pouco, sorria muito, gastava barbaridades para se vestir com todo esmero de cafonice, e quando deixou o posto de primeira dama foi se ilustrar lendo Sidney Sheldon e Paulo Coelho. Não que eu tenha algo contra os dois premiados autores, mas daí a se ilustrar com os dois... enfim, Rosane Collor foi a mais perfeita tradução da first lady.
Marisa Letícia, mesmo que alguns elogiem sua discrição, no máximo poderia ser considerada como uma "primeira-engov", cuja função mais relevante é segurar o marido e a ação mais impactante foi cair da cama na semana passada.
A não primeira-dama dona Ruth foi cedo demais e num momento em que o Brasil, tomado pela bestialidade moral, tanto precisa de intelectuais com a dignidade que ela possuía.
Lamento profundamente sua passagem, mas agradeço a ela o exemplo e a lição do que é ser mulher e, acima de tudo, do que é ser cidadã.
Site: www.adrianavandoni.com.br
Por Adriana Vandoni
O Brasil perdeu uma das intelectuais mais importantes dos últimos tempos. Dona Ruth Cardoso foi símbolo e exemplo de mulher pensante, ativa, produtiva, que tinha opinião e sabia emiti-la.
Ruth, apesar de ter sido a esposa do presidente da república por dois mandatos, conseguiu manter sua independência intelectual, e mesmo assim desempenhou seu papel com elegância e discrição. Fisicamente possuía uma beleza inteligente, daquele tipo que não se encontra em um fashion week, mas que não é vulnerável à ação do tempo, pelo contrário, torna-a imortal.
Uma das primeiras coisas que me chamou a atenção em Dona Ruth, então esposa do presidente eleito, foi a sua rejeição à republicana figura de "primeira-dama". Ruth acabou sendo muito mais que isso para o país. Ela pensou o Brasil e pensaria independente do marido. Essa era sua missão, sua vocação e seu ofício.
Mas porque rejeitar o título de primeira-dama?
Inspirado no modelo norte-americano, teoricamente o papel da primeira-dama seria chegar aonde o marido não chegava e isso implicava campanhas de voluntariado para atender aos menos favorecidos, sem nem de perto parecer um programa de governo de combate à pobreza. À primeira-dama cabiam aquelas infrutíferas campanha do cobertor, campanha do agasalho, campanhas da cesta básica, enfim, ações que ainda insistem em existir, mas que nem de longe colaboram para a solução de problemas sociais, apenas acalmam consciências frívolas.
Dona Ruth, ao contrário desses paliativos, pesquisava meios de agir nas raízes dos problemas sociais. Criou o Comunidade Solidária e estabeleceu definitivamente a diferença entre política pública de ação social, as legiões de boa vontade e as famigeradas campanhas de voluntariado governamental.
Sinceramente, acho que nesta era pós-ditadura, a única esposa de presidente da república que é merecedora do título de primeira-dama é Rosane Collor. Ela sim, foi magnânima! Era uma espécie de Jacqueline Kennedy brega. Pensava pouco, sorria muito, gastava barbaridades para se vestir com todo esmero de cafonice, e quando deixou o posto de primeira dama foi se ilustrar lendo Sidney Sheldon e Paulo Coelho. Não que eu tenha algo contra os dois premiados autores, mas daí a se ilustrar com os dois... enfim, Rosane Collor foi a mais perfeita tradução da first lady.
Marisa Letícia, mesmo que alguns elogiem sua discrição, no máximo poderia ser considerada como uma "primeira-engov", cuja função mais relevante é segurar o marido e a ação mais impactante foi cair da cama na semana passada.
A não primeira-dama dona Ruth foi cedo demais e num momento em que o Brasil, tomado pela bestialidade moral, tanto precisa de intelectuais com a dignidade que ela possuía.
Lamento profundamente sua passagem, mas agradeço a ela o exemplo e a lição do que é ser mulher e, acima de tudo, do que é ser cidadã.
Site: www.adrianavandoni.com.br
Quarta-feira, 25 de Junho de 2008
O que fez Dona Ruth Cardoso em oito anos e o que fez, em cinco anos, Dona Marisa da Silva.

Cientista Política Lúcia Hippolito
"Foi quem criou no governo o primeiro programa de inclusão social, depois adotado e seguido pelo governo Lula. O Comunidade Solidária, que atendia a famílias carentes, mas sempre procurando um ofício, uma forma de sustentação daquela família.
Mais do que o esteio de um grande homem, Ruth Cardoso foi uma grande mulher.
No panorama das primeiras-damas autônomas, independentes, de carreira e luz próprias, só me lembro de Raisa Gorbachov e Hillary Clinton.
Senador Alvaro Dias, PSDB-PR
“Ruth Cardoso produziu, com discrição e inteligência, um trabalho de ação social inovador. Ela foi uma referência no governo de Fernando Henrique. Apesar disto era pouco afeita aos holofotes próprios do poder”.
Senadora Marisa Serrano, PSDB-MS
“Ruth Cardoso foi a mentora do hoje denominado Bolsa Família e seu trabalho no Comunidade Solidári foi muito importante, sua atuação fez com que os municípios se voltassem para o trabalho com a população mais carente. Se hoje o país tem uma rede de proteção social, essa rede foi criada por Ruth Cardoso.”
Senador Eduardo Azeredo, PSDB-MG
“O Comunidade Solidária, que foi presidido por Ruth Cardoso, visa tratar de problemas como a desigualdade e a exclusão social no país. Entre as ações promovidas por esse programa, está a alfabetização de jovens e adultos.
Ruth Cardoso era uma pessoa muito preparada. Era uma intelectual e teve uma atuação política muito importante. Exerceu a função de primeira-dama de forma discreta e elegante”.
Mais do que o esteio de um grande homem, Ruth Cardoso foi uma grande mulher.
No panorama das primeiras-damas autônomas, independentes, de carreira e luz próprias, só me lembro de Raisa Gorbachov e Hillary Clinton.
Senador Alvaro Dias, PSDB-PR
“Ruth Cardoso produziu, com discrição e inteligência, um trabalho de ação social inovador. Ela foi uma referência no governo de Fernando Henrique. Apesar disto era pouco afeita aos holofotes próprios do poder”.
Senadora Marisa Serrano, PSDB-MS
“Ruth Cardoso foi a mentora do hoje denominado Bolsa Família e seu trabalho no Comunidade Solidári foi muito importante, sua atuação fez com que os municípios se voltassem para o trabalho com a população mais carente. Se hoje o país tem uma rede de proteção social, essa rede foi criada por Ruth Cardoso.”
Senador Eduardo Azeredo, PSDB-MG
“O Comunidade Solidária, que foi presidido por Ruth Cardoso, visa tratar de problemas como a desigualdade e a exclusão social no país. Entre as ações promovidas por esse programa, está a alfabetização de jovens e adultos.
Ruth Cardoso era uma pessoa muito preparada. Era uma intelectual e teve uma atuação política muito importante. Exerceu a função de primeira-dama de forma discreta e elegante”.
Senador Agripino Maia, DEM-RN
"Ruth Cardoso será lembrada como a primeira-dama do Comunidade Solidária, programa que agregou o conjunto de políticas sociais implementado durante a gestão de Fernando Henrique”.
Senador Marco Maciel, DEM-PE
“Ruth Cardoso era portadora de densa vida acadêmica e, como primeira-dama nos governos Fernando Henrique Cardoso, formulou políticas públicas que muito contribuíram para reduzir as desigualdades sociais brasileiras, especialmente nos campos da educação e da saúde”
Senador Pedro Simon, PSDB-RS
“Ruth Cardoso foi uma pessoa digna, que marcou fortemente sua presença na história do país, pela sua preocupação sincera e ações práticas em benefício dos excluídos.”
Senadora Lúcia Vânia, PSDB-GO
A antropóloga Ruth Cardoso foi uma pensadora que não se restringia ao mundo das idéias, era uma mulher de fazer acontecer, de transformar sonhos em realidade. Foi uma pioneira na implantação de políticas públicas voltadas para a inclusão social. Sua preocupação era fazer com que os programas operassem uma verdadeira transformação nas condições de vida das populações menos favorecidas".
Senador Garibaldi Alves, PMDB-RN
A socióloga Ruth Cardoso, com sua inteligência, cultura e preparo, teria grande visibilidade, se quisesse, mas era extremamente discreta. E foi desta forma que teve forte influência no campo social nos oito anos do governo Fernando Henrique.
A socióloga Ruth Cardoso, com sua inteligência, cultura e preparo, teria grande visibilidade, se quisesse, mas era extremamente discreta. E foi desta forma que teve forte influência no campo social nos oito anos do governo Fernando Henrique.
Bancada do PMDB no Senado:
“O legado deixado pela ex-primeira-dama com iniciativas junto às camadas de baixa renda, com o Programa Comunidade Solidária, traduz, perfeitamente, a preocupação que ela tinha com a redução das desigualdades sociais”.
Direção do PSDB:
“Ruth Cardoso esteve, durante oito anos, à frente do Comunidade Solidária, onde iniciou, de forma consistente e criativa, o resgate da imensa dívida social que cinco séculos de atraso e abandono nos deixaram.
Comentário do Minuto:
Ruth Cardoso, além de preparada, trabalhou na área Social da gestão FHC sem visar ao lucro, sem visar à corrupção. Trabalhava por uma causa, por uma Nação, por patriotismo, apenas. Entrou no governo brasileira e como brasileira saiu.
Lula não profere fala sem comparação com o governo anterior. Vamos a ela:
Em cinco anos o que fez Dona Marisa da Silva além de comandar os churrascos e as festas juninas da Granja do Torto?
Plantou as estrelas do PT nos jardins dos Palácios do governo?
O poder da Internet
Escapando pelos dedos
Por Adriana Vandoni
No domingo, 22, o programa Canal Livre da Band discutiu a liberdade de expressão. O convidado era o presidente da Câmara Arlindo Chinaglia. A certa altura o jornalista Antonio Teles disse: "a regra básica do jornalismo é publicar aquilo que alguém tenta esconder" e Joelmir Betting complementou: "é separar o joio do trigo e publicar o joio".
Eis, no meu entendimento, a função do jornalismo. Costumo ser questionada sobre os motivos de ser crítica. Respondo que para elogiar governos já existe uma legião de puxa-sacos e outra legião de assessores de imprensa, de marketing, de imagem, enfim, a função do jornalismo é levar à população aquilo que ela não é capaz de ver.
Mas tenho sentido, me corrijam se estiver errada, nos últimos meses alguns indícios que me preocupam. São casos de jornalistas intimidados, ameaçados, seqüestrados. Esses fatos, ainda que isolados e esporádicos, precisam ser combatidos desde já, caso contrário a corrupção, hoje institucionalizada no país, correrá solta e viveremos uma Ditadura que não tem lado ideológico, apenas criminoso.
Credito essa movimentação mais incisiva na tentativa de controlar a imprensa, à internet. A disseminação de blogs e sites de notícias pulverizou a informação e tirou o controle das mãos dos políticos. Existe, Brasil a fora, um sem número de jornais especializados em releases e que só sobrevivem de verbas governamentais. É a realidade da imprensa brasileira. Saiu da censura do regime militar para a censura econômica e política.
Muitos políticos já perceberam esse poder da internet e estão temerosos, daí o aumento nas denúncias de atos contra a liberdade de expressão.
Site: www.adrianavandoni.com.br
Por Adriana Vandoni
No domingo, 22, o programa Canal Livre da Band discutiu a liberdade de expressão. O convidado era o presidente da Câmara Arlindo Chinaglia. A certa altura o jornalista Antonio Teles disse: "a regra básica do jornalismo é publicar aquilo que alguém tenta esconder" e Joelmir Betting complementou: "é separar o joio do trigo e publicar o joio".
Eis, no meu entendimento, a função do jornalismo. Costumo ser questionada sobre os motivos de ser crítica. Respondo que para elogiar governos já existe uma legião de puxa-sacos e outra legião de assessores de imprensa, de marketing, de imagem, enfim, a função do jornalismo é levar à população aquilo que ela não é capaz de ver.
Mas tenho sentido, me corrijam se estiver errada, nos últimos meses alguns indícios que me preocupam. São casos de jornalistas intimidados, ameaçados, seqüestrados. Esses fatos, ainda que isolados e esporádicos, precisam ser combatidos desde já, caso contrário a corrupção, hoje institucionalizada no país, correrá solta e viveremos uma Ditadura que não tem lado ideológico, apenas criminoso.
Credito essa movimentação mais incisiva na tentativa de controlar a imprensa, à internet. A disseminação de blogs e sites de notícias pulverizou a informação e tirou o controle das mãos dos políticos. Existe, Brasil a fora, um sem número de jornais especializados em releases e que só sobrevivem de verbas governamentais. É a realidade da imprensa brasileira. Saiu da censura do regime militar para a censura econômica e política.
Muitos políticos já perceberam esse poder da internet e estão temerosos, daí o aumento nas denúncias de atos contra a liberdade de expressão.
Site: www.adrianavandoni.com.br
PSDB mantém racha apesar de candidatura Alckmin, diz analista
Para Marco Antonio Teixeira, acordo do PSDB serviu apenas para tirar 'racha' da agenda política
Andréia Sadi, do estadao.com.br
O acordo que levou à homologação de Geraldo Alckmin como candidato do PSDB e tirou Gilberto Kassab da disputa no último domingo não eliminou o "racha" interno do partido, segundo análise do cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas Marco Antonio Teixeira. Para ele, o acordo na véspera da convenção tucana foi uma estratégia para "a platéia". "O acordo serviu apenas para tirar o racha da agenda política, da imprensa. E dá impressão de que o PSDB está marchando coeso, mas na realidade, isso dificilmente vai acontecer", disse em entrevista ao estadao.com.br.
Um acordo fechado a menos de 12 horas da convenção do PSDB no último domingo pôs fim à disputa dentro do partido entre os alckmistas e os kassabistas (tucanos que queriam fechar apoio ao atual prefeito). Prevaleceu a chapa de Alckmin, que foi lançado candidato único com apoio unânime do PSDB. Isso só foi possível porque, no sábado, o grupo de tucanos pró-Kassab concordou em retirar a chapa que pedia o apoio à reeleição do prefeito.
O analista disse também que o nome de Kassab como candidato dos dois partidos interessava também ao "projeto" do governador de São Paulo, José Serra, que não quer perder a aliança histórica do PSDB e DEM de olho nas eleições presidenciais de 2010.
"Até a noite de sábado, véspera da convenção, o PSDB estava em luta ensandecida para saber se teria candidatura própria ou se marcharia em aliança junto com o Kassab, que interessava diretamente ao Serra porque o projeto dele não é partidário, é o projeto de presidência em 2010", disse.
Teixeira acredita que apenas um dos candidatos chegará ao segundo turno porque têm a mesma plataforma política. "Eu não acredito que há espaço para os dois no segundo turno: ou passa o Alckmin ou Kassab". E aponta para o risco de um embate entre o tucano e o atual prefeito: "Alckmin e Kassab disputam o mesmo eleitorado, nada garante que a relação entre as duas candidaturas será preservada. Esse tempo curto de campanha vai nos mostrar. Precisa ver como vai ser a convivência", finalizou.
Andréia Sadi, do estadao.com.br
O acordo que levou à homologação de Geraldo Alckmin como candidato do PSDB e tirou Gilberto Kassab da disputa no último domingo não eliminou o "racha" interno do partido, segundo análise do cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas Marco Antonio Teixeira. Para ele, o acordo na véspera da convenção tucana foi uma estratégia para "a platéia". "O acordo serviu apenas para tirar o racha da agenda política, da imprensa. E dá impressão de que o PSDB está marchando coeso, mas na realidade, isso dificilmente vai acontecer", disse em entrevista ao estadao.com.br.
Um acordo fechado a menos de 12 horas da convenção do PSDB no último domingo pôs fim à disputa dentro do partido entre os alckmistas e os kassabistas (tucanos que queriam fechar apoio ao atual prefeito). Prevaleceu a chapa de Alckmin, que foi lançado candidato único com apoio unânime do PSDB. Isso só foi possível porque, no sábado, o grupo de tucanos pró-Kassab concordou em retirar a chapa que pedia o apoio à reeleição do prefeito.
O analista disse também que o nome de Kassab como candidato dos dois partidos interessava também ao "projeto" do governador de São Paulo, José Serra, que não quer perder a aliança histórica do PSDB e DEM de olho nas eleições presidenciais de 2010.
"Até a noite de sábado, véspera da convenção, o PSDB estava em luta ensandecida para saber se teria candidatura própria ou se marcharia em aliança junto com o Kassab, que interessava diretamente ao Serra porque o projeto dele não é partidário, é o projeto de presidência em 2010", disse.
Teixeira acredita que apenas um dos candidatos chegará ao segundo turno porque têm a mesma plataforma política. "Eu não acredito que há espaço para os dois no segundo turno: ou passa o Alckmin ou Kassab". E aponta para o risco de um embate entre o tucano e o atual prefeito: "Alckmin e Kassab disputam o mesmo eleitorado, nada garante que a relação entre as duas candidaturas será preservada. Esse tempo curto de campanha vai nos mostrar. Precisa ver como vai ser a convivência", finalizou.
Terça-feira, 24 de Junho de 2008
INCOMPETÊNCIA OU LADROAGEM?
TCU aprova contas de 2007 do governo Lula com críticas
AGÊNCIA ESTADO
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou hoje as contas do governo federal referentes ao ano de 2007, mas fez críticas ao crescimento dos chamados "Restos a Pagar", que correspondem às despesas formalmente empenhadas pelo governo em um ano, mas que não chegam a ser efetivamente executadas ou pagas. De acordo com o relatório do ministro Benjamin Zymler, o volume total de "Restos a Pagar" cresceu de R$43,9 bilhões em 2006, para R$62,2 bilhões em 2007, o que Zymler qualificou de "um orçamento paralelo".
O estudo feito pelo TCU mostra também que o ritmo de execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em seu primeiro de execução (2007), foi de 29,6% no total. Esse ritmo foi considerado pelo TCU "muito baixo", mas "natural" para um primeiro ano. "O PAC está em período de aquecimento, está se iniciando, e a gente espera que em 2008 isso avance", afirmou Zymler.
Comentário do Minuto:
Se este governo não fosse corrupto, ainda assim teria sérias dificuldades, pois a incompetência é brutal. Se não fosse o mar de rosas da economia mundial em seus 5 anos de desgoverno, o país teria ido à bancarrota!
AGÊNCIA ESTADO
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou hoje as contas do governo federal referentes ao ano de 2007, mas fez críticas ao crescimento dos chamados "Restos a Pagar", que correspondem às despesas formalmente empenhadas pelo governo em um ano, mas que não chegam a ser efetivamente executadas ou pagas. De acordo com o relatório do ministro Benjamin Zymler, o volume total de "Restos a Pagar" cresceu de R$43,9 bilhões em 2006, para R$62,2 bilhões em 2007, o que Zymler qualificou de "um orçamento paralelo".
O estudo feito pelo TCU mostra também que o ritmo de execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em seu primeiro de execução (2007), foi de 29,6% no total. Esse ritmo foi considerado pelo TCU "muito baixo", mas "natural" para um primeiro ano. "O PAC está em período de aquecimento, está se iniciando, e a gente espera que em 2008 isso avance", afirmou Zymler.
Comentário do Minuto:
Se este governo não fosse corrupto, ainda assim teria sérias dificuldades, pois a incompetência é brutal. Se não fosse o mar de rosas da economia mundial em seus 5 anos de desgoverno, o país teria ido à bancarrota!
DEM & PMDB
Kassab confirma Alda para vice de sua chapa à reeleição
O ESTADO DE SÃO PAULO
Com a decisão do PSDB de lançar o ex-governador Geraldo Alckmin candidato à Prefeitura de São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) confirmou ontem pela manhã o nome de Alda Marco Antônio (PMDB) para vice de sua chapa. "É uma questão definida a partir do momento que não temos o PSDB como aliado formal eleitoralmente", disse Kassab. "Teremos Alda Marco Antonio como vice."
O prefeito anunciou Alda após vistorias a obras de um viaduto na zona leste da capital paulista. Ali, mais uma vez, foi abordado por eleitores, tirou fotos, mas não pediu votos. Com a definição do quadro, Kassab ganha uma aliada na área dos cuidados com a criança e o adolescente.
Alda ocupou o cargo de secretária de Estado do Menor nos governos de Orestes Quércia e Luiz Antônio Fleury Filho. Foi também assessora para projetos especiais de César Maia na Prefeitura do Rio de Janeiro e trabalhou com o ex-presidente Itamar Franco. Seu último cargo público foi o de secretária municipal de Assistência Social da gestão Celso Pitta.
Curiosamente, a vice de Kassab é formada em engenheira civil e especialista em saneamento. Nas eleições de 2006, Alda candidatou-se ao Senado, mas ficou em terceiro lugar - atrás de Eduardo Suplicy (PT) e Guilherme Afif Domingos (DEM).
O ESTADO DE SÃO PAULO
Com a decisão do PSDB de lançar o ex-governador Geraldo Alckmin candidato à Prefeitura de São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) confirmou ontem pela manhã o nome de Alda Marco Antônio (PMDB) para vice de sua chapa. "É uma questão definida a partir do momento que não temos o PSDB como aliado formal eleitoralmente", disse Kassab. "Teremos Alda Marco Antonio como vice."
O prefeito anunciou Alda após vistorias a obras de um viaduto na zona leste da capital paulista. Ali, mais uma vez, foi abordado por eleitores, tirou fotos, mas não pediu votos. Com a definição do quadro, Kassab ganha uma aliada na área dos cuidados com a criança e o adolescente.
Alda ocupou o cargo de secretária de Estado do Menor nos governos de Orestes Quércia e Luiz Antônio Fleury Filho. Foi também assessora para projetos especiais de César Maia na Prefeitura do Rio de Janeiro e trabalhou com o ex-presidente Itamar Franco. Seu último cargo público foi o de secretária municipal de Assistência Social da gestão Celso Pitta.
Curiosamente, a vice de Kassab é formada em engenheira civil e especialista em saneamento. Nas eleições de 2006, Alda candidatou-se ao Senado, mas ficou em terceiro lugar - atrás de Eduardo Suplicy (PT) e Guilherme Afif Domingos (DEM).
Petista bom é ex-petista!
Prefeito de Nova Iguaçu-RJ é denunciado por fraude
AGÊNCIA ESTADO
A Procuradoria-Geral de Justiça do Rio de Janeiro denunciou o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), e mais sete pessoas por fraude em licitação. Segundo o Ministério Público, logo após assumir o cargo em 2005, o petista ordenou a realização de uma licitação, em caráter emergencial, para a contratação de serviços de publicidade por cerca de R$ 600 mil. O objetivo seria divulgar ações desenvolvidas pela prefeitura.
Segundo o MP, a vencedora do contrato, a Supernova Mídia e Comunicação, foi favorecida no processo. Lindberg deveria R$ 250 mil para a empresa referente a serviços prestados durante a campanha dele para a prefeitura, em 2004. O MP acusa que ainda houve a violação de outros dispositivos do processo, do qual também participou a Identigraf Design e Impressos.
Além do prefeito, são alvos da denúncia o então secretário de Governo do Município, André Luiz Ceciliano, o antigo presidente da Comissão de Licitação de Nova Iguaçu, Jayme Orlando Ferreira, os membros efetivos da comissão Janaína da Conceição Gomes dos Santos Silva e Marília de Oliveira Machado e os sócios da Supernova Carlos Marcos Colonnese, Francisco de Oliveira Junior e Alexandre Paschoa Monteiro.
A fraude em licitação prevê detenção de dois a quatro anos. Se forem condenados, Lindberg e Ferreira poderão ter suas penas aumentadas por supostamente liderarem a ação. A Justiça já declarou a indisponibilidade dos bens do prefeito e dos integrantes da comissão. Segundo o MP, a denúncia contra Lindberg poderá ser utilizada na Justiça Eleitoral para a impugnação da candidatura à Prefeitura de Nova Iguaçu, caso ele pretenda se reeleger.
Comentário do Minuto:
Lindeberg, até tu?
AGÊNCIA ESTADO
A Procuradoria-Geral de Justiça do Rio de Janeiro denunciou o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), e mais sete pessoas por fraude em licitação. Segundo o Ministério Público, logo após assumir o cargo em 2005, o petista ordenou a realização de uma licitação, em caráter emergencial, para a contratação de serviços de publicidade por cerca de R$ 600 mil. O objetivo seria divulgar ações desenvolvidas pela prefeitura.
Segundo o MP, a vencedora do contrato, a Supernova Mídia e Comunicação, foi favorecida no processo. Lindberg deveria R$ 250 mil para a empresa referente a serviços prestados durante a campanha dele para a prefeitura, em 2004. O MP acusa que ainda houve a violação de outros dispositivos do processo, do qual também participou a Identigraf Design e Impressos.
Além do prefeito, são alvos da denúncia o então secretário de Governo do Município, André Luiz Ceciliano, o antigo presidente da Comissão de Licitação de Nova Iguaçu, Jayme Orlando Ferreira, os membros efetivos da comissão Janaína da Conceição Gomes dos Santos Silva e Marília de Oliveira Machado e os sócios da Supernova Carlos Marcos Colonnese, Francisco de Oliveira Junior e Alexandre Paschoa Monteiro.
A fraude em licitação prevê detenção de dois a quatro anos. Se forem condenados, Lindberg e Ferreira poderão ter suas penas aumentadas por supostamente liderarem a ação. A Justiça já declarou a indisponibilidade dos bens do prefeito e dos integrantes da comissão. Segundo o MP, a denúncia contra Lindberg poderá ser utilizada na Justiça Eleitoral para a impugnação da candidatura à Prefeitura de Nova Iguaçu, caso ele pretenda se reeleger.
Comentário do Minuto:
Lindeberg, até tu?
Domingo, 22 de Junho de 2008
Aécio x Serra
Serra teve papel decisivo no acordo do PSDB, diz Guerra
AGÊNCIA ESTADO
O presidente Nacional do PSDB, senador Sergio Guerra (PSDB-PE), disse há pouco que o governador José Serra teve papel decisivo no acordo que definiu um candidato próprio para o PSDB nas eleições municipais deste ano. "Sem dúvida, equilíbrio, ponderação e firmeza, também sempre foram a marca dele", respondeu, ao ser questionado sobre o papel de Serra na decisão de ontem. Guerra chegou há pouco a Convenção do PSDB, pouco antes do ex-governador e pré-candidato à Prefeitura paulistana, Geraldo Alckmin.
Com referência ao acordo firmado ontem, Guerra afirmou que o PSDB teve que desenvolver com o tempo a noção de que precisa disputar a eleição e ter um candidato para vencer. "Que é o nosso ex-candidato à presidência da República e ex-governador Geraldo Alckmin". Sobre os próximos passos, ele afirmou que tudo tem o seu tempo. "Ao longo desta semana, vencemos obstáculos muito importantes e vamos vencer os que vierem", afirmou. Para 2010, Guerra afirmou que não há acordo algum. "Há dois candidatos no PSDB: José Serra e Aécio Neves. Nós vamos escolher um deles para governar o Brasil". Questionado sobre se Serra sairia na frente com o acordo firmado em São Paulo, ele disse que "em São Paulo, provavelmente, sim".
Comentário do Minuto:
São dois os candidatos para 2010, Serra e Aécio?
Se deixar por conta de Sérgio Guerra e sua corriola não será José Serra o candidato.
Com potencial para ganhar a eleição, à frente nas pesquisas, José Serra tinha tudo para endurecer o jogo contra Lula em 2006, mas figuras menores como Guerra, Aécio e Tasso quiseram Alckmin. Novamente à frente nas pesquisas, José Serra poderá ser preterido novamente, desta vez dando a vez para governador mineiro, e novamente o PSDB será forte candidato a perder mais uma.
AGÊNCIA ESTADO
O presidente Nacional do PSDB, senador Sergio Guerra (PSDB-PE), disse há pouco que o governador José Serra teve papel decisivo no acordo que definiu um candidato próprio para o PSDB nas eleições municipais deste ano. "Sem dúvida, equilíbrio, ponderação e firmeza, também sempre foram a marca dele", respondeu, ao ser questionado sobre o papel de Serra na decisão de ontem. Guerra chegou há pouco a Convenção do PSDB, pouco antes do ex-governador e pré-candidato à Prefeitura paulistana, Geraldo Alckmin.
Com referência ao acordo firmado ontem, Guerra afirmou que o PSDB teve que desenvolver com o tempo a noção de que precisa disputar a eleição e ter um candidato para vencer. "Que é o nosso ex-candidato à presidência da República e ex-governador Geraldo Alckmin". Sobre os próximos passos, ele afirmou que tudo tem o seu tempo. "Ao longo desta semana, vencemos obstáculos muito importantes e vamos vencer os que vierem", afirmou. Para 2010, Guerra afirmou que não há acordo algum. "Há dois candidatos no PSDB: José Serra e Aécio Neves. Nós vamos escolher um deles para governar o Brasil". Questionado sobre se Serra sairia na frente com o acordo firmado em São Paulo, ele disse que "em São Paulo, provavelmente, sim".
Comentário do Minuto:
São dois os candidatos para 2010, Serra e Aécio?
Se deixar por conta de Sérgio Guerra e sua corriola não será José Serra o candidato.
Com potencial para ganhar a eleição, à frente nas pesquisas, José Serra tinha tudo para endurecer o jogo contra Lula em 2006, mas figuras menores como Guerra, Aécio e Tasso quiseram Alckmin. Novamente à frente nas pesquisas, José Serra poderá ser preterido novamente, desta vez dando a vez para governador mineiro, e novamente o PSDB será forte candidato a perder mais uma.
ALCKMIN 1x0 KASSAB
Não houve concessão para acordo no PSDB, diz Aníbal
AGÊNCIA ESTADO
O líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal (PSDB-SP), afirmou há pouco que não houve nenhuma concessão no acordo que definiu chapa única do PSDB nas eleições municipais de São Paulo. "Havia uma posição francamente majoritária a favor da candidatura própria. Uma condição que se consolidou nas últimas semanas", disse.
Ele não considerou um recuo a desistência da ala pró-Kassab, mas disse que houve um entendimento que persistir naquela posição era brigar com os fatos.
"Brigar com os fatos nem sempre é bom, não dá certo", afirmou. "De um modo ou de outro, o governador José Serra contribuiu para que a discussão fosse a que está prevalecendo aqui hoje. Uma posição de unidade. O governador Serra sabe tanto quanto eu, que a receita para ganhar é a unidade. E a receita para perder é a desunião. Nós queremos ganhar", disse.
Em relação à eleição de 2010, Aníbal disse que ainda é muito cedo para pensar, e que a eleição municipal não tem esta associação tão forte com a nacional.
Aníbal, contudo, admitiu que "a unidade do partido prenuncia nessa eleição nossa unidade em 2010". Ele afirmou ainda não ter a menor dúvida de que o governo Serra irá embarcar na campanha de Geraldo Alckmin à Prefeitura paulistana.
O presidente estadual do PSDB de São Paulo, Antonio Carlos Thame (PSDB-SP), também afirmou que não houve negociação para ter Alckmin como candidato único, e considerou o resultado como importante, pois "uma cisão em um momento tão dramático em uma cidade como São Paulo seria interpretada como uma ruptura".
AGÊNCIA ESTADO
O líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal (PSDB-SP), afirmou há pouco que não houve nenhuma concessão no acordo que definiu chapa única do PSDB nas eleições municipais de São Paulo. "Havia uma posição francamente majoritária a favor da candidatura própria. Uma condição que se consolidou nas últimas semanas", disse.
Ele não considerou um recuo a desistência da ala pró-Kassab, mas disse que houve um entendimento que persistir naquela posição era brigar com os fatos.
"Brigar com os fatos nem sempre é bom, não dá certo", afirmou. "De um modo ou de outro, o governador José Serra contribuiu para que a discussão fosse a que está prevalecendo aqui hoje. Uma posição de unidade. O governador Serra sabe tanto quanto eu, que a receita para ganhar é a unidade. E a receita para perder é a desunião. Nós queremos ganhar", disse.
Em relação à eleição de 2010, Aníbal disse que ainda é muito cedo para pensar, e que a eleição municipal não tem esta associação tão forte com a nacional.
Aníbal, contudo, admitiu que "a unidade do partido prenuncia nessa eleição nossa unidade em 2010". Ele afirmou ainda não ter a menor dúvida de que o governo Serra irá embarcar na campanha de Geraldo Alckmin à Prefeitura paulistana.
O presidente estadual do PSDB de São Paulo, Antonio Carlos Thame (PSDB-SP), também afirmou que não houve negociação para ter Alckmin como candidato único, e considerou o resultado como importante, pois "uma cisão em um momento tão dramático em uma cidade como São Paulo seria interpretada como uma ruptura".
Sexta-feira, 20 de Junho de 2008
Prevenção contra maracutaias
Disputa interna do PSDB de SP chega à Justiça
DO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO
A disputa interna no PSDB para definir o candidato a prefeito de São Paulo chegou ontem aos tribunais. A decisão partiu da ala tucana que defende o apoio a uma chapa liderada pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM). O grupo ingressou na Justiça com um mandado de segurança. A medida, segundo o líder da bancada de vereadores tucanos, Gilberto Natalini, era para garantir que nenhuma das assinaturas de apoiadores da chapa pró-Kassab apresentadas pelo grupo fosse retirada posteriormente pelo partido, sob alegação de desistência.
Eles obtiveram 424 assinaturas a favor do prefeito e eram necessárias 403 para protocolar o documento. "Ouvimos que a Executiva Municipal estava com a idéia de ampliar o prazo para desistência em 24 horas. Não concordamos com isso e entramos com esse mandado para nos prevenir", explicou Natalini.
O prazo para retirar o apoio da chapa venceu às 18 horas da quarta-feira. Das 424 assinaturas - todas de delegados com direito a voto na convenção do PSDB -, 7 foram anuladas pelo Diretório Municipal. Segundo o partido, as pessoas pediram, dentro desse prazo, a retirada de suas assinaturas.
DO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO
A disputa interna no PSDB para definir o candidato a prefeito de São Paulo chegou ontem aos tribunais. A decisão partiu da ala tucana que defende o apoio a uma chapa liderada pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM). O grupo ingressou na Justiça com um mandado de segurança. A medida, segundo o líder da bancada de vereadores tucanos, Gilberto Natalini, era para garantir que nenhuma das assinaturas de apoiadores da chapa pró-Kassab apresentadas pelo grupo fosse retirada posteriormente pelo partido, sob alegação de desistência.
Eles obtiveram 424 assinaturas a favor do prefeito e eram necessárias 403 para protocolar o documento. "Ouvimos que a Executiva Municipal estava com a idéia de ampliar o prazo para desistência em 24 horas. Não concordamos com isso e entramos com esse mandado para nos prevenir", explicou Natalini.
O prazo para retirar o apoio da chapa venceu às 18 horas da quarta-feira. Das 424 assinaturas - todas de delegados com direito a voto na convenção do PSDB -, 7 foram anuladas pelo Diretório Municipal. Segundo o partido, as pessoas pediram, dentro desse prazo, a retirada de suas assinaturas.
Serra x Alckmin
PSDB-SP fará convenção no domingo com 2 chapas
AGÊNCIA ESTADO
O PSDB de São Paulo realizará mesmo a convenção municipal com duas chapas, a de Geraldo Alckmin e a que prevê a manutenção da aliança com o DEM do prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab. Apesar do racha da legenda na capital paulista, o presidente nacional da sigla, senador Sérgio Guerra (PE), que passou o dia em São Paulo a fim de tentar apaziguar os ânimos, não conseguiu demover a ala pró-Kassab a apoiar a chapa única encabeçada por Alckmin.
Apesar da disputa com duas chapas, o partido fechou hoje um pacto de não-agressão. "Esta será uma convenção absolutamente civilizada e de não-agressão de ambas as partes", informou o deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP). Semeghini, que acompanhou durante todo o dia de hoje as reuniões de Guerra com os dois lados do partido na capital e com o presidente do diretório municipal, José Henrique Reis Lobo, disse que foram fechados alguns pontos importantes para a realização da convenção de domingo.
Além do pacto de não-agressão, os dois lados comprometeram-se a acatar o resultado da votação de domingo, sem contestações na Justiça e sem brigas. "O resultado dessa convenção será respeitado por todos os membros do PSDB", destacou, complementando que, se houver alguma pendência, a discussão se dará num fórum formado pela direção dos diretórios municipal, estadual ou nacional.
O PSDB paulista também definiu a criação de um comitê eleitoral, formado por dois representantes das alas ligadas a Alckmin e dois das alas ligadas a Kassab, além de representantes da executiva municipal da legenda. Este comitê acompanhará todas as etapas da convenção de domingo e definirá a maneira como será realizada a votação nas duas chapas concorrentes. Semeghini adiantou que a legenda poderá usar urna eletrônica "porque é mais confiável".
Urna
O uso da urna eletrônica será definido amanhã, após reunião dos dirigentes do partido na cidade e dos membros da direção nacional. Outro ponto definido hoje foi a formação de uma chapa única de vereadores, independente da briga das duas alas do partido. O deputado disse que isso tende a deixar a legenda unida para enfrentar essas eleições, independente de quem vença a convenção de domingo. "O importante é que retomamos o diálogo e o bom debate, pois devemos estar preparados para este processo eleitoral e chegar às eleições sem racha ou divisões", emendou.
O deputado afirmou também que as denúncias travadas pelos dois lados serão totalmente investigadas pela executiva municipal da legenda e, se for comprovado que alguém desrespeitou as regras, o responsável será punido. "Não queremos a ingerência desse tipo de denúncia em nosso partido, que sempre prezou a ética e o respeito; por isso, tudo será investigado", disse. Nesse tiroteio, a ala pró-Kassab levantou a suspeição de que as eleições de domingo na convenção da legenda poderiam ser fraudadas em favor de Alckmin e delegados tucanos partidários do ex-governador denunciaram, no site da revista Época, a tentativa de suborno para trocar de lado e apoiar a reeleição de Kassab.
Comentário do Minuto:
No fundo essa briga de Alckmin é contra Serra. O governador gostaria de ver Kassab candidato à prefeitura paulistana em aliança com o PSDB, não só porque a parceria seria preservada, mas também porque o prefeito faz um ótimo trabalho à frente da prefeitura, tendo reais chances de se eleger. Além disso, Alckmin seria preservado para disputar o governo do Estado em 2010, quando o PSDB não teria um candidato forte para enfrentar o PT de Lula (José Aníbal é o fim da picada).
Em 2010 Alckmin teria uma eleição muito mais tranqüila, pois teria total apoio de Kassab e Dem, além do próprio Serra. E para não deixar o PT destruir o Estado de SP, até a Beatrice seria capaz de votar no Picolé de Chuchu. Será?
AGÊNCIA ESTADO
O PSDB de São Paulo realizará mesmo a convenção municipal com duas chapas, a de Geraldo Alckmin e a que prevê a manutenção da aliança com o DEM do prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab. Apesar do racha da legenda na capital paulista, o presidente nacional da sigla, senador Sérgio Guerra (PE), que passou o dia em São Paulo a fim de tentar apaziguar os ânimos, não conseguiu demover a ala pró-Kassab a apoiar a chapa única encabeçada por Alckmin.
Apesar da disputa com duas chapas, o partido fechou hoje um pacto de não-agressão. "Esta será uma convenção absolutamente civilizada e de não-agressão de ambas as partes", informou o deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP). Semeghini, que acompanhou durante todo o dia de hoje as reuniões de Guerra com os dois lados do partido na capital e com o presidente do diretório municipal, José Henrique Reis Lobo, disse que foram fechados alguns pontos importantes para a realização da convenção de domingo.
Além do pacto de não-agressão, os dois lados comprometeram-se a acatar o resultado da votação de domingo, sem contestações na Justiça e sem brigas. "O resultado dessa convenção será respeitado por todos os membros do PSDB", destacou, complementando que, se houver alguma pendência, a discussão se dará num fórum formado pela direção dos diretórios municipal, estadual ou nacional.
O PSDB paulista também definiu a criação de um comitê eleitoral, formado por dois representantes das alas ligadas a Alckmin e dois das alas ligadas a Kassab, além de representantes da executiva municipal da legenda. Este comitê acompanhará todas as etapas da convenção de domingo e definirá a maneira como será realizada a votação nas duas chapas concorrentes. Semeghini adiantou que a legenda poderá usar urna eletrônica "porque é mais confiável".
Urna
O uso da urna eletrônica será definido amanhã, após reunião dos dirigentes do partido na cidade e dos membros da direção nacional. Outro ponto definido hoje foi a formação de uma chapa única de vereadores, independente da briga das duas alas do partido. O deputado disse que isso tende a deixar a legenda unida para enfrentar essas eleições, independente de quem vença a convenção de domingo. "O importante é que retomamos o diálogo e o bom debate, pois devemos estar preparados para este processo eleitoral e chegar às eleições sem racha ou divisões", emendou.
O deputado afirmou também que as denúncias travadas pelos dois lados serão totalmente investigadas pela executiva municipal da legenda e, se for comprovado que alguém desrespeitou as regras, o responsável será punido. "Não queremos a ingerência desse tipo de denúncia em nosso partido, que sempre prezou a ética e o respeito; por isso, tudo será investigado", disse. Nesse tiroteio, a ala pró-Kassab levantou a suspeição de que as eleições de domingo na convenção da legenda poderiam ser fraudadas em favor de Alckmin e delegados tucanos partidários do ex-governador denunciaram, no site da revista Época, a tentativa de suborno para trocar de lado e apoiar a reeleição de Kassab.
Comentário do Minuto:
No fundo essa briga de Alckmin é contra Serra. O governador gostaria de ver Kassab candidato à prefeitura paulistana em aliança com o PSDB, não só porque a parceria seria preservada, mas também porque o prefeito faz um ótimo trabalho à frente da prefeitura, tendo reais chances de se eleger. Além disso, Alckmin seria preservado para disputar o governo do Estado em 2010, quando o PSDB não teria um candidato forte para enfrentar o PT de Lula (José Aníbal é o fim da picada).
Em 2010 Alckmin teria uma eleição muito mais tranqüila, pois teria total apoio de Kassab e Dem, além do próprio Serra. E para não deixar o PT destruir o Estado de SP, até a Beatrice seria capaz de votar no Picolé de Chuchu. Será?
Obama: Um negro anti-racista
Obama pede desculpas a muçulmanas discriminadas em comício
Reuters - em matéria de Caren Bohan
O candidato presidencial democrata Barack Obama pediu desculpas ontem a duas mulheres muçulmanas que foram impedidas de sentarem próximas de um pódio onde ele discursava porque usavam lenços islâmicos na cabeça.
Em um evento de campanha em Detroit na segunda-feira, Shimaa Abdelfadeel e Hebba Aref foram impedidas pelos voluntários de sentarem-se atrás de Obama, local que seria filmado pelas câmeras da TV. Aparentemente, a ordem veio por causa dos lenços.
"Eu entrei em contato com a senhora Aref e a senhora Abdelfadeel nesta tarde", disse Obama em um comunicado. "Falei com a senhora Abdelfadeel e pedi minhas mais profundas desculpas pelo incidente que ocorreu com voluntários em Detroit."
Obama disse que a atitude dos voluntários foi "inaceitável e de nenhuma forma reflete a política da minha campanha".
"Tomo isso como uma ofensa e vou continuar lutando contra a discriminação de pessoas de qualquer grupo religioso ou contexto", disse.
Obama afirmou que Abdelfadeel aceitou as desculpas e espera que Aref faça o mesmo.
Ele, que é cristão, enfrenta falsos rumores de que seja muçulmano.
O pedido direto de desculpas vem depois de um outro, feito pela equipe da campanha às duas mulheres.
Comentário do Minuto:
Pode até ser que as muçulmanas tenham sido infiltradas pela campanha adversária, afinal, é ela que vem acusando Obama de ser islâmico. Este episódio, entretanto, mostra a coragem do pré-candidato democrata, além de mostrar quem ele é: acima de raças, religiões, Obama é o verdadeiro anti-racista, bem ao contrário de muitos negros "anti-racistas" no Brasil que são racistas. Não é verdade, Ministra Matilde?
Reuters - em matéria de Caren Bohan
O candidato presidencial democrata Barack Obama pediu desculpas ontem a duas mulheres muçulmanas que foram impedidas de sentarem próximas de um pódio onde ele discursava porque usavam lenços islâmicos na cabeça.
Em um evento de campanha em Detroit na segunda-feira, Shimaa Abdelfadeel e Hebba Aref foram impedidas pelos voluntários de sentarem-se atrás de Obama, local que seria filmado pelas câmeras da TV. Aparentemente, a ordem veio por causa dos lenços.
"Eu entrei em contato com a senhora Aref e a senhora Abdelfadeel nesta tarde", disse Obama em um comunicado. "Falei com a senhora Abdelfadeel e pedi minhas mais profundas desculpas pelo incidente que ocorreu com voluntários em Detroit."
Obama disse que a atitude dos voluntários foi "inaceitável e de nenhuma forma reflete a política da minha campanha".
"Tomo isso como uma ofensa e vou continuar lutando contra a discriminação de pessoas de qualquer grupo religioso ou contexto", disse.
Obama afirmou que Abdelfadeel aceitou as desculpas e espera que Aref faça o mesmo.
Ele, que é cristão, enfrenta falsos rumores de que seja muçulmano.
O pedido direto de desculpas vem depois de um outro, feito pela equipe da campanha às duas mulheres.
Comentário do Minuto:
Pode até ser que as muçulmanas tenham sido infiltradas pela campanha adversária, afinal, é ela que vem acusando Obama de ser islâmico. Este episódio, entretanto, mostra a coragem do pré-candidato democrata, além de mostrar quem ele é: acima de raças, religiões, Obama é o verdadeiro anti-racista, bem ao contrário de muitos negros "anti-racistas" no Brasil que são racistas. Não é verdade, Ministra Matilde?
Quarta-feira, 18 de Junho de 2008
CSS: Mau uso do dinheiro público - votações adiadas
Líderes decidem votar CSS após eleições, diz Garibaldi
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse hoje que o projeto que regulamenta os recursos para a saúde e cria a Contribuição Social para a Saúde (CSS) só deve ser votado após as eleições municipais de outubro. Segundo ele, a decisão foi tomada em reunião dos líderes partidários, realizada em seu gabinete. Garibaldi disse que a base governista chegou com a posição definida para votar a CSS só após as eleições municipais. "A oposição teve que aceitar diante da posição firme do governo", afirmou.
Pela manhã, ao defender a votação da CSS somente após as eleições, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), explicou que trata-se de uma proposta complexa e, antes de ser submetida ao plenário, será votada nas comissões de Constituição e Justiça (CCJ), Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais.
Comentário do Minuto:
Disseram ao Lula que a emenda 29 - recriação da CPMF sob o disfarse de CSS - não passaria no Senado antes das eleições municipais, por isso ele deu ordem para seus cooptados adiarem o projeto.
A marcação cerrada aos senadores deve continuar. Não podemos pôr mais dinheiro de impostos novos em mãos tão incompetentes e que fazem tão mau uso do dinheiro público.
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse hoje que o projeto que regulamenta os recursos para a saúde e cria a Contribuição Social para a Saúde (CSS) só deve ser votado após as eleições municipais de outubro. Segundo ele, a decisão foi tomada em reunião dos líderes partidários, realizada em seu gabinete. Garibaldi disse que a base governista chegou com a posição definida para votar a CSS só após as eleições municipais. "A oposição teve que aceitar diante da posição firme do governo", afirmou.
Pela manhã, ao defender a votação da CSS somente após as eleições, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), explicou que trata-se de uma proposta complexa e, antes de ser submetida ao plenário, será votada nas comissões de Constituição e Justiça (CCJ), Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais.
Comentário do Minuto:
Disseram ao Lula que a emenda 29 - recriação da CPMF sob o disfarse de CSS - não passaria no Senado antes das eleições municipais, por isso ele deu ordem para seus cooptados adiarem o projeto.
A marcação cerrada aos senadores deve continuar. Não podemos pôr mais dinheiro de impostos novos em mãos tão incompetentes e que fazem tão mau uso do dinheiro público.
PSDB, a serviço de Lula/PT
Guerra quer chapa única nas eleições em SP
AGÊNCIA ESTADO
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), foi hoje a São Paulo para se reunir com o líder do partido na Câmara Municipal, Gilberto Natalini, e com o secretário de Esportes municipal, Walter Feldman, na tentativa de obter um acordo em favor da chapa única para disputar Prefeitura da capital paulista. A situação se agravou com a decisão dos vereadores de registrar uma chapa em favor da reeleição de Gilberto Kassab (DEM).
Além de Kassab, a chapa já antecipava a disputa de 2010, manifestando apoio às candidaturas do governador José Serra para a Presidência da República e de Geraldo Alckmin para o governo estadual. Nas conversas com o grupo pró-kassab e com Serra, Sérgio Guerra advertiu repetidas vezes para os desdobramentos negativos de um racha no PSDB paulista, podendo ter repercussão na eventual candidatura de Serra ao Planalto. O próprio governador reconheceu que a disputa não é conveniente e nem a divisão do partido. Desde o início das negociações, Sérgio Guerra vem defendendo a união do PSDB em defesa da candidatura de Geraldo Alckmin para a prefeitura.
Comentário do Minuto:
Guerra, não se podia esperar de você outra postura, afinal, alinha-se com os que têm recalques em relação a José Serra.
Cada dia vemos o quanto esses caciques do PSDB são medíocres. O resultado é que trabalham indiretamente para Lula e o PT, seja nas estratégias políticas, seja em suas atuações no parlamento ou no executivo. Não é mesmo, Aécio Neves?
AGÊNCIA ESTADO
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), foi hoje a São Paulo para se reunir com o líder do partido na Câmara Municipal, Gilberto Natalini, e com o secretário de Esportes municipal, Walter Feldman, na tentativa de obter um acordo em favor da chapa única para disputar Prefeitura da capital paulista. A situação se agravou com a decisão dos vereadores de registrar uma chapa em favor da reeleição de Gilberto Kassab (DEM).
Além de Kassab, a chapa já antecipava a disputa de 2010, manifestando apoio às candidaturas do governador José Serra para a Presidência da República e de Geraldo Alckmin para o governo estadual. Nas conversas com o grupo pró-kassab e com Serra, Sérgio Guerra advertiu repetidas vezes para os desdobramentos negativos de um racha no PSDB paulista, podendo ter repercussão na eventual candidatura de Serra ao Planalto. O próprio governador reconheceu que a disputa não é conveniente e nem a divisão do partido. Desde o início das negociações, Sérgio Guerra vem defendendo a união do PSDB em defesa da candidatura de Geraldo Alckmin para a prefeitura.
Comentário do Minuto:
Guerra, não se podia esperar de você outra postura, afinal, alinha-se com os que têm recalques em relação a José Serra.
Cada dia vemos o quanto esses caciques do PSDB são medíocres. O resultado é que trabalham indiretamente para Lula e o PT, seja nas estratégias políticas, seja em suas atuações no parlamento ou no executivo. Não é mesmo, Aécio Neves?
Os sentimentos menores de Geraldo Alckmin
Tucanos pró-Kassab lançam chapa anti-Alckmin em SP
O ESTADO DE SÃO PAULO
A ala do PSDB favorável ao apoio à candidatura do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, em lugar da postulação do ex-governador Geraldo Alckmin, sacramentou ontem a disputa entre os dois nomes na convenção do próximo domingo. Com 424 assinaturas de delegados com direito a voto no partido - eram necessárias 403 para encaminhar o documento -, a bancada de vereadores do PSDB protocolou no Diretório Municipal chapa que traz Kassab como candidato a prefeito.
A atitude dos parlamentares - 11 dos 12 vereadores apóiam Kassab - obriga o PSDB paulista a decidir no voto, pela primeira vez em sua história, se terá ou não candidato próprio à Prefeitura de São Paulo. A única chance de isso não ocorrer é um acordo até domingo entre as duas alas.
Articuladores da candidatura do ex-governador dizem trabalhar até o último minuto por esse acordo. "Até domingo vamos trabalhar para que o partido tenha uma única candidatura", disse o deputado Sílvio Torres (PSDB-SP). O líder dos vereadores do PSDB, Gilberto Natalini, considerou a possibilidade remota. "Em política a palavra irreversível não existe. Mas estamos decididos a caminhar assim para a convenção."
Os articuladores da campanha de Alckmin dizem ter votos mais do que suficientes para vencer a convenção e sacramentar o ex-governador como candidato a prefeito. Por uma questão de estratégia, nenhum dos dois grupos abre o número de votos que acredita ter garantido. A conta é simples: são 1.344 delegados convencionais que podem votar no domingo; vence a chapa que tiver o apoio da maioria dos presentes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Comentário do Minuto:
Mantida a aliança PSDB-DEM, a candidatura natural é a de Gilberto Kassab, pois é ele o prefeito. Alckmin, entretanto, quer pôr areia na parceria de longa data, comprometendo até futuras alianças de âmbito nacional. O natural seria resguardar o nome do Picolé de Chuchu para a candidatura ao governo do estado, com o apoio de Kassab e Serra, além do DEM. O ex-governador Geraldo Alckmin, porém, faz qualquer negócio para prejudicar José Serra, por quem nutre alguns sentimentos menores.
O ESTADO DE SÃO PAULO
A ala do PSDB favorável ao apoio à candidatura do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, em lugar da postulação do ex-governador Geraldo Alckmin, sacramentou ontem a disputa entre os dois nomes na convenção do próximo domingo. Com 424 assinaturas de delegados com direito a voto no partido - eram necessárias 403 para encaminhar o documento -, a bancada de vereadores do PSDB protocolou no Diretório Municipal chapa que traz Kassab como candidato a prefeito.
A atitude dos parlamentares - 11 dos 12 vereadores apóiam Kassab - obriga o PSDB paulista a decidir no voto, pela primeira vez em sua história, se terá ou não candidato próprio à Prefeitura de São Paulo. A única chance de isso não ocorrer é um acordo até domingo entre as duas alas.
Articuladores da candidatura do ex-governador dizem trabalhar até o último minuto por esse acordo. "Até domingo vamos trabalhar para que o partido tenha uma única candidatura", disse o deputado Sílvio Torres (PSDB-SP). O líder dos vereadores do PSDB, Gilberto Natalini, considerou a possibilidade remota. "Em política a palavra irreversível não existe. Mas estamos decididos a caminhar assim para a convenção."
Os articuladores da campanha de Alckmin dizem ter votos mais do que suficientes para vencer a convenção e sacramentar o ex-governador como candidato a prefeito. Por uma questão de estratégia, nenhum dos dois grupos abre o número de votos que acredita ter garantido. A conta é simples: são 1.344 delegados convencionais que podem votar no domingo; vence a chapa que tiver o apoio da maioria dos presentes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Comentário do Minuto:
Mantida a aliança PSDB-DEM, a candidatura natural é a de Gilberto Kassab, pois é ele o prefeito. Alckmin, entretanto, quer pôr areia na parceria de longa data, comprometendo até futuras alianças de âmbito nacional. O natural seria resguardar o nome do Picolé de Chuchu para a candidatura ao governo do estado, com o apoio de Kassab e Serra, além do DEM. O ex-governador Geraldo Alckmin, porém, faz qualquer negócio para prejudicar José Serra, por quem nutre alguns sentimentos menores.
Terça-feira, 17 de Junho de 2008
O Custo Lula é altíssimo
Lula começa a usar carro de luxo fabricado no México
AGÊNCIA ESTADO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a usar hoje um carro de luxo fabricado no México. Quatro Fusions Ford, um modelo que sai no mercado de Brasília por, no mínimo, R$83 mil, foram usados pela comitiva que acompanhou Lula nos deslocamentos do Palácio da Alvorada ao do Planalto. Os mesmos automóveis foram usados hoje pela comitiva no trajeto até o Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde ele participou da posse de três novos ministros.
Assessores do governo disseram que os veículos não substituem os carros da frota presidencial. Os carros mexicanos serão incluídos, temporariamente, na frota do Planalto, para atender seguranças, o médico do presidente e auxiliares mais diretos que o acompanham nos deslocamentos na capital federal.
Um acordo de comércio entre Brasil e México permite que o modelo seja importado com redução de impostos. Os carros usados pela comitiva presidencial têm vidros blindados. O governo firmou um contrato de comodato com uma empresa para usar os veículos por um tempo determinado. A Presidência não divulgou detalhes desse contrato.
Em 2003, primeiro ano de governo, Lula usava um modelo Ômega, cedido pela General Motors também em regime de comodato. Ao ceder carros para a Presidência, a empresa, lucra, segundo assessores, com a "propaganda" promovida pelo ocupante do carro, uma das figuras mais fotografadas e filmadas do País.
Comentário do Minuto:
O Custo Lula é altíssimo. O exemplo que ele dá também sai caro. Enfim, a sina do Lula é ajudar outros países: México, Bolívia, Venezuela, Cuba, Argentina... Ainda se os problemas dos miseráveis brasileiros estivessem resolvidos.... Não, Lula não deseja solução para estes. Pelo contrário, quer que fiquem eternamente dependentes do bolsa-qualquer-coisa pro resto da vida. Em troca do voto, claro! A conta quem paga, como sempre, somos nós!
AGÊNCIA ESTADO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a usar hoje um carro de luxo fabricado no México. Quatro Fusions Ford, um modelo que sai no mercado de Brasília por, no mínimo, R$83 mil, foram usados pela comitiva que acompanhou Lula nos deslocamentos do Palácio da Alvorada ao do Planalto. Os mesmos automóveis foram usados hoje pela comitiva no trajeto até o Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde ele participou da posse de três novos ministros.
Assessores do governo disseram que os veículos não substituem os carros da frota presidencial. Os carros mexicanos serão incluídos, temporariamente, na frota do Planalto, para atender seguranças, o médico do presidente e auxiliares mais diretos que o acompanham nos deslocamentos na capital federal.
Um acordo de comércio entre Brasil e México permite que o modelo seja importado com redução de impostos. Os carros usados pela comitiva presidencial têm vidros blindados. O governo firmou um contrato de comodato com uma empresa para usar os veículos por um tempo determinado. A Presidência não divulgou detalhes desse contrato.
Em 2003, primeiro ano de governo, Lula usava um modelo Ômega, cedido pela General Motors também em regime de comodato. Ao ceder carros para a Presidência, a empresa, lucra, segundo assessores, com a "propaganda" promovida pelo ocupante do carro, uma das figuras mais fotografadas e filmadas do País.
Comentário do Minuto:
O Custo Lula é altíssimo. O exemplo que ele dá também sai caro. Enfim, a sina do Lula é ajudar outros países: México, Bolívia, Venezuela, Cuba, Argentina... Ainda se os problemas dos miseráveis brasileiros estivessem resolvidos.... Não, Lula não deseja solução para estes. Pelo contrário, quer que fiquem eternamente dependentes do bolsa-qualquer-coisa pro resto da vida. Em troca do voto, claro! A conta quem paga, como sempre, somos nós!
Pedra no sapato de Kassab
Tucanos pró-Kassab propõem chapa liderada por prefeito
DO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO
O PSDB de São Paulo terá hoje o momento decisivo antes da convenção de domingo. Tucanos favoráveis a apoiar o prefeito Gilberto Kassab (DEM), em vez de lançar o ex-governador Geraldo Alckmin, prometem entregar hoje ao partido proposta de chapa liderada por Kassab. Como os alckmistas também vão propor chapa, o PSDB terá de decidir no voto se lança candidato.
"Só morto não entrego a proposta de manutenção da aliança com o DEM", disse o líder da bancada na Câmara, Gilberto Natalini. A maioria dos vereadores tucanos defende o apoio a Kassab. O presidente do PSDB municipal, José Henrique Reis Lobo, dava ontem como certa a disputa na convenção. "Eu tive com os vereadores dezenas de conversas. Não deu certo. Tudo bem. O partido decide", disse.
Os dois grupos afirmam estar preparados para a disputa de domingo. Os alckmistas duvidam que os rivais tenham votos suficientes para aprovar a chapa com Kassab - é preciso ter maioria simples dos 1.208 delegados. "Dizem que teve gente que assinou a lista obrigado, para não perder cargo na prefeitura", disse o deputado Edson Aparecido.
Comentário do Minuto:
O objetivo maior de Alckmin é atrapalhar José Serra e o PSDB. O natural seria resguardar o já combalido (em função de várias denúncias de corrupção durante a campanha passada, não devidamente explicadas) nome do ex-governador Chuchu para 2010, quando disputaria novamente o governo do Estado, já que o PSDB não tem outro nome para disputar aquela eleição. Mas figuras como Alckmin, Aécio e Tasso Jereissati, pensam só em prejudicar a provável candidatura do atual governador ao Palácio do Planalto.
DO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO
O PSDB de São Paulo terá hoje o momento decisivo antes da convenção de domingo. Tucanos favoráveis a apoiar o prefeito Gilberto Kassab (DEM), em vez de lançar o ex-governador Geraldo Alckmin, prometem entregar hoje ao partido proposta de chapa liderada por Kassab. Como os alckmistas também vão propor chapa, o PSDB terá de decidir no voto se lança candidato.
"Só morto não entrego a proposta de manutenção da aliança com o DEM", disse o líder da bancada na Câmara, Gilberto Natalini. A maioria dos vereadores tucanos defende o apoio a Kassab. O presidente do PSDB municipal, José Henrique Reis Lobo, dava ontem como certa a disputa na convenção. "Eu tive com os vereadores dezenas de conversas. Não deu certo. Tudo bem. O partido decide", disse.
Os dois grupos afirmam estar preparados para a disputa de domingo. Os alckmistas duvidam que os rivais tenham votos suficientes para aprovar a chapa com Kassab - é preciso ter maioria simples dos 1.208 delegados. "Dizem que teve gente que assinou a lista obrigado, para não perder cargo na prefeitura", disse o deputado Edson Aparecido.
Comentário do Minuto:
O objetivo maior de Alckmin é atrapalhar José Serra e o PSDB. O natural seria resguardar o já combalido (em função de várias denúncias de corrupção durante a campanha passada, não devidamente explicadas) nome do ex-governador Chuchu para 2010, quando disputaria novamente o governo do Estado, já que o PSDB não tem outro nome para disputar aquela eleição. Mas figuras como Alckmin, Aécio e Tasso Jereissati, pensam só em prejudicar a provável candidatura do atual governador ao Palácio do Planalto.
Sexta-feira, 13 de Junho de 2008
Criminosos, candidatai!!!
Por Adriana Vandoni
Durante o depoimento de Denise Abreu, ex-presidente da Anac, ela disse algo que há tempos venho comentando em meus textos. O Brasil vive uma democracia de mentirinha. Denise em resposta ao senador Wellington Salgado (um dos mais parcos da história do senado brasileiro), disse que na época da ditadura militar as pessoas sabiam o que podiam fazer e falar, mas hoje se instalou um "Big Brother onde as pessoas são investigadas, grampeadas, espionadas e isso está institucionalizado".
Ela acertou na mosca. No período militar as arbitrariedades contra os direitos dos cidadãos eram cometidos legalmente através, por exemplo, da promulgação do absurdo AI-5, que foi um golpe ao "Estado de Direito", às liberdades e garantias individuais dentre outros direitos que a humanidade tem cultivado e cultuado há séculos, mas que concedia ao Estado a prerrogativa de cometer arbitrariedades.
Hoje a nossa situação é ainda pior, pois as arbitrariedades são cometidas ao arrepio da Lei, com a conivência do Legislativo e a salva-guarda da Justiça. A ultima foi a decisão do TSE em permitir o registro de candidatos com "ficha suja". Para o TSE, enquanto não possuir condenação transitada em julgado, o candidato é presumidamente inocente, mesmo que carregue nas costas crimes públicos e notórios. O TSE entende ser inconstitucional barrar a entrada de criminosos na vida pública.
E quando eles conseguem se eleger, ou reeleger, cometem cada vez mais crimes para garantir sua permanência sob as regalias que a própria Justiça lhe concede para que se safe das exigências da Lei. Ora, o Brasil está coalhado de políticos que possuem processos nas costas e continuam se candidatando. Milhões que deveriam ser revertidos em benefício da população são roubados e só servem para aumentar o patrimônio de ladrões engravatados que encontram amparo na interpretação da Justiça.
O TSE decidiu permitir o registro de candidaturas de qualquer um, mesmo contrariando a própria Constituição Federal que determina no Art. 14, 9º: "Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para o exercício do mandato, considerada a vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta".
Isto é, Constituição Federal diz que para ter registro de candidatura aceito deve ser considerada a vida pregressa do candidato. Porém, o parágrafo 9º do Art. 14 não possui aplicação automática, e é essa a brecha que possibilitou ao TSE ir contra a proteção da decência e o respeito à população. O Tribunal preferiu liberar aqueles que possuem comportamento incongruente com o exercício de mandato eletivo e conceder a esses uma espécie de salvo-conduto preventivo, ou concessão de direito de roubar.
Diante disso, é preferível eleger um "Fernandinho Beira Mar" que está preso, mas ainda não foi condenado em última instância, está recorrendo de todas as decisões, eles todos sabem o que faz, é um traficante, todos sabem como faz. Já os políticos cometem seus crimes e posam de bons moços.
Este país é uma farsa! Criminosos, candidatai!!!
Site: www.adrianavandoni.com.br
Por Adriana Vandoni
Durante o depoimento de Denise Abreu, ex-presidente da Anac, ela disse algo que há tempos venho comentando em meus textos. O Brasil vive uma democracia de mentirinha. Denise em resposta ao senador Wellington Salgado (um dos mais parcos da história do senado brasileiro), disse que na época da ditadura militar as pessoas sabiam o que podiam fazer e falar, mas hoje se instalou um "Big Brother onde as pessoas são investigadas, grampeadas, espionadas e isso está institucionalizado".
Ela acertou na mosca. No período militar as arbitrariedades contra os direitos dos cidadãos eram cometidos legalmente através, por exemplo, da promulgação do absurdo AI-5, que foi um golpe ao "Estado de Direito", às liberdades e garantias individuais dentre outros direitos que a humanidade tem cultivado e cultuado há séculos, mas que concedia ao Estado a prerrogativa de cometer arbitrariedades.
Hoje a nossa situação é ainda pior, pois as arbitrariedades são cometidas ao arrepio da Lei, com a conivência do Legislativo e a salva-guarda da Justiça. A ultima foi a decisão do TSE em permitir o registro de candidatos com "ficha suja". Para o TSE, enquanto não possuir condenação transitada em julgado, o candidato é presumidamente inocente, mesmo que carregue nas costas crimes públicos e notórios. O TSE entende ser inconstitucional barrar a entrada de criminosos na vida pública.
E quando eles conseguem se eleger, ou reeleger, cometem cada vez mais crimes para garantir sua permanência sob as regalias que a própria Justiça lhe concede para que se safe das exigências da Lei. Ora, o Brasil está coalhado de políticos que possuem processos nas costas e continuam se candidatando. Milhões que deveriam ser revertidos em benefício da população são roubados e só servem para aumentar o patrimônio de ladrões engravatados que encontram amparo na interpretação da Justiça.
O TSE decidiu permitir o registro de candidaturas de qualquer um, mesmo contrariando a própria Constituição Federal que determina no Art. 14, 9º: "Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para o exercício do mandato, considerada a vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta".
Isto é, Constituição Federal diz que para ter registro de candidatura aceito deve ser considerada a vida pregressa do candidato. Porém, o parágrafo 9º do Art. 14 não possui aplicação automática, e é essa a brecha que possibilitou ao TSE ir contra a proteção da decência e o respeito à população. O Tribunal preferiu liberar aqueles que possuem comportamento incongruente com o exercício de mandato eletivo e conceder a esses uma espécie de salvo-conduto preventivo, ou concessão de direito de roubar.
Diante disso, é preferível eleger um "Fernandinho Beira Mar" que está preso, mas ainda não foi condenado em última instância, está recorrendo de todas as decisões, eles todos sabem o que faz, é um traficante, todos sabem como faz. Já os políticos cometem seus crimes e posam de bons moços.
Este país é uma farsa! Criminosos, candidatai!!!
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Quinta-feira, 12 de Junho de 2008
A Crônica da Adriana
Jamais subestime sua mãe
Por Adriana Vandoni
Ter filhos é a maior maravilha que pode existir. É todo o prazer e toda a dor do mundo. Não estou me referindo à dor no sentido literal da palavra, aquela na hora do parto em si, afinal, nunca achei normal essa coisa de passar horas sofrendo para parir, com dores horríveis, numa posição deprimente levando dedada a todo instante e o médico dizendo: mais um pouquinho, ainda está com pouca dilatação. Pode ser natural, mas ninguém me coloca na cabeça que ter filho de parto normal é uma experiência magnífica. É nada! Como disse uma amiga logo que teve seu primeiro e único filho de parto normal: "É como cagar uma melancia". Explicação básica e definitiva.
Ótimo mesmo é marcar a data e a hora, internar-se e pronto. Você acorda e lá está seu filho todo lindinho, tomadinho banho e cheirosinho. Foi assim que pari meus dois filhos e nem por isso me sinto menos mãe e com a vantagem de nunca olhar para meu filho e enxergar uma melancia cagada. Até porque filhos não são melancias e este não é o único parto. Parimos o mesmo filho infinitas vezes durante a vida. Quando os levamos ao primeiro dia de aula no maternal, quando os deixamos em uma festa...
Quem disse que não é um parto perceber que os filhos estão crescendo? Lembro-me certa vez, início de ano letivo e aquela correria de comprar material e uniforme, meu filho mais velho tinha uns 11 anos e descobri, na sapataria, que ele estava calçando 40. 40? Não! Aquilo era um acinte pra mim! Fiquei chocada, mas não comentei com ninguém. No mesmo dia a noite, a minha filha, então com 7 anos e se achando adulta, virou-se pra mim e disse: Mãe, você acha que este ano eu vou ficar menstruada igual a Ana (prima que tinha 13 anos)? Eu caí sentada e respondi: - mas era só o que me faltava. Seu irmão calçando 40 e você menstruando! Naquela hora aquilo representou um parto pra mim. Ora, com que audácia eles queriam crescer?!? Mas tudo bem. Não podia cortar o pé do garoto e não foi naquele ano que minha filha menstruou. Sobrevivi a mais este parto.
O tempo passou e meu filho decidiu estudar em São Paulo. Demos a maior força, afinal, desde pequenos que eu lhes digo: "vocês podem morar no lugar que quiserem" e o complemento da frase: "mamãe arruma as malas e vai junto". Claro que eles nunca acreditaram nisso. Pobres crianças... subestimam a mãe que têm! He, He, He!
Matrícula feita, apartamento arrumado, comidinha da Lídia (empregada há 20 anos na casa) no freezer, despensa abastecida. Passei umas duas semanas até que o garoto se acomodasse e voltei. Depois fui, voltei, fui, voltei, fui, voltei, nem tinha me tocado de quantas vezes, até que deixei um recado no Orkut dele: "te amo". Ele responde: "tbm te amo mae hauihaui ^^. mas vc me ama mais hauihau. 30 dias q eu to aki e c passo 21". Pode? Ele estava contando quantos dias eu passava lá com ele!
Com o tempo me acostumei. No ano seguinte ele passou no vestibular. Engenharia de produção. Muito legal. Mamãe e papai orgulhosos, chegou o primeiro dia de aula na faculdade. Eu ali agoniada sem comentar com ninguém até que não me segurei e liguei na faculdade: - Olá, aqui quem fala é Adriana, sou mãe de um aluno que entrou neste ano e eu queria uma informação. - Pois não senhora. - É o seguinte, aí nessa faculdade costumam organizar trotes nos calouros? Sim porque existem muitos casos de trotes que acabam machucando os alunos e eu fico preocupada... blá, blá, blá. Até hoje ele não sabe que fiz isso. Mas fiz! Vai saber agora, mas já se passaram alguns anos.
Por falar em anos que passam, chegou a vez da minha pequenininha (ela vai me matar ao ler isso) resolver se mudar. Ela quer ser advogada e decidiu que vai cursar em uma faculdade de São Paulo, nada mais lógico que ir agora durante o colegial. Tudo bem filha, nós te apoiamos nas suas decisões.
Dito e feito. Na semana passada a acompanhei no teste para ingressar na escola escolhida. Saiu o resultado. Passou! Que bom, filha! Parabéns, você conseguiu! Alegria, orgulho e um completo pânico tomaram conta de mim. Aiiiiiii, ela passou, agora não tem jeito, ela vai mesmo morar em São Paulo. Mas é minha filhinha, tem só 16 anos. Será que vai saber atravessar a rua? E se ela for pra escola sem levar uma blusa de frio? E se ficar com fome, e se ligar o fogão, será que vai desligar o gás direitinho?
Isto quer dizer que eu estou em pleno trabalho de parto. Quando agosto chegar, minha filha estará morando na enorme São Paulo e descobrirá que o que hoje é uma ligeira suspeita sua, vai se concretizar: mamãe vai arrumar as malas e vai junto. rsssssssssssssssssssssssss
Site: www.adrianavandoni.com.br
Por Adriana Vandoni
Ter filhos é a maior maravilha que pode existir. É todo o prazer e toda a dor do mundo. Não estou me referindo à dor no sentido literal da palavra, aquela na hora do parto em si, afinal, nunca achei normal essa coisa de passar horas sofrendo para parir, com dores horríveis, numa posição deprimente levando dedada a todo instante e o médico dizendo: mais um pouquinho, ainda está com pouca dilatação. Pode ser natural, mas ninguém me coloca na cabeça que ter filho de parto normal é uma experiência magnífica. É nada! Como disse uma amiga logo que teve seu primeiro e único filho de parto normal: "É como cagar uma melancia". Explicação básica e definitiva.
Ótimo mesmo é marcar a data e a hora, internar-se e pronto. Você acorda e lá está seu filho todo lindinho, tomadinho banho e cheirosinho. Foi assim que pari meus dois filhos e nem por isso me sinto menos mãe e com a vantagem de nunca olhar para meu filho e enxergar uma melancia cagada. Até porque filhos não são melancias e este não é o único parto. Parimos o mesmo filho infinitas vezes durante a vida. Quando os levamos ao primeiro dia de aula no maternal, quando os deixamos em uma festa...
Quem disse que não é um parto perceber que os filhos estão crescendo? Lembro-me certa vez, início de ano letivo e aquela correria de comprar material e uniforme, meu filho mais velho tinha uns 11 anos e descobri, na sapataria, que ele estava calçando 40. 40? Não! Aquilo era um acinte pra mim! Fiquei chocada, mas não comentei com ninguém. No mesmo dia a noite, a minha filha, então com 7 anos e se achando adulta, virou-se pra mim e disse: Mãe, você acha que este ano eu vou ficar menstruada igual a Ana (prima que tinha 13 anos)? Eu caí sentada e respondi: - mas era só o que me faltava. Seu irmão calçando 40 e você menstruando! Naquela hora aquilo representou um parto pra mim. Ora, com que audácia eles queriam crescer?!? Mas tudo bem. Não podia cortar o pé do garoto e não foi naquele ano que minha filha menstruou. Sobrevivi a mais este parto.
O tempo passou e meu filho decidiu estudar em São Paulo. Demos a maior força, afinal, desde pequenos que eu lhes digo: "vocês podem morar no lugar que quiserem" e o complemento da frase: "mamãe arruma as malas e vai junto". Claro que eles nunca acreditaram nisso. Pobres crianças... subestimam a mãe que têm! He, He, He!
Matrícula feita, apartamento arrumado, comidinha da Lídia (empregada há 20 anos na casa) no freezer, despensa abastecida. Passei umas duas semanas até que o garoto se acomodasse e voltei. Depois fui, voltei, fui, voltei, fui, voltei, nem tinha me tocado de quantas vezes, até que deixei um recado no Orkut dele: "te amo". Ele responde: "tbm te amo mae hauihaui ^^. mas vc me ama mais hauihau. 30 dias q eu to aki e c passo 21". Pode? Ele estava contando quantos dias eu passava lá com ele!
Com o tempo me acostumei. No ano seguinte ele passou no vestibular. Engenharia de produção. Muito legal. Mamãe e papai orgulhosos, chegou o primeiro dia de aula na faculdade. Eu ali agoniada sem comentar com ninguém até que não me segurei e liguei na faculdade: - Olá, aqui quem fala é Adriana, sou mãe de um aluno que entrou neste ano e eu queria uma informação. - Pois não senhora. - É o seguinte, aí nessa faculdade costumam organizar trotes nos calouros? Sim porque existem muitos casos de trotes que acabam machucando os alunos e eu fico preocupada... blá, blá, blá. Até hoje ele não sabe que fiz isso. Mas fiz! Vai saber agora, mas já se passaram alguns anos.
Por falar em anos que passam, chegou a vez da minha pequenininha (ela vai me matar ao ler isso) resolver se mudar. Ela quer ser advogada e decidiu que vai cursar em uma faculdade de São Paulo, nada mais lógico que ir agora durante o colegial. Tudo bem filha, nós te apoiamos nas suas decisões.
Dito e feito. Na semana passada a acompanhei no teste para ingressar na escola escolhida. Saiu o resultado. Passou! Que bom, filha! Parabéns, você conseguiu! Alegria, orgulho e um completo pânico tomaram conta de mim. Aiiiiiii, ela passou, agora não tem jeito, ela vai mesmo morar em São Paulo. Mas é minha filhinha, tem só 16 anos. Será que vai saber atravessar a rua? E se ela for pra escola sem levar uma blusa de frio? E se ficar com fome, e se ligar o fogão, será que vai desligar o gás direitinho?
Isto quer dizer que eu estou em pleno trabalho de parto. Quando agosto chegar, minha filha estará morando na enorme São Paulo e descobrirá que o que hoje é uma ligeira suspeita sua, vai se concretizar: mamãe vai arrumar as malas e vai junto. rsssssssssssssssssssssssss
Site: www.adrianavandoni.com.br
Ordem expressa do compadre Lula

Comissão convoca Teixeira para explicar caso Varig
AGÊNCIA ESTADO
A Comissão de Infra-Estrutura do Senado já enviou ofício ao advogado, amigo e compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Roberto Teixeira, para comparecer à audiência na quarta-feira. Ele deverá explicar as acusações feitas pela ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu sobre a sua suposta interferência na operação de venda da Varig. Além de Teixeira estão convidados para a mesma audiência os três brasileiros que aparecem como compradores da empresa, Marco Antonio Audi, Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel.
No depoimento de ontem, na mesma comissão do Senado, a ex-diretora acusou o advogado Roberto Teixeira de ter interferido de maneira "imoral e até ilegal" na compra da Varig pela Gol. Em nota, o escritório do amigo do presidente, Teixeira, Martins & Advogados, afirmou que a "pressão" a que se refere Denise Abreu foi exercida unicamente pela Justiça brasileira.
Comentário do Minuto:
Quem é que está por trás de Teixeira?
Quem é que deu o aval a Teixeira?
Teixeira sequer respira, sem a ordem expressa do compadre Lula!
AGÊNCIA ESTADO
A Comissão de Infra-Estrutura do Senado já enviou ofício ao advogado, amigo e compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Roberto Teixeira, para comparecer à audiência na quarta-feira. Ele deverá explicar as acusações feitas pela ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu sobre a sua suposta interferência na operação de venda da Varig. Além de Teixeira estão convidados para a mesma audiência os três brasileiros que aparecem como compradores da empresa, Marco Antonio Audi, Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel.
No depoimento de ontem, na mesma comissão do Senado, a ex-diretora acusou o advogado Roberto Teixeira de ter interferido de maneira "imoral e até ilegal" na compra da Varig pela Gol. Em nota, o escritório do amigo do presidente, Teixeira, Martins & Advogados, afirmou que a "pressão" a que se refere Denise Abreu foi exercida unicamente pela Justiça brasileira.
Comentário do Minuto:
Quem é que está por trás de Teixeira?
Quem é que deu o aval a Teixeira?
Teixeira sequer respira, sem a ordem expressa do compadre Lula!
Corrida à Casa Branca

Três pesquisas dão vantagem a Obama sobre McCain
Barack Obama inicia sua campanha às eleições gerais com vantagem em relação a John McCain segundo vários institutos de pesquisas:
Segundo NBC News/Wall Street Journal:
Obama, 47% (em abril, 46%)
McCain, 41% (em abril, 43%)
Entre eleitores que votaram em Hillary nas prévias democratas:
Obama, 61%
McCain, 19%
A pesquisa mostra que Obama está à frente de McCain entre:
Negros
Hispânicos
Mulheres
Classe operária
Entre os homens brancos, 36% do eleitorado:
McCain, 55%
Obama, 35%
A pesquisa abrangeu mil eleitores, e coletou dados entre os dia 6 e 9 deste mês, um dia antes da desistência de Hillary, o que deve indicar um crescimento de Obama por conta disto. A A margem de erro é de 3 pontos percentuais.
OUTRAS PESQUISAS publicadas hoje:
RASMUSSEN
Obama, 49%
McCain, 44%
GALLUP (dados coletados entre os dias 8 e 10. 2.679 entrevistados)
Obama, 48%
McCain, 42%
Barack Obama inicia sua campanha às eleições gerais com vantagem em relação a John McCain segundo vários institutos de pesquisas:
Segundo NBC News/Wall Street Journal:
Obama, 47% (em abril, 46%)
McCain, 41% (em abril, 43%)
Entre eleitores que votaram em Hillary nas prévias democratas:
Obama, 61%
McCain, 19%
A pesquisa mostra que Obama está à frente de McCain entre:
Negros
Hispânicos
Mulheres
Classe operária
Entre os homens brancos, 36% do eleitorado:
McCain, 55%
Obama, 35%
A pesquisa abrangeu mil eleitores, e coletou dados entre os dia 6 e 9 deste mês, um dia antes da desistência de Hillary, o que deve indicar um crescimento de Obama por conta disto. A A margem de erro é de 3 pontos percentuais.
OUTRAS PESQUISAS publicadas hoje:
RASMUSSEN
Obama, 49%
McCain, 44%
GALLUP (dados coletados entre os dias 8 e 10. 2.679 entrevistados)
Obama, 48%
McCain, 42%
Quarta-feira, 11 de Junho de 2008
A volta da CPMF disfarçada em CSS
CSS deve enfrentar resistência maior no Senado
AGÊNCIA ESTADO
A aprovação apertada da Contribuição Social para a Saúde - CSS - (foram 259 votos a favor, dois acima do necessário) na Câmara sinaliza uma situação complicada para o governo no Senado. Lá, a resistência à CSS começa no presidente da Casa, Garibaldi Alves (PMDB-RN), passa pela bancada da oposição e atinge, ainda mais forte do que na Câmara, a própria base governista. Para aprovar o novo tributo no Senado, o governo deve enfrentar resistência mais forte que na tentativa de prorrogar a CPMF, na votação de dezembro do ano passado.
Há dias, Garibaldi declarou-se contrário à CSS. "O governo tem outras alternativas. Minha posição é clara e ninguém venha me colocar num canto da parede por causa disso", disse. Senadores que no ano passada aliaram-se ao Planalto e votaram pela prorrogação da CPMF antecipam agora o voto contrário.
As dissidências no Senado são particularmente preocupantes para os defensores do novo imposto. Em dezembro, na votação da CPMF, o governo obteve o voto de 45 senadores dos 49 necessários para prorrogar o imposto do cheque - o mínimo para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Para aprovar a CCS no Senado serão necessários apenas 41 votos .
Comentário do Minuto:
Se Lula quiser ele aprova onde bem entender. Na Câmara, no Senado, em qualquer Assembléia Legislativa ou Câmara Municipal. Com os políticos que o Brasil tem hoje? Em qualquer foro ele aprova. E a CPMF em dezembro, por que, então, não foi aprovada?
1- arrogância
2- ganância
3- prepotência
4- excesso de autoconfiança
5- excesso de burrice
AGÊNCIA ESTADO
A aprovação apertada da Contribuição Social para a Saúde - CSS - (foram 259 votos a favor, dois acima do necessário) na Câmara sinaliza uma situação complicada para o governo no Senado. Lá, a resistência à CSS começa no presidente da Casa, Garibaldi Alves (PMDB-RN), passa pela bancada da oposição e atinge, ainda mais forte do que na Câmara, a própria base governista. Para aprovar o novo tributo no Senado, o governo deve enfrentar resistência mais forte que na tentativa de prorrogar a CPMF, na votação de dezembro do ano passado.
Há dias, Garibaldi declarou-se contrário à CSS. "O governo tem outras alternativas. Minha posição é clara e ninguém venha me colocar num canto da parede por causa disso", disse. Senadores que no ano passada aliaram-se ao Planalto e votaram pela prorrogação da CPMF antecipam agora o voto contrário.
As dissidências no Senado são particularmente preocupantes para os defensores do novo imposto. Em dezembro, na votação da CPMF, o governo obteve o voto de 45 senadores dos 49 necessários para prorrogar o imposto do cheque - o mínimo para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Para aprovar a CCS no Senado serão necessários apenas 41 votos .
Comentário do Minuto:
Se Lula quiser ele aprova onde bem entender. Na Câmara, no Senado, em qualquer Assembléia Legislativa ou Câmara Municipal. Com os políticos que o Brasil tem hoje? Em qualquer foro ele aprova. E a CPMF em dezembro, por que, então, não foi aprovada?
1- arrogância
2- ganância
3- prepotência
4- excesso de autoconfiança
5- excesso de burrice
Atitude de Lula seria diferente
Chávez X Farc
Isaac Bigio*/BR Press
Chávez declarou que as Farc devem abandonar a guerrilha e entregar os 800 reféns "em troca de nada". Para muitos anti-capitalistas isto é uma "traição" do chavismo, o que evidenciaria sua natureza "burguesa" e hostil à "via armada" e "revolucionária".
Para os "bolivarianos", a posição de seu presidente não é um pedido para que os anti-imperialistas façam as pazes com a "oligarquia", mas para que a paz volte à região, e para que a esquerda armada colombiana não termine sendo massacrada.
Para outros, ao centro e à direita, Chávez "sacrifica as Farc" porque quer "salvar sua própria pele"; porque a guerrilha ficou sem suas duas principais cabeças e está perdendo peso social e territorial; e porque, assim, ele poderia se esquivar das acusações feitas pela Interpol de que está financiando o "terrorismo colombiano".
As debilitadas Farc são pressionadas por Bogotá e Caracas para trocar as armas pelas urnas, ainda que devam negociar em condições inferiores às que tiveram seus camaradas centro-americanos e irlandeses.
(*) O analista internacional e ex-professor da London School of Economics Isaac Bigio é peruano, especializado em América Latina e assina uma coluna diária no jornal peruano Correo. Tradução: Angélica Resende/BR Press.
Comentário do Minuto:
As FARC, quando começou, há quem acredita se tratava de um movimento idealista. Mas a falsa esquerda quando toma o gostinho pelo poder ou pelo dinheiro, esquece rapidinho suas convicções ideológicas e parte para o pragmatismo. No Brasil Lula resolveria esta questão das FARC com um pé nas costas: Daria a cada "guerrilheiro", na verdade narco-terrorista, algo como dois ou três milhoes de dólares e mais uma aposentadoria mensal de uns cinco mil, tal qual a que ele recebe: de "anistiado político".
Isaac Bigio*/BR Press
Chávez declarou que as Farc devem abandonar a guerrilha e entregar os 800 reféns "em troca de nada". Para muitos anti-capitalistas isto é uma "traição" do chavismo, o que evidenciaria sua natureza "burguesa" e hostil à "via armada" e "revolucionária".
Para os "bolivarianos", a posição de seu presidente não é um pedido para que os anti-imperialistas façam as pazes com a "oligarquia", mas para que a paz volte à região, e para que a esquerda armada colombiana não termine sendo massacrada.
Para outros, ao centro e à direita, Chávez "sacrifica as Farc" porque quer "salvar sua própria pele"; porque a guerrilha ficou sem suas duas principais cabeças e está perdendo peso social e territorial; e porque, assim, ele poderia se esquivar das acusações feitas pela Interpol de que está financiando o "terrorismo colombiano".
As debilitadas Farc são pressionadas por Bogotá e Caracas para trocar as armas pelas urnas, ainda que devam negociar em condições inferiores às que tiveram seus camaradas centro-americanos e irlandeses.
(*) O analista internacional e ex-professor da London School of Economics Isaac Bigio é peruano, especializado em América Latina e assina uma coluna diária no jornal peruano Correo. Tradução: Angélica Resende/BR Press.
Comentário do Minuto:
As FARC, quando começou, há quem acredita se tratava de um movimento idealista. Mas a falsa esquerda quando toma o gostinho pelo poder ou pelo dinheiro, esquece rapidinho suas convicções ideológicas e parte para o pragmatismo. No Brasil Lula resolveria esta questão das FARC com um pé nas costas: Daria a cada "guerrilheiro", na verdade narco-terrorista, algo como dois ou três milhoes de dólares e mais uma aposentadoria mensal de uns cinco mil, tal qual a que ele recebe: de "anistiado político".
Ali Babá ou Al Capone? - O TRADUTOR!
na Comissão de Infra-Estrutura do Senado.
Denise Abreu revela que foi feito dossiê falso contra ela
AGÊNCIA ESTADO
A ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu afirmou hoje, em depoimento na Comissão de infra-estrutura do Senado, que foi feito um dossiê com supostas informações de operações bancárias dela no exterior era claramente falso que tinha por objetivo "fazer pressão psicológica" com o intuito de mantê-la calada. Denise disse que ao receber o dossiê, datado de agosto de 2007, mês em que renunciou ao cargo, contatou seu advogado, que levou o dossiê à Polícia Federal de São Paulo. Segundo ela, a PF alegou que, como ela não era mais autoridade federal, o assunto teria de ser conduzido pela Polícia Civil. Esta, por sua vez, disse que o assunto envolvia lavagem de dinheiro e, por isso, devolveu o caso à PF. De acordo com a ex-diretora da Anac, a PF abriu inquérito e decretou sigilo, impedindo até seu advogado de ter acesso ao caso.
Ao tratar do assunto no depoimento, Denise se dirigiu ao senador Romero Jucá (PMDB-RR), que havia lhe questionado sobre o assunto, e afirmou:
- Senador, o senhor me conhece minimamente, e mais do que muitos aqui presentes. Jamais tive contas internacionais, jamais fiz operações de remessas de dinheiro. Evidentemente, isso foi instrumento de pressão psicológica que visava a me calar.
Denise disse que não declarou em nenhum momento que a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, teria feito esse dossiê, mesmo porque, segundo a ex-diretora, o material é em inglês e "ela (Erenice) não sabe nem o básico". Na sessão, Denise reiterou a posição dela e do ex-procurador da Fazenda Nacional Manoel Felipe Brandão, de que a empresa que comprasse a Varig adquiriria suas dúvidas tributárias e trabalhistas.
Comentário do Minuto:
A Erenice não foi a autora porque além de não falar inglês, não passa de pau-mandado. Mas Al Capone já deve ter arranjado o aloprado da vez: O Tradutor.
Terça-feira, 10 de Junho de 2008
Loucos para serem cooptados
Pela terceira vez, oposição barra votação da CSS
AGÊNCIA ESTADO
Fracassou nesta terça-feira pela terceira vez a tentativa dos governistas em aprovar na Câmara a criação da Contribuição Social para a Saúde - CSS. Com manobras de obstrução, os partidos de oposição, PSDB, DEM e PPS, conseguiram prorrogar a sessão por toda a noite de hoje até que, às 23h15, os líderes da base fizeram a proposta de um acordo, transferindo a votação para a manhã desta quarta-feira. Se não houvesse o acordo, a sessão poderia se prolongar até a madrugada para votar apenas o texto básico, sem as votações pontuais de partes do projeto. Acendeu-se, assim, a luz amarela para a base governista. "Fazer a primeira votação à 1h30 da madrugada é complicado", afirmou o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um dos patrocinadores do acordo com a oposição.
Na madrugada poderia haver muitas ausências no plenário dificultando a aprovação do projeto. Durante as quatro horas e meia de sessão na noite de ontem, a oposição e os governistas travaram um embate de resistência provocando situações inusitadas. O presidente da Frente Parlamentar da Saúde, deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), contrário ao projeto do governo e favorável ao do Senado, usou uma hora para ler lentamente o seu parecer pela Comissão de Seguridade Social sobre as emendas apresentadas ao projeto. O líder do PT, Maurício Rands (PE), reclamou da morosidade da leitura. Depois foi a vez do relator do substitutivo do governo, Pepe Vargas (PT-RS) dar o seu parecer sobre as emendas pela Comissão de Finanças e Tributação. Ele leu seu parecer de forma tão rápida que parecia estar narrando uma corrida de cavalos. Levou 50 minutos.
Na sessão em que leu o seu parecer anterior, Vargas levou uma hora e meia. A reclamação pela rapidez, em contrapartida, foi da oposição. Para conseguir apoio para a proposta, o relator governista fez mais concessões aos governadores. Ele incluiu uma alteração na proposta que havia apresentado na semana passada para retirar os recursos gastos pelos Estados com o Fundeb, o fundo da educação básica, das receitas onde incidem os 12% que são vinculados para a área da Saúde. Esse expurgo vai valer por cinco anos. Segundo Vargas, a exclusão das transferências do Fundeb aos municípios no cálculo da receita corrente líquida dos Estados provocará uma perda de R$1,049 bilhão de recursos para a Saúde. "Ponho essa regra que vai gerar uma perda, mas a outra regra vai garantir um ganho de R$3,5 bilhões. O saldo é positivo", afirmou Vargas.
Comentário do Minuto:
O governo Lula consegue aprovar qualquer coisa em qualquer lugar. Em que pese sua total incompetência e arrogância, as pessoas, de uma forma geral, estão sedentas para serem cooptadas por este presidente.
AGÊNCIA ESTADO
Fracassou nesta terça-feira pela terceira vez a tentativa dos governistas em aprovar na Câmara a criação da Contribuição Social para a Saúde - CSS. Com manobras de obstrução, os partidos de oposição, PSDB, DEM e PPS, conseguiram prorrogar a sessão por toda a noite de hoje até que, às 23h15, os líderes da base fizeram a proposta de um acordo, transferindo a votação para a manhã desta quarta-feira. Se não houvesse o acordo, a sessão poderia se prolongar até a madrugada para votar apenas o texto básico, sem as votações pontuais de partes do projeto. Acendeu-se, assim, a luz amarela para a base governista. "Fazer a primeira votação à 1h30 da madrugada é complicado", afirmou o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um dos patrocinadores do acordo com a oposição.
Na madrugada poderia haver muitas ausências no plenário dificultando a aprovação do projeto. Durante as quatro horas e meia de sessão na noite de ontem, a oposição e os governistas travaram um embate de resistência provocando situações inusitadas. O presidente da Frente Parlamentar da Saúde, deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), contrário ao projeto do governo e favorável ao do Senado, usou uma hora para ler lentamente o seu parecer pela Comissão de Seguridade Social sobre as emendas apresentadas ao projeto. O líder do PT, Maurício Rands (PE), reclamou da morosidade da leitura. Depois foi a vez do relator do substitutivo do governo, Pepe Vargas (PT-RS) dar o seu parecer sobre as emendas pela Comissão de Finanças e Tributação. Ele leu seu parecer de forma tão rápida que parecia estar narrando uma corrida de cavalos. Levou 50 minutos.
Na sessão em que leu o seu parecer anterior, Vargas levou uma hora e meia. A reclamação pela rapidez, em contrapartida, foi da oposição. Para conseguir apoio para a proposta, o relator governista fez mais concessões aos governadores. Ele incluiu uma alteração na proposta que havia apresentado na semana passada para retirar os recursos gastos pelos Estados com o Fundeb, o fundo da educação básica, das receitas onde incidem os 12% que são vinculados para a área da Saúde. Esse expurgo vai valer por cinco anos. Segundo Vargas, a exclusão das transferências do Fundeb aos municípios no cálculo da receita corrente líquida dos Estados provocará uma perda de R$1,049 bilhão de recursos para a Saúde. "Ponho essa regra que vai gerar uma perda, mas a outra regra vai garantir um ganho de R$3,5 bilhões. O saldo é positivo", afirmou Vargas.
Comentário do Minuto:
O governo Lula consegue aprovar qualquer coisa em qualquer lugar. Em que pese sua total incompetência e arrogância, as pessoas, de uma forma geral, estão sedentas para serem cooptadas por este presidente.
Kaká e os novos-ricos
Nasce o filho do futebolista Kaká.
Kaká, eleito há pouco tempo o melhor jogador do mundo, mora em Milão (uma das melhores cidades da Europa), onde joga futebol pelo Milan.
Seu filho nasceu hoje no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
Se o presidente Lula fosse ser pai mais uma vez, onde você acha que seu filho iria nascer?
Em São Paulo?
Em Milão?
Paris?
Londres?
Nova York?
Existem coisas privativas dos deslumbrados. Dos novos-ricos: Lula teve toda sua família naturalizada italiana durante sua gestão na presidente da República. Que vergonha!
Que outro presidente teria procedido assim?
Talvez Evo Morales, ou Chávez!
Um estadista, um patriota teria feito como Kaká!
Kaká, eleito há pouco tempo o melhor jogador do mundo, mora em Milão (uma das melhores cidades da Europa), onde joga futebol pelo Milan.
Seu filho nasceu hoje no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
Se o presidente Lula fosse ser pai mais uma vez, onde você acha que seu filho iria nascer?
Em São Paulo?
Em Milão?
Paris?
Londres?
Nova York?
Existem coisas privativas dos deslumbrados. Dos novos-ricos: Lula teve toda sua família naturalizada italiana durante sua gestão na presidente da República. Que vergonha!
Que outro presidente teria procedido assim?
Talvez Evo Morales, ou Chávez!
Um estadista, um patriota teria feito como Kaká!
A tradução da fala de um petista
Genro: caso Varig não afeta credibilidade de Dilma
DA AGÊNCIA ESTADO
O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que as denúncias de irregularidades na venda da Varig e da VarigLog terão de ser apuradas "pelas instâncias normais". Na avaliação do ministro, o caso não afeta a credibilidade da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. "Conheço a Dilma há mais de 30 anos. Tenho a convicção de que ela jamais determinaria, induziria ou orientaria alguém a fazer qualquer coisa ilegal", disse.
Tarso não afirmou se a Polícia Federal seria uma das "instâncias" em que a denúncia deveria ser investigada. Alegou que o caso está restrito, "por enquanto", ao debate político entre oposição e governo dentro do Parlamento. O ministro da Justiça minimizou a crise, alegando que enfrentou vários distúrbios nos seis anos em que está no governo, sem qualquer dano à ordem democrática ou à governabilidade. "O País e o governo estão cada vez melhores e o presidente Lula cada vez mais prestigiado.
Comentário do Minuto:
Tradução às palavras de Tarso Genro:
Nem sempre o "pé-da-letra" é válido quando a fala é de um petista-governista.
Tradução da fala:
1- As denúncias de irreguralidade na venda da Varig e da Varig Log não serão apuradas pelas vias normais, e muito menos pelas anormais;
2- O fato atinge em cheio a credibilidade (ela tinha?) de Dilma;
3- O país e o governo estão cada vez piores e o presidente Lula cada vez mais desmascarado. Só os que teimam em não se inteirar das falcatruas pensam que esta quadrilha é honesta.
DA AGÊNCIA ESTADO
O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que as denúncias de irregularidades na venda da Varig e da VarigLog terão de ser apuradas "pelas instâncias normais". Na avaliação do ministro, o caso não afeta a credibilidade da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. "Conheço a Dilma há mais de 30 anos. Tenho a convicção de que ela jamais determinaria, induziria ou orientaria alguém a fazer qualquer coisa ilegal", disse.
Tarso não afirmou se a Polícia Federal seria uma das "instâncias" em que a denúncia deveria ser investigada. Alegou que o caso está restrito, "por enquanto", ao debate político entre oposição e governo dentro do Parlamento. O ministro da Justiça minimizou a crise, alegando que enfrentou vários distúrbios nos seis anos em que está no governo, sem qualquer dano à ordem democrática ou à governabilidade. "O País e o governo estão cada vez melhores e o presidente Lula cada vez mais prestigiado.
Comentário do Minuto:
Tradução às palavras de Tarso Genro:
Nem sempre o "pé-da-letra" é válido quando a fala é de um petista-governista.
Tradução da fala:
1- As denúncias de irreguralidade na venda da Varig e da Varig Log não serão apuradas pelas vias normais, e muito menos pelas anormais;
2- O fato atinge em cheio a credibilidade (ela tinha?) de Dilma;
3- O país e o governo estão cada vez piores e o presidente Lula cada vez mais desmascarado. Só os que teimam em não se inteirar das falcatruas pensam que esta quadrilha é honesta.
Sábado, 7 de Junho de 2008
Um Estadista Paciente e, ao mesmo tempo, Ingênuo, em alguns aspectos.
Hillary suspende campanha e confirma apoio total a Obama
Reuters
Hillary Clinton confirmou há pouco seu apoio a Barack Obama como candidato do Partido Democrata na corrida presidencial nos Estados Unidos.
O apoio foi anunciado oficialmente no evento em que ela suspendeu a sua candidatura, menos de uma semana depois de o senador de Illinois assegurar um número de delegados suficiente para ser o indicado do partido.
Em discurso no National Building Museum, que também marcou o início dos esforços para unir o Partido Democrata, depois de uma longa e difícil batalha que terminou na última terça-feira, Hillary declarou apoio total a Obama.
"Hoje, uma vez que eu suspendo a minha campanha, eu dou os parabéns para ele (Obama)", disse a ex-primeira-dama dos EUA para cerca de 2 mil partidários.
Ela estava acompanhada do ex-presidente Bill Clinton e da filha, Chelsea.
"Eu o apóio, lanço meu apoio total para ele", disse Hillary, referindo-se a Obama.
A declaração favorável a Obama veio depois de alguma desconfiança sobre a posição de Hillary.
No seu discurso na terça-feira, depois das prévias em Dakota do Sul e em Montana, ela não reconheceu sua derrota, o que levou muitos a afirmarem que Hillary seria uma má perdedora.
Hillary e Obama realizam agora uma delicada negociação de bastidores.
Ela disse estar aberta a concorrer como vice-presidente, mas insiste que não tenta obter essa vaga.
Comentário do Minuto:
Pela última frase de Hillary: Esperamos que não. Este casamento com Obama não daria certo. Deu certo com Bill porque o ex-presidente - um grande estadista, sem dúvida - tem uma paciência muito grande e uma certa ingenuidade em certos campos da vida.
Reuters
Hillary Clinton confirmou há pouco seu apoio a Barack Obama como candidato do Partido Democrata na corrida presidencial nos Estados Unidos.
O apoio foi anunciado oficialmente no evento em que ela suspendeu a sua candidatura, menos de uma semana depois de o senador de Illinois assegurar um número de delegados suficiente para ser o indicado do partido.
Em discurso no National Building Museum, que também marcou o início dos esforços para unir o Partido Democrata, depois de uma longa e difícil batalha que terminou na última terça-feira, Hillary declarou apoio total a Obama.
"Hoje, uma vez que eu suspendo a minha campanha, eu dou os parabéns para ele (Obama)", disse a ex-primeira-dama dos EUA para cerca de 2 mil partidários.
Ela estava acompanhada do ex-presidente Bill Clinton e da filha, Chelsea.
"Eu o apóio, lanço meu apoio total para ele", disse Hillary, referindo-se a Obama.
A declaração favorável a Obama veio depois de alguma desconfiança sobre a posição de Hillary.
No seu discurso na terça-feira, depois das prévias em Dakota do Sul e em Montana, ela não reconheceu sua derrota, o que levou muitos a afirmarem que Hillary seria uma má perdedora.
Hillary e Obama realizam agora uma delicada negociação de bastidores.
Ela disse estar aberta a concorrer como vice-presidente, mas insiste que não tenta obter essa vaga.
Comentário do Minuto:
Pela última frase de Hillary: Esperamos que não. Este casamento com Obama não daria certo. Deu certo com Bill porque o ex-presidente - um grande estadista, sem dúvida - tem uma paciência muito grande e uma certa ingenuidade em certos campos da vida.
O PT pode!
Irmão de ex-presidente do Bancoop revela desvio para PT
Do Jornal O Estado de São Paulo
Recursos supostamente desviados da Bancoop - Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo -, fundada pelo deputado Ricardo Berzoini (SP), atual presidente do PT, teriam financiado caixa 2 para campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. A denúncia é do técnico em edificações Hélio Malheiro.
Em depoimento ao Ministério Público de São Paulo, que investiga suspeita de crimes envolvendo a entidade, ele afirmou que seu irmão, Luís Eduardo Saeger Malheiro, ex-presidente da Bancoop e morto em acidente de carro em 2004, confidenciou-lhe que "tinha de ceder às pressões políticas e, muitas vezes, se via obrigado a entregar valores de grande monta para as campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores, desviando os recursos que eram destinados à construção das unidades habitacionais".
Malheiro abriu espontaneamente seu sigilo e autorizou a promotoria a obter qualquer dado bancário ou fiscal de suas contas correntes e movimentações financeiras. Disse que está sofrendo ameaças de morte. Pediu para ser incluído no Programa de Proteção a Testemunhas.
O desfalque, declarou Malheiro, "acabou gerando enormes prejuízos financeiros à Bancoop". Ele afirmou que o suposto esquema de doações ilegais teve início em 1998 "com valores destinados à campanha para deputado federal do sr. Ricardo Berzoini, que à época era diretor da Bancoop".
Comentário do Minuto:
Alguns podem,
Outros não podem!
O Berzoíne pode;
O João Capiberibe não pode!
O Lula pode;
O seu Joaquim da prefeitura não pode!
O Silvinho Pereira pode;
No PT, pode!
No PSOL não pode!
No PT, Tudo Pode!!!
Do Jornal O Estado de São Paulo
Recursos supostamente desviados da Bancoop - Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo -, fundada pelo deputado Ricardo Berzoini (SP), atual presidente do PT, teriam financiado caixa 2 para campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. A denúncia é do técnico em edificações Hélio Malheiro.
Em depoimento ao Ministério Público de São Paulo, que investiga suspeita de crimes envolvendo a entidade, ele afirmou que seu irmão, Luís Eduardo Saeger Malheiro, ex-presidente da Bancoop e morto em acidente de carro em 2004, confidenciou-lhe que "tinha de ceder às pressões políticas e, muitas vezes, se via obrigado a entregar valores de grande monta para as campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores, desviando os recursos que eram destinados à construção das unidades habitacionais".
Malheiro abriu espontaneamente seu sigilo e autorizou a promotoria a obter qualquer dado bancário ou fiscal de suas contas correntes e movimentações financeiras. Disse que está sofrendo ameaças de morte. Pediu para ser incluído no Programa de Proteção a Testemunhas.
O desfalque, declarou Malheiro, "acabou gerando enormes prejuízos financeiros à Bancoop". Ele afirmou que o suposto esquema de doações ilegais teve início em 1998 "com valores destinados à campanha para deputado federal do sr. Ricardo Berzoini, que à época era diretor da Bancoop".
Comentário do Minuto:
Alguns podem,
Outros não podem!
O Berzoíne pode;
O João Capiberibe não pode!
O Lula pode;
O seu Joaquim da prefeitura não pode!
O Silvinho Pereira pode;
A dona Maria da margarina não pode!
No PT, pode!
No PSOL não pode!
No PT, Tudo Pode!!!
Sexta-feira, 6 de Junho de 2008
Juiz pede que procuradoria investigue Dilma no caso Varig
Empresa tem participação estrangeira acima do permitido, como revelou reportagem do 'Estado'
Mariana Barbosa, de O Estado de S. Paulo
A Justiça paulista decidiu mandar cópias do processo da briga societária entre os sócios da VarigLog para a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigar a participação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, no episódio de aprovação da estrutura societária da empresa junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). "Os indícios apontam para a prática de crime envolvendo a ministra Dilma Rousseff e a secretária-executiva Erenice Guerra", afirmou o juiz José Paulo Magano, da 17ª Vara Cível de São Paulo.
Em despacho proferido na última quinta-feira, 5, o juiz Magano manda remeter todo o processo de dissolução societária à PGR. Por envolver ministro de Estado, o assunto deve ficar a cargo do Ministério Público Federal. Caberá ao procurador Antonio Fernando de Souza analisar as denúncias e identificar se há ou não indícios da prática de crimes pela ministra e sua secretária-executiva. Caso encontre indícios, o procurador pode encaminhar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para abertura de inquérito. Os crimes que podem vir a ser investigados são de favorecimento a um grupo privado e pressão sobre o órgão regulador.
Ao remeter o caso, o juiz destaca, em especial, a documentação do caso VarigLog na Anac. Os documentos do caso foram anexados ao processo da VarigLog na 17ª Vara esta semana. Eles foram remetidos a pedido do juiz, que na investigação da disputa entre os sócios brasileiros e estrangeiros acabou encontrando indícios de crimes para burlar o Código Brasileiro da Aeronáutica (CBA), em especial o artigo 181, que trata do limite de 20% de estrangeiros em empresas aéreas. Para o juiz, os brasileiros seriam "laranjas" do fundo Matlin Patterson na operação. A empresa nega irregularidades, inclusive o uso de "laranjas" no negócio.
No despacho, o juiz cita declarações da ex-diretora da Anac Denise Abreu, que em entrevista ao Estado relatou pressões da Casa Civil para aprovar a estrutura societária da VarigLog, com a dispensa de documentos comprovando a origem dos recursos e a renda dos sócios.
O processo de dissolução de sociedade foi movido no fim do ano passado por Marco Audi, Luiz Gallo e Marcos Haftel contra o sócio americano, o fundo Matlin Patterson. Quem acabou afastado foram os brasileiros, sob acusação de gestão temerária e desvio de recursos da VarigLog. Com a exclusão dos brasileiros, a companhia passou a ser controlada por estrangeiros, o que fere o CBA.
O juiz deu 60 dias para o fundo regularizar a situação, encontrando novos sócios brasileiros. O prazo venceu na segunda-feira, quando o juiz proferiu despacho solicitando os documentos da Anac. No mesmo despacho, o juiz negou pedido de extensão do prazo dos sócios estrangeiros. Agora, as partes terão cinco dias para se manifestar, e só então o juiz decidirá sobre o caso.
(Com Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo)
Mariana Barbosa, de O Estado de S. Paulo
A Justiça paulista decidiu mandar cópias do processo da briga societária entre os sócios da VarigLog para a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigar a participação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, no episódio de aprovação da estrutura societária da empresa junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). "Os indícios apontam para a prática de crime envolvendo a ministra Dilma Rousseff e a secretária-executiva Erenice Guerra", afirmou o juiz José Paulo Magano, da 17ª Vara Cível de São Paulo.
Em despacho proferido na última quinta-feira, 5, o juiz Magano manda remeter todo o processo de dissolução societária à PGR. Por envolver ministro de Estado, o assunto deve ficar a cargo do Ministério Público Federal. Caberá ao procurador Antonio Fernando de Souza analisar as denúncias e identificar se há ou não indícios da prática de crimes pela ministra e sua secretária-executiva. Caso encontre indícios, o procurador pode encaminhar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para abertura de inquérito. Os crimes que podem vir a ser investigados são de favorecimento a um grupo privado e pressão sobre o órgão regulador.
Ao remeter o caso, o juiz destaca, em especial, a documentação do caso VarigLog na Anac. Os documentos do caso foram anexados ao processo da VarigLog na 17ª Vara esta semana. Eles foram remetidos a pedido do juiz, que na investigação da disputa entre os sócios brasileiros e estrangeiros acabou encontrando indícios de crimes para burlar o Código Brasileiro da Aeronáutica (CBA), em especial o artigo 181, que trata do limite de 20% de estrangeiros em empresas aéreas. Para o juiz, os brasileiros seriam "laranjas" do fundo Matlin Patterson na operação. A empresa nega irregularidades, inclusive o uso de "laranjas" no negócio.
No despacho, o juiz cita declarações da ex-diretora da Anac Denise Abreu, que em entrevista ao Estado relatou pressões da Casa Civil para aprovar a estrutura societária da VarigLog, com a dispensa de documentos comprovando a origem dos recursos e a renda dos sócios.
O processo de dissolução de sociedade foi movido no fim do ano passado por Marco Audi, Luiz Gallo e Marcos Haftel contra o sócio americano, o fundo Matlin Patterson. Quem acabou afastado foram os brasileiros, sob acusação de gestão temerária e desvio de recursos da VarigLog. Com a exclusão dos brasileiros, a companhia passou a ser controlada por estrangeiros, o que fere o CBA.
O juiz deu 60 dias para o fundo regularizar a situação, encontrando novos sócios brasileiros. O prazo venceu na segunda-feira, quando o juiz proferiu despacho solicitando os documentos da Anac. No mesmo despacho, o juiz negou pedido de extensão do prazo dos sócios estrangeiros. Agora, as partes terão cinco dias para se manifestar, e só então o juiz decidirá sobre o caso.
(Com Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo)








